Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente

Fundação Francisco Manuel dos Santos
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Feb 11, 2022 • 41min

EP 44 |CIÊNCIA | Somos MESMO imperfeitos.

Aviso ao ouvinte: este episódio tem todos os ingredientes para lhe criar um sério problema de segurança.Tudo aquilo que alguma vez ouviu ou pensou de que o ser humano é perfeito do ponto de vista biológico, não é verdade.Um fim de semana em plena selva sem os recursos que inventámos para nos assistir, estaria longe de ser uma aventura e muito mais próximo de nos transportar directamente para outra vida que não esta.Na sua estreia no IN PERTINENTE, Inês Lopes Gonçalves e Paulo Gama Mota contam com todas as letras esta triste realidade: NÃO SOMOS PERFEITOS. Está psicologicamente preparado para ouvir?REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:Richard Dawkins 1999. A escalada do monte improvável. Gradiva, Lisboa.https://www.gradiva.pt/catalogo/14078/a-escalada-do-monte-improvavelNathan Lentz. 2018. Human errors: A panorama of our glitches, from pointless bones to broken genes. HMH Books.https://www.amazon.es/gp/product/1328974693/ref=ppx_yo_dt_b_asin_title_o04_s00? ie=UTF8&psc=1Vídeo com a dissecação do nervo vago numa girafa.https://www.youtube.com/watch?v=cO1a1Ek-HD0Ver o ponto cego do olho:https://www.youtube.com/watch?v=27vUFAI3NLMhttps://www.weshigbee.com/blind-spot-examples/BIOSINÊS LOPES GONÇALVESInês Lopes Gonçalves é uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio é actualmente uma d'As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é a anfitriã do talk show Traz Pr'á Frente, na RTP e RTP Memória.Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP e desde 2017 que é uma das caras do Festival da Canção. O seu percurso começou na informação como jornalista na Rádio Renascença, passou pela Sport Tv, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso. PAULO GAMA MOTAPaulo Gama Mota é biólogo, doutorado pela Universidade de Coimbra, Professor Associado do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC e investigador do CIBIO. Investiga o comportamento animal e a compreensão das suas causas evolutivas, incluindo a comunicação animal e selecção sexual. É docente em áreas relacionadas com a evolução e a evolução do comportamento. Mantém um grande interesse pela comunicação de ciência, tendo sido Director de vários museus e responsável pelo projecto e Director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (2006-2015). Comissariou várias exposições de ciência e coordenou vários projectos de ciência cidadã, sempre com a preocupação de aproximar os cidadãos da ciência.
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Feb 4, 2022 • 51min

EP 43 | POLÍTICA | A Política do Tempo

Sabia que estamos em 2022 mas também em 1443 e 5782?Sabia que devemos a Júlio César o nome dos meses do ano?Sabia que os franceses tentaram baralhar tudo e criaram um novo calendário?Mas, afinal, o que é o Tempo tem a ver com Política?Raquel Vaz-Pinto e Pedro Vieira vão explicar, percorrendo a forma como o tempo foi sendo medido ao longo dos séculos e demonstrando como o presente pode modificar o passado e influenciar o futuro.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:Receita de Ano Novo, Carlos Drummond de AndradeLongitude, the true story of a  line genius who solved the greatest scientific problem of his time, Dava SobelEsquerda e Direita, Rui TavaresO Adivinho, Goscinny e UderzoA Odisseia de Homero, Frederico LourençoA Ilíada de Homero, Frederico Lourenço1984, George Orwell18 de Brumário de Luís Bonaparte, Karl MarxWord Perfect, Susie DentThe History of Time, Leofranc Holford-Strevens, Colecção ‘A Very Short Introduction’Série:The West Winghttps://pt.wikipedia.org/wiki/The_West_WingFilmes:Back to the futurehttps://www.imdb.com/title/tt0088763/Blade Runnerhttps://www.imdb.com/title/tt0083658/BIOSRAQUEL VAZ-PINTOÉ Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona a disciplina de Estudos Asiáticos.Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo- Pacífico; a Europa e o Mundo; e Liderança e Estratégia.É comentadora residente da rádio TSF. É membro da Comissão Cientifica do Fórum Futuro e consultora da Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.PEDRO VIEIRAPedro Vieira nasceu em Lisboa, em 1975.Licenciado pela Escola Superior de Comunicação Social, trabalhou no Canal Q das Produções Fictícias e é, atualmente, guionista e pivô do programa O Último Apaga a Luz da RTP3.É responsável pela Comunicação do Cinema São Jorge e foi consultor de Comunicação na Booktailors.Trabalha como ilustrador freelancer e escreve livros como se não houvesse amanhã. 
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Jan 28, 2022 • 54min

EP 42 | SOCIEDADE | Somos o que trabalhamos?

