A Beleza das Pequenas Coisas

Expresso
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Dec 14, 2023 • 1h 16min

Especial José Tolentino Mendonça, Prémio Pessoa 2023: “A vida tem sido esplêndida para mim. Tem-me dado um património de sede, uma latência de desejo”

Foi em Angola onde o padre, cardeal e poeta Tolentino Mendonça ouviu as primeiras grandes histórias. A avó analfabeta foi a sua ‘primeira biblioteca’, ao contar-lhe mundos de realismo mágico. Aos onze anos entrou no seminário do Funchal por um chamamento que não sabe explicar de onde veio. No dia em que foi distinguido com o Prémio Pessoa 2023 republicamos a entrevista de vida que deu em dezembro de 2016. Uma conversa rica de memórias e reflexões críticas sobre os valores da sociedade contemporânea, onde não falta a poesia. "O verdadeiro presente é deixarmo-nos tocar pelos outros"See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Dec 8, 2023 • 58min

Diogo Faro (parte 1): “Dizem que sou polémico. Não defendo orgias obrigatórias. O que defendo é mais habitação, melhor SNS e menos discriminação”

Autor do podcast “Desta para Melhor”, Diogo Faro intitula-se nas redes sociais como o “Sensivelmente Idiota”, faz humor político e tem a mira apontada contra opressões e injustiças sociais. Atualmente, está em cena com o espetáculo “Amor, quero beijar mais pessoas”, junto com a atriz Joana Brito Silva, todas as quartas-feiras, no Teatro Villaret, em Lisboa. Um texto escrito por esta dupla, baseado na experiência enquanto casal não monogâmico. “Perante 400 pessoas, quando perguntamos se alguma vez pensaram na não monogamia ou se já tiveram atração por outra pessoa numa relação fechada, quase toda a gente diz que sim. E está tudo bem.” No final desta primeira parte, Diogo é surpreendido por um áudio da namorada e atriz Joana Brito Silva, que faz um retrato dele e deixa uma questão gastronómica envolta em mistério…See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Dec 8, 2023 • 1h 3min

Diogo Faro (parte 2): “Muitos humoristas já fizeram piadas sobre mim. Tornou-se fácil baterem-me por ser humorista e ativista. São todos muito originais com a mesma piada”

Logo no início da segunda parte deste episódio, o comediante Diogo Faro confirma o seu talento em juntar pessoas - "talvez seja mesmo o talento que me possa gabar sem qualquer vergonha", esclarece dúvidas e equívocos sobre o universo da não monogamia com consentimento e as regras que ele e a namorada e atriz Joana Brito Silva estabeleceram para esta relação que já tem dois anos. E daí fala de sexualidade e a forma fluída como a encara, o valor da amizade e  como tem gerido os momentos de crise económica e queda emocional. "Devo tudo aos meus amigos e família."  E, claro, ainda há espaço para a poesia, a literatura - elege o melhor livro de 2023 - e as músicas que o acompanham, cheias de valor sentimental e boas histórias. E dá-nos conta dos próximos destinos para onde quer viajar em 2024. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Dec 1, 2023 • 1h 5min

Maria José Campos (parte 1): “Continua a haver muitas pessoas com medo de fazer o teste de VIH por causa da discriminação. Esse silêncio mata”

Maria José Campos é um dos nomes mais incontornáveis no apoio às pessoas infectadas com VIH em Portugal desde os anos 80 quando dava consultas no Hospital Egas Moniz, onde estavam internadas as primeiras pessoas doentes com o vírus. Fez parte da fundação da Associação Abraço, depois da ILGA, e foi coordenadora científica do Check Point LX. Até abril deste ano, altura em que se reformou, dava consultas de infectologia no Hospital de Egas Moniz, em Lisboa. No Dia Mundial da Luta Contra a SIDA a médica faz o retrato da situação atual e dos últimos 40 anos e alerta para o perigo do estigma, do medo e da ignorância que ainda mata e exclui. E, no final desta primeira parte, é surpreendida com uma áudio comovente da atriz e ativista trans Jó BernardoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Dec 1, 2023 • 1h 4min

Maria José Campos (parte 2): “Acredito que nas próximas eleições as pessoas vão decidir bem. E não vão dar espaço a uma direita racista, homofóbica e sem qualificação, num ataque à democracia”

Na segunda parte desta conversa, Maria José começa por falar da amizade e do tanto que aprendeu com Jó Bernardo sobre a comunidade trans. Recorda ainda como começou no ativismo e se tornou aliada e cúmplice da comunidade LGBTQIA+ e recusou “as plumagens” da ribalta. E se teve uma fatura profissional e pessoal por ser uma mulher contra um certo sistema, numa sociedade e classe profissional que considera ainda muito “conservadora”, “castradora” e “masculinizada”, sublinha o tanto que aprendeu e o mundo que ganhou com as comunidades da margem. E volta a comover-se com um novo áudio, desta vez de Ricardo Fuertes, técnico nas áreas do VIH e dependências, que aqui conta outros lados seus e deixa-lhe uma pergunta de boa reflexão. E há ainda espaço para se falar de sexualidade, sem culpas e vergonhas, e da importância de levar esse tema sem preconceitos seja à mesa com amigos ou nas consultas médicas. Maria José revela aqui que aos 68 anos, depois de sair de cena do mundo da medicina, está a aprender a nadar, a falar italiano e, imagine-se, bordado japonês. E como não podia faltar, traz-nos música e literatura. As suas escolhas literárias são: “Puta feminista” de Georgina Orellano, e “O Negócio da Saúde - como a medicina privada cresceu graças ao SNS”, de Bruno Maia. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 24, 2023 • 57min

