Podcast da Semana

Gama Revista
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Feb 1, 2026 • 34min

Carol Tilkian: O luto de uma separação

Como superar o luto de uma separação? Superar significa esquecer? Para a psicanalista Carol Tilkian, entrevistada da edição sobre separação do Podcast da Semana, a resposta é não.Elaborar não é esquecer, é ressignificar", afirma e faz um convite a conviver com memórias sem transformá-las em assombrações. “Há uma máxima popular, um senso comum, de que o superar é não sentir mais nada, é não se abalar quando você encontra a pessoa já casada com outra, o que convoca a gente para esse lugar de apagamento. Mas não existe apagamento”, afirma na entrevista."Tem pessoas com as quais a gente vai conviver para sempre, principalmente pensando se você se separa de pais dos seus filhos. Como você dá menos voz a essas lembranças? Como você não alimenta as mesmas narrativas do ressentimento?"Tilkian tem formação em psicanálise e também pesquisa as formas como nos relacionamos amorosa e socialmente no mundo contemporâneo. É também colunista da rádio CBN e do jornal Folha de S.Paulo, além de ser professora da Casa do Saber.Na conversa com a Gama, Tilkian defende que um afastamento consciente é saudável num primeiro momento e que é melhor não seguir, não saber, não perguntar. Ela comenta ainda a ideia de que um amor só se cura com outro. "Existe amor depois do amor. Convido a lembrar que se separar não é apagar as memórias, os sentimentos. É ressignificar e se dar a chance de ter novos começos. As histórias não são menos bonitas porque elas têm pontos finais."
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Jan 25, 2026 • 29min

Raquel Castanharo: Como começar a correr

A corrida é o esporte mais difundido do mundo e é capaz de gerar bem-estar e sensação de realização em seus adeptos. Mas como começar? Para Raquel Castanharo, fisioterapeuta, mestre em biomecânica pela USP e maratonista, basta querer.“Seu corpo é capaz de fazer isso só simplesmente porque você nasceu. É claro que aí quando você começa a correr mais, existem coisas que facilitam a sua vida, que deixam a pisada um pouco mais confortável, que deixa o lookinho mais interessante, que te motiva a evoluir. Mas na real tudo isso é opcional”, afirma.A quem está determinado a entrar para o esporte, Castanharo recomenda ir devagar, alternando corrida e caminhada e ouvindo seu corpo, sem pressa para atingir objetivos mirabolantes.Fundadora e diretora técnica da Clínica Viva a Corrida e criadora da plataforma online de mesmo nome, ela atende e estuda corredores desde 2007. Ao Podcast da Semana, conta que o principal erro deles é complicar o esporte.“As pessoas acham que correr é muito complicado, porque a internet impõe isso. Ah, para correr precisa pisar com tal parte do pé, precisa respirar assim, precisa do tênis para pisar da tal forma. Mas correr é muito mais simples. A gente corre há 70 mil anos, nossa espécie evoluiu graças à corrida.”Paciente oncológica, Castanharo também fala da sua própria experiência com a corrida no momento em que passa por quimioterapia. Ela conta como o esporte a ajuda a combater a fadiga e manter o humor em dia, algo que compartilha com seus seguidores nas redes sociais e no episódio que você ouve aqui.
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Jan 18, 2026 • 35min

Carlos Burle: água e conexão

Um dos maiores surfistas de ondas gigantes do planeta, Carlos Burle tem o mar como mentor. É da sua experiência como atleta dessa modalidade que ele tira toda uma filosofia de vida. Não foi diferente quando, em dezembro de 2025, sofreu um acidente em que foi engolido por uma onda gigante em Nazaré, reduto de ondas dessa magnitude em Portugal e onde ele já bateu diferentes recordes. Carlos Burle é o convidado deste episódio do Podcast da Semana.Aos 58 anos, o surfista pernambucano, que hoje vive no Havaí, coleciona grandes feitos no surfe de ondas gigantes. Um dos pioneiros da modalidade, bateu recordes em lugares como Mavericks, na Califórnia, e Nazaré, em Portugal, onde já encarou ondas estimadas em até 100 pés (cerca de 30 metros).Burle é lembrado também pela evolução técnica do tow-in — modalidade em que o surfista é rebocado por um jet ski — e por seu papel como mentor de grandes nomes do esporte, como Maya Gabeira. Além das conquistas no mar, inspira pessoas de diferentes áreas com suas palestras e com o livro "Profissão: Surfista" (Sextante, 2017, esgotado na editora), escrito em parceria com o jornalista e escritor André Viana.Na conversa com Gama, o surfista fala da relação com o mar, de persistência e resiliência. Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Jan 11, 2026 • 30min