‘O que é que queres ser quando fores grande?’‘O que é que fazes?’‘Em que é que trabalhas?’‘E agora, vais deixar de trabalhar?’O trabalho persegue-nos desde pequeninos e ainda nos define, como se não fôssemos mais nada sem ele. Mas será que a concepção do trabalho está a mudar? E, se sim, em que direcção?Na estreia de Miguel Chaves enquanto ‘dupla’ de Ana Markl nesta nova temporada do [IN] PERTINENTE, ambos exploram os sentidos do trabalho, chegando mesmo àqueles que parecem não fazer sentido nenhum.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:Arvey, R. D., Harpaz, I. e Liao, H. (2004). Work Centrality and post-award work behavior of lottery winners. The Journal of Psychology, 138(5), 404-420, DOI: 10.3200/JRLP.138.5.404-420Boltanski, L. e Chiappello, È. (1999). Le Nouvel esprit du capitalisme. Paris: Gallimard.Chaves, M. (2010). Confrontos com o Trabalho entre Jovens Advogados. As Novas Configurações da Inserção Profissional. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.Freire, J. (1997). Variações sobre o Tema Trabalho. Porto: Edições Afrontamento.Gorz, A. (2003). Metamorfoses do Trabalho. São Paulo: Annablume.Herzberg, F., Mausner, B. e Snyderman. B.B. (2017[1959]). The Motivation to Work. Nova Iorque: Routledge. Highhouse, S., Zickar, M. J. e Yankelevick. (2010). Would you work if you won the lottery? Tracking changes in the American work ethic. Journal of Applied Psychology, 95(2), 349 –357. DOI: 10.1037/a0018359Johnson, S. (2019[2002]. Quem Mexeu no Meu Queijo?. Lisboa: Gestão Plus.Lareau, A. (2011). Unequal Childhoods. Class Race and Family Life. Berkeley: University of California Press.Larsson, B. (2011). Becoming a winner but staying the same. Identities and consumption of lottery winners. American Journal of Economics and Sociology, 70(1), 187-209.Méda, D. (1999). O Trabalho – Um Valor em Vias de Extinção. Lisboa: Fim de Século.Vala. J. e Freire. J., (Coords.). (2000). Trabalho e Cidadania. Lisboa: Imprensa de Ciências SociaisWillis, P. (1977). Learning to Labor: How Working-Class Kids Get Working Class Jobs. Farnborough: Saxon House.BIOSANA MARKLAna Markl nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras: licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou até mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente, trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.MIGUEL CHAVESMiguel Chaves é professor associado do Departamento de Sociologia da NOVA FCSH e investigador do CICS.NOVA. Desenvolveu estudos acerca de marginalidades, desvio e exclusão social, que deram origem a diversos textos dos quais se destacam os livros Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico (Imprensa de Ciências Sociais, 1999) e, em coautoria, Casal Ventoso Revisitado. Memórias para Imaginar um Futuro (Húmus 2019). Realizou também investigações acerca de estilos de vida juvenis e transição para o trabalho, como, por exemplo, “Percursos de inserção dos licenciados: relações objetivas e subjetivas com o trabalho”. Sobre estes assuntos escreveu vários artigos científicos e textos jornalísticos, bem como a obra Confrontos com o Trabalho entre Jovens Advogados (Imprensa de Ciências Sociais, 2010). Entre outras funções universitárias, coordena atualmente o Observatório de Inserção Profissional da Universidade Nova de Lisboa (OBIPNOVA) e o curso de Licenciatura em Sociologia da NOVA
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Jan 21, 2022 • 48min