Ana Moura (parte 1): “Engavetar uma artista é matá-la. Até porque não somos só uma coisa a vida inteira. Estamos em constante transformação”

Ela é uma das artistas portuguesas mais internacionais, e mais surpreendentes, que melhor refletem este tempo, sem esquecer o passado e as raízes africanas, que leva o fado na rouca voz e no coração uma janela escancarada para o mundo, e para tantas outras sonoridades. Em 2022, Ana Moura ousou desarrumar os móveis de casa, e limpar o pó às expectativas dos outros, libertando-se das caixinhas onde a tinham arrumado, para lançar “Casa Guilhermina”, com Pedro da Linha, Pedro Mafama, Conan Osíris, entre outros. E apresenta agora o novo single “Lá vai ela”, onde canta a nova fase de dona e senhora da sua música e da sua vida. E aqui chega a trautear em exclusivo um semba de Bonga que cantava na infância. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 24, 2023 • 1h 2min

Ana Moura (parte 2): “A comunidade 'queer' tem-me ensinado muito sobre autoestima, porque enfrenta desde sempre dificuldades na vida, e olhares pela janela, e conseguem ainda assim manifestar amor. É de enorme grandeza”

Na segunda parte desta conversa, Ana Moura responde a Selma Uamusse, fala da maternidade, da importância da família, das suas raízes africanas, que ela leva para a sua música, comenta sobre os olhares preconceituosos de algumas pessoas sobre os seus, e recorda e celebra Prince e Sara Tavares. E é ainda surpreendida pelos testemunhos dos músicos Herlander e Rita Dias, que juntam outras questões para a conversa. Ana Moura revela também como a comunidade ‘queer’ a tem "ensinado muito sobre autoestima", mesmo apesar das dificuldades na vida, e olhares pela janela, "e conseguem ainda assim manifestar amor. É de uma enorme grandeza." E ainda há lugar para Ana revelar o que anda a ler e as músicas que a acompanham e inspiram. Isto e muito mais…See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 17, 2023 • 1h 32min

Cláudia R. Sampaio (parte 1): “Na poesia vou a sítios muito obscuros. É como estar à beira de um precipício, quase a cair, e ficar nessa vertigem. Viver é uma vertigem”

Cláudia R. Sampaio é das poetas mais necessárias e marcantes da contemporaneidade. A sua poesia é desassombrada, torrencial, por vezes crua e em carne viva, com fúria, fogo, cinza e lava, delírio, abismo e subversão. A autora escreve até às entranhas e nunca se furta a expor as dores, a experiência da doença mental e a lucidez perante si, os outros e o mundo. A obra mais recente é a antologia “Já Não Me Deito em Pose de Morrer”, da coleção “Elogio da Sombra”, da Porto Editora, com curadoria de Valter Hugo Mãe. Um livro tesouro que contém relíquias poéticas de Cláudia, que é também pintora e está ligada ao projeto “Manicómio”. Uma vez quiseram-na louca, como escreveu num poema, mas maior loucura estará em quem não a ler e escutar. No final desta primeira parte, o escritor Valter Hugo Mãe deixa um retrato sobre Cláudia, e junta uma pergunta que vai fundo na poeta. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 17, 2023 • 1h 5min

Cláudia R. Sampaio (parte 2): “Talvez o medo que tenha seja de mim própria. Medo de falhar aos outros, do dia de amanhã e do estado do mundo. Sou muito lúcida”

No arranque desta segunda parte, Cláudia responde a uma pergunta do escritor Valter Hugo Mãe. E discorre sobre alguns dos medos que ainda vivem em si. Mais à frente, é surpreendida por mais um retrato aúdio, sobre si, pela também poeta Raquel Nobre Guerra, que é amiga íntima e a compara a uma romã, de uma forma muito bela, certeira e poética. Raquel lança-lhe também algumas achas para a fogueira das questões que ardem em acesas respostas. E ainda há espaço para a música e para a leitura de dois dos seus poemas preferidos: “O Poeta em Lisboa”, de António José Forte, e “Homens que São como Lugares Mal Situados”, de Daniel Faria.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 10, 2023 • 47min

Beatriz Gosta (parte 1): “Um pseudo-humorista chamou-me puta, porque sou uma mulher livre. Dá dó. Acordem, não é ofensa uma mulher ser dona do corpo e da vontade”

Ela é sempre um acontecimento. Através do humor faz cheque-mate a pessoas machistas, retrógradas, conservadoras ou pudicas. Chama-se Marta Bateira, mas tornou-se conhecida em 2015 no Youtube como Beatriz Gosta, um alter ego de língua solta, sotaque orgulhoso do norte, sexualmente livre e empoderada, de carisma do outro mundo, que chegou rapidamente à rádio e à televisão. Foi também para acontecimentos destes, de 'Beatrizes' que metem o pé na porta e ocupam o espaço público, a reivindicar igualdade de direitos e a assumir tanto os seus desejos, como os desafios e cansaços da gravidez e da maternidade, que se fez o 25 de Abril. Em 2023, Beatriz Gosta estreou novo espetáculo, “Resort”. Espécie de sonho com pulseirinha e bar aberto perante uma realidade que a tem virado do avesso. Oiça aqui a primeira parte da entrevista.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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