Maya Eigenmann: filhos e convivência

Com as férias escolares, pais e cuidadores acabam passando mais tempo com os filhos – muitos conciliando com a rotina do trabalho. Essa relação intensa traz questões, culpa, desafios, mas também aprendizados e tentativas de acertar. Neste episódio, a educadora parental e neuropedagoga Maya Eigennmann trata dos desafios desse período de recesso escolar e do processo de volta às aulas.Maya Eigenmann é neuropedagoga com pós-graduação em Educação Positiva, educadora parental e autora de livros como “A Raiva não Educa. A Calma Educa: Por uma geração de adultos e crianças com mais saúde emocional” (Astral Cultural, 2022) e “Pais Feridos. Filhos Sobreviventes: e como quebrar esse ciclo” (idem, 2023). Eigenmann é ainda sócia e professora da Escola da Educação Positiva, focada em educação parental.Na conversa com Gama, trata dos desafios de uma convivência mais intensa nesses tempos de recesso escolar, de como lidar com as variações emocionais das crianças, aborda também o processo de readaptação e das expectativas em relação à volta às aulasRoteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Jan 4, 2026 • 32min

Marina Nogueira: só vale corpo magro?

Com a chegada dos dias quentes o assunto corpo se torna mais presente. A liberdade do verão parece que evapora com a busca por padrões, por um controle do que o outro está comendo ou quanto de exercício físico está fazendo. Mas como lembra a nutricionista Marina Nogueira, entrevistada deste episódio do Podcast da Semana, os corpos são diversos e há muitas maneiras de cuidar da saúde – sem cair em tendências ou neuras.Marina Nogueira é nutricionista que pesquisa transtornos alimentares. Ela trabalha com foco em mudança de comportamento alimentar e na melhora do nosso relacionamento com o corpo. É autora da newsletter e do perfil no instagram Não Conto Calorias.Na conversa com Gama, a especialista discute o uso de medicamentos para emagrecer e os caminhos possíveis para a construção de novos hábitos.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Dec 14, 2025 • 37min

Monge Satyanatha: como ter esperança

Ter esperança é algo que faz parte do seu dia a dia, da maneira como você encara as diferentes questões? O convidado deste episódio do Podcast da Semana, o Monge Satyanatha, fala desse sentimento como uma possibilidade de aprendizado e de que as coisas podem ser vistas de outra maneira. "Essa busca de esperança ela é, na minha impressão, um mergulho interno para que, como aprendi no monastério, eu possa viver um terço fora e dois terços dentro", diz o monge, que é autor de "Seja monge: A arte da meditação" (Fontanar, 2019).Satyanatha viveu por mais de sete anos no Monastério hindu Kauai Adheenam, no Havaí, com mais de 2.200 anos de tradição. Até que sentiu um chamado para viajar o mundo e divulgar os conhecimentos que aprendeu lá, entre eles a meditação. Hoje, o monge coordena o programa de mindfulness e meditação para os quatro mil alunos da Escola Móbile, em São Paulo, e é criador do aplicativo Atma, de meditação e bem-estar.Na conversa com Gama ele propõe caminhos para pensar na lista de desejos pro ano que chega, fala da importância do contato com a natureza para a nossa saúde mental, trata de esperança, intuição e de como todos nós podemos ser um pouco monge todos os dias.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Dec 7, 2025 • 33min

Hugo Monteiro Ferreira: o ócio na infância e na adolescência

Estamos todos tão acelerados que hoje até as crianças têm agendas de executivos. Mas o que elas perdem quando não têm tempo para o ócio? “O ócio, essa palavra que remete a não fazer nada, significa de fato e de direito fazer tudo em prol de si próprio. Quando a criança aprende a viver essa atividade, ela tem melhor compreensão sobre a vida”, afirma o educador e psicólogo Hugo Ferreira Monteiro, o entrevistado desta edição do Podcast da Semana.“Você vai ver criança que não tem tempo nem para acordar. Chega na escola, entra na sala de aula, começa a tarefa; sai da tarefa, vai pro inglês; sai do inglês, vai pro balé; sai do balé, vai pro jogo; chega em casa cansadíssima”, afirma na entrevista a Gama.Monteiro acaba de lançar “Agora o meu Chão São as Nuvens: As famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes” (Ed. Autêntica, 2025), em que discute situações de violência. Com formação multidisciplinar em psicologia, educação e letras, é professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), diretor do Instituto Menino Miguel e coordenador do Núcleo do Cuidado Humano.Na entrevista, ele discute a diferença entre ócio e tédio e dá dicas sobre como os adultos das famílias podem ensinar às crianças a aprender a relaxar. A principal delas é que se aprende pelo exemplo. “Chamo a atenção para a brincadeira com a natureza. Nós, adultos, precisamos também retomar isso em nós, porque a gente está a mil por hora. É impressionante a quantidade de adulto que não escuta áudio na rotação mais lenta, por exemplo”, diz. Ele fala também como o humor é uma estratégia poderosa na educação.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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Nov 30, 2025 • 30min