EP 41 | ECONOMIA | A Teoria dos Jogos

Vamos falar de Jogos mas não dos electrónicos. Vamos falar de xadrez e de póquer, mas não vamos ensinar como jogar mas sim do que está subjacente.Vamos falar do Dilema do Prisioneiro que, quer acredite ou não, explica muita vida fora das prisões.Joana Pais estreia-se no IN PERTINENTE ao lado de Hugo Van Der Ding e ambos vão levar-nos a esta Teoria que está presente nas nossas vidas em muito mais momentos do que aqueles dos quais temos consciência. Interpelada por Hugo, a Joana explica e contextualiza a Teoria dos Jogos, e depois põe-na em prática, ao vivo, desafiando o Hugo para um jogo. Ouça e, se lhe apetecer, jogue com eles ‘em directo’.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:John von Neumann: -Artigo de 1928: Theory of Parlor Games, publicado em alemão: v. Neumann, J. (1928) Zur Theorie der Gesellschaftsspiele. Math. Ann. 100, 295–320 (1928). https://doi.org/10.1007/BF01448847- Livro de 1944 com Oskar Morgenstern:v. Neumann, J, Morgenstern, O. (1944). Theory of Games and Economic Behavior. Princeton University Press. Émile BorelAntoine-Augustin Cournot:- Livro de 1838:Cournot, A.A. (1838) Recherches sur les principes mathématiques de la théorie des richesses (Researches into the Mathematical Principles of the Theory of Wealth). RAND Corporation:https://www.rand.org/John Nash:- Artigo de 1951:Nash, J. (1951). Non-Cooperative Games. Annals of Mathematics, 54(2), 286–295. https://doi.org/10.2307/1969529- Prémio em Ciências Económicas em memória de Nobel em 1994, com Reinhard Selten e John C. Harsanyi.-Filme: A Beautiful Mind (Uma Mente Brilhante) de 2001Dilema do Prisioneiro:Formulado por Merrill Flood e Melvin Dreshner da RAND Corp., com Albert Tucker em 1950.Colin F. Camererhttps://www.hss.caltech.edu/people/colin-f-camererArtigo sobre a teoria da hierarquia cognitiva (cognitive hierarchy theory):Camerer, C. F.,  Ho, T.-H. e Chong, J.-K. (2004). A cognitive hierarchy model of games. Quarterly Journal of Economics, 119 (3), 861-898. ISSN 0033-5533. doi:10.1162/0033553041502225.BIOSJOANA PAISJoana Pais é professora de Economia no ISEG da Universidade de Lisboa. Obteve o seu Ph.D. em Economia na Universitat Autònoma de Barcelona em 2005. Atualmente é coordenadora do programa de Mestrado em Economia e do programa de Doutoramento em Economia, ambos do ISEG, e membro da direção da unidade de investigação REM - Research in Economics and Mathematics. É ainda coordenadora do XLAB – Behavioural Research Lab, um laboratório que explora a tomada de decisão e o comportamento económico, político e social, suportado pelo consórcio PASSDA (Production and Archive of Social Science Data). Os seus interesses de investigação incluem áreas como a teoria de jogos, em particular, a teoria da afetação (matching theory), o desenho de mercados, a economia comportamental e a economia experimental.HUGO VAN DER DING Hugo van der Ding nasceu nos finais dos anos 70 ao largo do Golfo da Biscaia, durante uma viagem entre Amesterdão e Lisboa, e cresceu numa comunidade hippie nos arredores de Montpellier. Estudou História das Artes Decorativas Orientais, especializando-se em gansos de origami. Em 2012, desistiu da carreira académica para fazer desenhos nas redes sociais. Depois do sucesso de A Criada Malcriada deixou de precisar de trabalhar. Ainda assim, escreve regularmente em revistas e jornais, é autor de alguns livros e podcasts, faz ocasionalmente teatro e televisão, e continua a fazer desenhos nas redes sociais. Desde 2019 é um dos apresentadores do programa Manhãs da 3, na Antena 3.
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Jan 14, 2022 • 43min

EP 40 | CIÊNCIA | E ... se não houvesse ... Tempo?

O que é o Tempo?Como se mede?É mesmo relativo?Tem uma dimensão individual, subjectiva?Para que precisa a Ciência do Tempo?A Joana Marques e o Vítor Cardoso despedem-se do [IN] PERTINENTE levando-nos numa viagem pelo Tempo não cronológico mas antes por aquele que nos faz realizar que afinal temos sempre tempo, e que sobretudo devemos reservá-lo para ouvir conversas boas, sem tempo, como esta.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:Vitor Cardoso, O tempo na Física, celebrações dos 25 anos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.https://www.quantamagazine.org/what-is-time-a-history-of-physics-biology-clocks-and-culture-20200504/https://www.nationalgeographic.com/science/article/130715-worlds-oldest-calendar-lunar-cycle-pits-mesolithic-scotlandhttps://www.archaeology.org/issues/99-1307/artifact/935-egypt-limestone-sundial-valley-kingsYarrow, K., Haggard, P., Heal, R. et al. Illusory perceptions of space and time preserve cross-saccadic perceptual continuity. Nature 414, 302–305 (2001).https://doi.org/10.1038/35104551(https://www.nature.com/articles/35104551)BIOSJOANA MARQUESNasceu em Lisboa em 1986. Toda a gente sabe que os nativos do signo Virgem são fadados para o sucesso. Infelizmente Joana é Capricórnio e não percebe nada de astrologia. Quando era mais pequena (ainda) queria ser pintora, felizmente mudou de ideias entretanto, já que o talento que tem agora para pintar é o mesmo que tinha aos seis anos, quando desejava ser a nova Paula Rêgo.Assim que começou a aprender a escrever percebeu que o “foturo paçaria pur aí”, depois aprendeu que se escrevia “futuro passaria por aí” e nunca mais ninguém a parou. Começou a trabalhar como guionista em 2007, chegou à rádio em 2012, à maternidade em 2016 e 2020, e espera demorar ainda muito a chegar à reforma. Até lá, não segue o carpe diem porque isso de viver cada dia como se fosse o último parece perigoso. Gosta de viver cada dia como se fosse o primeiro, e observar o mundo como se tivesse acabado de cá aterrar.VÍTOR CARDOSOVítor Cardoso é Físico Teórico no CENTRA, professor Catedrático e Presidente do Departamento de Física do Instituto Superior Técnico. Os seus interesses de investigação incidem sobre astrofísica e gravitação, em particular a física do espaço-tempo curvos, ondas gravitacionais e buracos negros.É autor de um livro e de cerca de 200 artigos publicados em revistas internacionais. A sua investigação foi distinguida duas vezes pelo European Research Council. Em 2015 o Presidente da República concedeu-lhe a Ordem de Santiago D’Espada, pelas suas contribuições para a ciência. Neste momento, é líder do GWverse, um consórcio internacional de mais de 30 países e centenas de cientistas, que se dedica ao estudo de ondas gravitacionais e buracos negros. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Relatividade e Gravitação.
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Jan 7, 2022 • 53min

EP 39 | POLÍTICA | Mística do 22

Talvez não saiba, mas o número 22 também tem a sua ´Mística’. E, neste caso, não estamos a falar (directamente) de futebol, mas de uma série de acontecimentos que, ao longo da história, marcaram o mundo e a Política. O que tiveram em comum? Precisamente a terminação 22.No primeiro episódio [IN] PERTINENTE do ano, Raquel Vaz-Pinto e Pedro Vieira chamam a si o direito a opiniões várias, fazem uma viagem vertiginosa pelos anos 22 que marcaram a história, e fazem prognósticos pelo que certamente nos marcará ao longo dos próximos 12 meses. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:Catch 22, Joseph HellerUlisses , James JoyceA world beneath the sands, Toby WilkinsonAtatürk, Andrew MangoThe Histories, HerodotusUlisses , James JoyceA world beneath the sands, Toby WilkinsonAtatürk, Andrew MangoThe Histories, HerodotusCRONOLOGIA DA MÍSTICA DO 22:A.C:522 Início do reinado de Dário, um dos grandes da Dinastia dos Aqueménidas da Pérsia322 Morte de Aristóteles (dispensa apresentações) D.C.:622 Hégira: fuga de Maomé para Medina e o ano a partir do qual começa o calendário muçulmano722 Batalha de Covadonga (? c. 718-725) e vitória do Rei Pelágio que simboliza o início da Reconquista1422 Morte do Rei Henrique V de Inglaterra (o herói da batalha de Agincourt em 1415)1522 Martinho Lutero está a trabalhar na sua tradução da Bíblia e termina o Novo Testamento, sendo que a tradução completa seria impressa em 1534: https://www.bl.uk/collection-items/luther-biblePrimeira Circum-navegação por Fernão de Magalhães terminada por Juan Sebastián de Elcano1622 Armand-Jean du Plessis passa a Cardeal Richelieu1822 Independência do Brasil e Jean-François Champollion decifra os hieróglifos1922Independência do Estado Livre da Irlanda Travessia aérea do Atlântico Sul pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura CabralDescoberta do Túmulo de Tutankhamon numa expedição liderada por Howard CarterFundação oficial da URSS e Marcha sobre Roma de Benito MussoliniPublicação de Ulysses de James Joyce1922-1923:Vitória das forças lideradas por Kemal Ataturk, abolição do Sultanato e Formação da República da TurquiaBIOSRAQUEL VAZ-PINTOÉ Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona a disciplina de Estudos Asiáticos.Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo- Pacífico; a Europa e o Mundo; e Liderança e Estratégia.É comentadora residente da rádio TSF. É membro da Comissão Cientifica do Fórum Futuro e consultora da Administração da Fundação Calouste Gulbenkian. PEDRO VIEIRA Pedro Vieira nasceu em Lisboa, em 1975.Licenciado pela Escola Superior de Comunicação Social, trabalhou no Canal Q das Produções Fictícias e é, atualmente, guionista e pivô do programa O Último Apaga a Luz da RTP3.É responsável pela Comunicação do Cinema São Jorge e foi consultor de Comunicação na Booktailors.Trabalha como ilustrador freelancer e escreve livros como se não houvesse amanhã. 
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Dec 31, 2021 • 57min