Eliana Sousa: segurança pública e trauma

A morte de 121 pessoas no Complexo do Alemão e Penha, na operação policial mais letal do estado do Rio de Janeiro, nos convidou a pensar nos adultos e crianças que vivem nessas comunidades e que têm a rotina, a saúde mental, a vida impactada por operações policiais cada vez mais frequentes -- além daquelas que sofrem diferentes tipos de violências e perdem entes queridos. É sobre esse tema o episódio com Eliana Sousa Silva, convidada do Podcast da Semana, da Gama.Eliana Sousa Silva é fundadora e diretora da Redes da Maré, uma instituição da sociedade civil que produz ações em busca de qualidade de vida e garantia de direitos para os mais de 140 mil moradores das 15 favelas da Maré. Pesquisadora em segurança pública, tem graduação em Letras, mestrado em Educação e doutorado em Serviço Social. Faz parte da Cátedra Patrícia Acioli (UFRJ) e integra o Centro de Estudos de Cidades - Laboratório Arq. Futuro do Insper. É Doutora Honoris Causa pela Queen Mary University of London e fez parte da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura, Ciência e Educação, no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA). Eliana chegou em Nova Holanda, uma das favelas do Complexo da Maré com a família aos 7 anos, onde morou por 30 anos.Na conversa com Gama, ela diz que operações policiais são reflexo de uma ausência anterior do estado, fala do dia a dia das populações das comunidades cariocas e traz caminhos possíveis de transformação dessa realidade de violência e abandono.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Nov 23, 2025 • 31min

Bruno Pompeu: por que compramos?

Nunca foi tão fácil comprar qualquer coisa, a qualquer hora. Em todos os ambientes em que estamos, seja na vida online ou presencial, estamos sempre consumindo alguma coisa. É que a publicidade, o marketing, hoje permeiam tanto as nossas vidas que isso acaba nos levando a consumir mais. Daí a importância de entender esse cenário. "A publicidade passa a ser a engrenagem principal das redes sociais, das plataformas, das big techs. As lógicas da nossa vida passam a ser lógicas publicitárias", diz Bruno Pompeu, entrevistado deste episódio do Podcast da Semana, da Gama.Pompeu é publicitário, semioticista e escritor. Professor e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Escola de Comunicações e Artes e professor pesquisador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo (ECA-USP e PPGCOM-USP). Secretário geral da Federação Latino-americana de Semiótica (FELS). Autor de “Publicidade: uma biografia” (Editorial Sb, 2024), “De onde veio, onde está e para onde vai a publicidade?” (Estação das Letras e Cores, 2022), entre outros. Sócio-fundador da Casa Semio.Na conversa com Gama, o pesquisador traz um panorama de como as marcas se comportam nos dias de hoje, de como a publicidade está no nosso cotidiano e, a partir desse cenário, nos ajuda a navegar melhor nesse ambiente.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Nov 16, 2025 • 36min

Alexandre Patricio de Almeida: os desafios do envelhecimento

Como envelhecer bem e com alegria num mundo que valoriza a juventude acima de tudo? Neste episódio do Podcast da Semana, o psicanalista Alexandre Patricio de Almeida, fala sobre o processo de envelhecimento e de como os lutos da vida podem nos preparar para uma maturidade mais plena.“É claro que tem as limitações do corpo, tem as queixas, isso é inevitável. O importante é a gente poder abraçar esses limites para que essas frustrações não se tornem pedras no caminho que paralisem a nossa caminhada, que travam o nosso movimento vital. Estar vivo implica envelhecer”, afirma na entrevista.Doutor em psicologia clínica pela PUC de São Paulo, Alexandre Patricio de Almeida é apresentador do podcast “Psicanálise de Boteco” e autor de livros como os da série “Por uma Ética do Cuidado” e “A Clínica Winnicottiana: os Casos Difíceis”. Agora, está lançando “O Elogio à Tristeza”, pela editora Record, em que discute a importância do sentimento para a saúde mental.“Tem gente também que se fecha em si mesmo e não está disponível para aprender com a maturidade”, diz a Gama. “Para sermos capazes de sentir felicidade, precisamos ter coragem de abraçar a nossa tristeza e dar a ela dignidade. Poder assumir as nossas insuficiências, o que deu para fazer, o que não deu, o que eu posso correr atrás agora, o que eu preciso largar, o que eu preciso renunciar.”Almeida relaciona também a dificuldade de aceitar o envelhecimento com a lógica neoliberal de descartar o que está velho. “Isso não só se aplica a objetos, mas também aos seres humanos. E a gente vê isso na sociedade, o mercado de trabalho fechando, não autorizando pessoas a entrarem depois de uma certa idade, você vê a solidão dessas pessoas, dos idosos, das famílias que não acompanham mais.”Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

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