EP 38 | SOCIEDADE I A ficção tem impacto na vida real?

O tema da violência no cinema e nas séries de televisão, e a sua repercussão na realidade não é de análise fácil. Muito se discute sobre o assunto e, quando se referem os públicos mais jovens, as opiniões podem ganhar contornos extremistas. Que o diga a tão famosa série coreana do momento. Mas a pergunta impõe-se: que impacto tem a ficção na vida real? De que modo pode interferir no desenvolvimento dos mais novos?Neste episódio [IN] PERTINENTE, Rui Costa Lopes partilha com Ana Markl o gosto pelo cinema e juntos discutem alguns estudos sobre o assunto. No dia que fecha o ano de 2021 vale a pena ouvir e reflectir sobre o assunto.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:Sobre o impacto de conteúdos violentos nas crianças:https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1111/j.1529-1006.2003.pspi_1433.xTeoria de Aprendizagem Social (Bandura):https://www.simplypsychology.org/bandura.html#:~:text=Social%20learning%20theory%2C%20proposed%20by,and%20emotional%20reactions%20of%20others.&text=Behavior%20is%20learned%20from%20the%20environment%20through%20the%20process%20of%20observational%20learningDurkheim e a utilidade do desvio e da violência:https://www.tutor2u.net/sociology/reference/durkheim-on-deviancePorque gostamos de vilões?https://medium.com/invisible-illness/the-psychology-behind-why-we-love-villains-820bc5867bf2#:~:text=Travis%20Langley%20of%20Wired%20tells,as%20well%20as%20our%20goodFresh start Effecthttps://psychologycompass.com/blog/reaching-goals/Modelo Transteórico de Mudançahttps://amenteemaravilhosa.com.br/modelo-transteorico-de-mudanca/Approach and Avoidance, artigo da Plos Onehttps://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33296385/Filmes e Séries:Squid Gamehttps://www.netflix.com/pt/title/81040344Successionhttps://hboportugal.com/search/successionOs Sopranoshttps://hboportugal.com/search/the-sopranosThe Wirehttps://hboportugal.com/search/the-wireMadmenhttps://www.imdb.com/title/tt0804503/?ref_=nv_sr_srsg_0Natural Born Killershttps://en.wikipedia.org/wiki/Natural_Born_KillersTrainspottinghttps://en.wikipedia.org/wiki/Natural_Born_KillersAmerican Psychohttps://www.imdb.com/title/tt0144084/O Padrinhohttps://hboportugal.com/filmes/o-padrinhoTaxi Driverhttps://www.imdb.com/title/tt0075314/BIOSANA MARKLAna Markl nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras: licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou até mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente, trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.RUI COSTA LOPESRui Costa Lopes (n. 1981) é psicólogo social. Trabalha como Investigador Auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) e Professor Convidado na Universidade Católica Portuguesa e na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Doutorado em Psicologia Social (ISCTE, 20009) e com Pós-Doutoramento entre os Países Baixos e Lisboa (ICS-UL), desenvolve pesquisa no âmbito de projectos de investigação e de consultoria em tópicos como relações entre grupos, normas sociais e atitudes sociais e políticas. A sua pesquisa tem sido publicada em revistas como o European Journal of Social Psychology e Frontiers in Psychology. Vive em Lisboa com a mulher e dois filhos.
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Dec 24, 2021 • 50min

EP 37 | ECONOMIA | O futuro está apenas e só nas cidades?

Ao longo dos tempos, a História tem demonstrado como as cidades continuam a ser o El Dorado da esperança de tantas pessoas que, tendo uma vida difícil em locais afastados das grandes urbes, olham para as mesmas como o remédio para os seus problemas. Mas, será que é na cidade que mora realmente (e sempre) a solução?Neste episódio, Cátia Batista e Hugo van der Ding, demonstram como não existe apenas uma resposta porque, tal como os países, as cidades e as pessoas não são todos iguais, também as circunstâncias determinam as soluções possíveis para cada um.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:Urbanization and its Discontents https://scholar.harvard.edu/files/glaeser/files/urbanization_and_its_discontents_final.pdfTesting Classic Theories of Migration in the Lab https://novafrica.org/research/testing-classic-theories-of-migration-in-the-lab-2/Great black migration puzzle https://www.jstor.org/stable/2118311Why doesn't labor flow from poor to rich countries? Micro evidence from the European integration experience:https://ora.ox.ac.uk/objects/uuid:e69266ce-61c7-4178-82d1-5423afa20122Cities don't make workers (much) more productive, but productive workers move to cities https://voxdev.org/topic/labour-markets-migration/agricultural-productivity-and-rural-urban-wage-gaps-revisited-lessons-panel-dataRemoving barriers to internal migration can boost a country’s productivity, albeit modestly and with heterogonous effects on original populations https://voxdev.org/topic/labour-markets-migration/migration-end-povertyAfrica's urban future: the policy agenda for national governmentshttp://globaldev.blog/blog/africas-urban-future-policy-agenda-national-governmentsBIOSCÁTIA BATISTACátia Batista é Professora Associada de Economia, e Fundadora e Directora Científica do centro de investigação NOVAFRICA, na Nova School of Business and Economics. Doutorada pelo Departamento de Economia da Universidade de Chicago, licenciou-se também em Economia na Universidade Católica Portuguesa. Obteve a Agregação em Economia Internacional na Universidade Nova de Lisboa. Tem sido professora regente de cursos de macroeconomia, desenvolvimento económico e economia internacional nas Universidades de Chicago, Oxford, Notre Dame e Trinity College Dublin. Trabalhou no Fundo Monetário Internacional e na Universidade Católica Portuguesa. Actualmente, tem afiliações enquanto Investigadora nos centros CReAM (London, UK), IZA (Bonn, Germany) e JPAL Europe (Paris, France), e foi Consultora para o Banco Mundial e para o IGC (International Growth Center, baseado na London School of Economics).HUGO VAN DER DING Hugo van der Ding é muitas personagens. Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, também autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, podemos encontrá-lo, ou melhor ouvi-lo, todas as manhãs na Antena 3 ou por detrás dos bonecos que nos surgem todos os dias por aqui e ali.
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Dec 17, 2021 • 41min

EP 36 | CIÊNCIA | Pode haver um fim para a Ciência?

Será que vão deixar de existir assuntos interessantes para investigar?Ou será que serão tão insondáveis que não lhes daremos importância?Será que o mundo substituirá o investimento na ciência ‘pura’ pelo investimento noutros temas que preocupem mais o mundo? Ou será que a nossa curiosidade pode esgotar-se?O Vítor Cardoso nem gosta de pensar nestas perguntas mas, neste episódio, vai discorrer sobre este tema, inclusivamente tomando a dianteira e perguntando à Joana Marques se haverá um fim para o humor. Será que no fim há uma conclusão? Só ouvindo, saberá.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:The Coming of the Golden Age: A View of the End of Progress (Doubleday, 1969), Gunther Sigmund Stent,The End Of Science: Facing The Limits Of Knowledge In The Twilight Of The Scientific Age, John HorganNobel Laureate Steven Weinberg Still Dreams of Final Theory:https://blogs.scientificamerican.com/cross-check/nobel-laureate-steven-weinberg-still-dreams-of-final-theory/The End of Science? Attack and Defense, Proceedings of the Gustavus Adolphus symposium, edited by Richard Q. Selve, University Press of America, Lanham, Md., 1992.How to fight fake news:https://www.arte.tv/en/videos/098794-016-A/how-to-fight-fake-news/Monty Pythonhttps://montycasinos.com/montypython/scripts/funniest.php.htmlhttps://www.bfi.org.uk/lists/monty-python-10-funniest-sketcheshttps://vimeo.com/embed-redirect/99619706?embedded=true&source=video_title&owner=24583632BIOSJOANA MARQUESNasceu em Lisboa em 1986. Toda a gente sabe que os nativos do signo Virgem são fadados para o sucesso. Infelizmente Joana é Capricórnio e não percebe nada de astrologia. Quando era mais pequena (ainda) queria ser pintora, felizmente mudou de ideias entretanto, já que o talento que tem agora para pintar é o mesmo que tinha aos seis anos, quando desejava ser a nova Paula Rêgo. Assim que começou a aprender a escrever percebeu que o “foturo paçaria pur aí”, depois aprendeu que se escrevia “futuro passaria por aí” e nunca mais ninguém a parou. Começou a trabalhar como guionista em 2007, chegou à rádio em 2012, à maternidade em 2016 e 2020, e espera demorar ainda muito a chegar à reforma. Até lá, não segue o carpe diem porque isso de viver cada dia como se fosse o último parece perigoso. Gosta de viver cada dia como se fosse o primeiro, e observar o mundo como se tivesse acabado de cá aterrar.VÍTOR CARDOSOVítor Cardoso é Físico Teórico no CENTRA, professor Catedrático e Presidente do Departamento de Física do Instituto Superior Técnico. Os seus interesses de investigação incidem sobre astrofísica e gravitação, em particular a física do espaço-tempo curvos, ondas gravitacionais e buracos negros. É autor de um livro e de cerca de 200 artigos publicados em revistas internacionais. A sua investigação foi distinguida duas vezes pelo European Research Council. Em 2015 o Presidente da República concedeu-lhe a Ordem de Santiago D’Espada, pelas suas contribuições para a ciência. Neste momento, é líder do GWverse, um consórcio internacional de mais de 30 países e centenas de cientistas, que se dedica ao estudo de ondas gravitacionais e buracos negros. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Relatividade e Gravitação.
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Dec 10, 2021 • 49min

EP 35 | Política | Vamos falar de Direitos Humanos?

Aviso nº 1: este episódio pode impressionar os mais sensíveis.Aviso nº2: este episódio merece ser ‘ouvido de frente’.Como é possível olharmos para pessoas e não vermos pessoas?Como é possível nada fazermos perante exemplos claros de desumanização?Como é possível mantermos a ‘ingenuidade’ perante evidências que, nos dias de hoje, apontam para casos de falência dos Direitos Humanos e que não estão assim tão longe de nós?Raquel Vaz-Pinto e Pedro Vieira põem o dedo na ferida e falam abertamente dos crimes que já se praticaram contra a humanidade, dos genocídios, da violência declarada contra seres humanos, e terminam de forma inesquecível… com uma mensagem especial.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:Axis rule in occupied Europe, Raphael LemkinA world made new, Mary Ann GlendonShake hands with the devil, Roméo DallaireA problem from hell, Samantha PowerSPQR, a History of ancient Rome, Mary BeardThe Landmark, ThucydidesThe silk roads, a new History of the world, Peter FrankopanEstrada Leste Oeste, Philippe SandsGulag, uma História Soviética:https://www.rtp.pt/programa/tv/p39738BIOSRAQUEL VAZ-PINTOÉ Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona a disciplina de Estudos Asiáticos.Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo- Pacífico; a Europa e o Mundo; e Liderança e Estratégia.É comentadora residente da rádio TSF. É membro da Comissão Cientifica do Fórum Futuro e consultora da Administração da Fundação Calouste Gulbenkian. PEDRO VIEIRA Pedro Vieira nasceu em Lisboa, em 1975.Licenciado pela Escola Superior de Comunicação Social, trabalhou no Canal Q das Produções Fictícias e é, atualmente, guionista e pivô do programa O Último Apaga a Luz da RTP3.É responsável pela Comunicação do Cinema São Jorge e foi consultor de Comunicação na Booktailors.Trabalha como ilustrador freelancer e escreve livros como se não houvesse amanhã. 

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