

A Beleza das Pequenas Coisas
Expresso
Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser
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Nov 10, 2023 • 1h 13min
Beatriz Gosta (parte 2): “No hotel, depois de um show de sucesso, palmas, ‘selfies’, adrenalina, ligas a TV, róis um chocolate e bate aquela solidão. Sentes falta de partilhar”
Na segunda parte desta conversa, Marta Bateira começa por falar da melancolia e solidão de uma artista ao chegar ao hotel sozinha, após um espetáculo com casa cheia. “No hotel, depois de um show de sucesso, palmas, ‘selfies’, adrenalina, ligas a TV, róis um chocolate que trouxeste do camarim e bate aquela solidão. Sentes falta de partilhar aquilo com alguém.” E revela o lado desafiante das relações amorosas, quando se é independente e se criou “uma casca grossa”. E ainda há tempo para se discutir a fundo machismo tóxico e sexismos, a crise na Habitação, política e até o prazer e a sexualidade saudável, com muito humor, sem falsos pudores, numa conversa muito 'hilária' e desarrumada.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 3, 2023 • 1h 1min
Nelson Nunes (parte 1): “Escrever pode ser uma finta à morte, sabendo que ela vai ganhar. No amor e no humor há esse adiamento da morte. É bom falarmos e rirmos dela”
Em 2019, Nelson Nunes escreveu o primeiro romance “Preciosa”, onde contou, entre a realidade e a ficção, a história de violência doméstica que ele e a sua mãe sofreram. Este mês o escritor lança novo livro, sobre um dos grandes temas da literatura que mais inquietam a Humanidade: a morte. Chamou-lhe “Enquanto vamos sobrevivendo a esta doença fatal”, publicado pela Zigurate, e, com rigor e investigação, disseca o tema e vai fundo nos seus ângulos mortos, com as perspectivas de quem viveu grandes perdas, quem pensou no suicídio, na eutanásia, ou recebeu uma sentença de morte. “Perante a morte, se nos rirmos um bocado dela, estamos a ganhar, sabendo que vamos perder daqui a um tempo.” Nelson chega a ler um excerto do seu livro e, no final desta primeira parte, é surpreendido com um áudio e uma pergunta do escritor e dramaturgo Rui Cardoso Martins.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 3, 2023 • 1h 10min
Nelson Nunes (parte 2): “Não tomamos bem as rédeas do nosso tempo. Por isso, na mesa onde escrevo, tenho uma folha a dizer 'não'. Para tudo o que não é importante”
No arranque desta segunda parte, Nelson responde ao escritor e dramaturgo Rui Cardoso Martins. E faz o exercício de imaginar as suas últimas palavras em vida. E perante outro desafio, de Carlos Vaz Marques, o seu editor na Zigurate, a que chama de “fera”, revela o título original deste seu novo livro que não foi do agrado de Carlos. E ainda fala do sentido de urgência com que vive, o gatilho que o leva a escrever, a importância de uma boa relação com um editor, e como se imagina no futuro que aí vem. O escritor dá também a sua perspetiva sobre os desafios do amor em tempos de Tinder, fala do sobressalto da guerra e, mais à frente, dá a conhecer as músicas que o acompanham, e lê um excerto da obra “A Morte do Pai”, de Karl Ove Knausgard, um dos seus escritores preferidos. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 27, 2023 • 1h 1min
Maurício de Sousa (parte 1): “A vida é feita de fado, samba e rock and roll. Se sou uma rock star da BD? Não tenho tanta preocupação em me colocar num pedestal. Sempre estive do meu tamanho”
Ele é um dos maiores ícones da banda desenhada mundial, a par de Walt Disney, Hergé, Quino ou Hugo Pratt. Maurício de Sousa é o pai da Mônica, Magali, Cebolinha ou Cascão e desde os anos 60 que as personagens de “A Turma da Mônica” são referência de várias gerações e responsáveis pela alfabetização de milhões de pessoas no Brasil. A sua BD já vendeu mais de um bilhão de revistas em mais de 40 países - de Portugal à Indonésia ou Japão. Agora, aos 88 anos, o cartunista e escritor Maurício de Sousa afirma ter pressa de viver e fazer, e as suas histórias estão no teatro, no cinema, na TV, no Youtube ou em exposições de arte. De visita a Portugal para a mostra “Mônica 60 anos - sempre fui forte”, que estará até 29 de outubro na 34ª edição da Amadora BD, em Lisboa, prepara-se para em 2024 ver adaptada a vida ao grande ecrã. E meio a sério, meio a brincar, afirma: “Quero ganhar um Óscar, claro!” No final da primeira parte, Maurício é surpreendido com um testemunho da filha Magali... See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 27, 2023 • 52min
Maurício de Sousa (parte 2): “O sentido da vida é fazer com que as pessoas ao nosso lado estejam felizes. Tenho pressa, quero ter mais tempo para entender, ouvir, ler, viver, e chegar a mais mundos com ‘A Turma da Mônica’”
Esta segunda parte arranca com emoção e memória, com Maurício de Sousa a recordar a infância da comilona filha Magali, que deu origem à famosa personagem viciada em melancia, que tem um gato chamado Mingau. Aqui ficamos a saber que o verdadeiro gato tinha outro nome e outras curiosidades. Num percurso com tanto sucesso, como Maurício se relacionou durante o seu caminho com a falha e o momento de quase falência? E como é ganhar tantos anos de vida, mantendo a curiosidade, a vontade de inovar, aprender e de estar em contacto com a infância? É esse o segredo da juventude? Maurício responde nesta segunda parte do podcast, é ainda surpreendido pelos testemunhos do filho Mauro (que representará a vida do pai no cinema) e do ilustrador Vitor Cafaggi. E haverá espaço para a música, e para ouvir o vozeirão de Maurício que nos surpreende a trautear o tema "Granada". Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 20, 2023 • 1h 3min
Filipe Sambado (parte 1): “Não grito no café ´Sou uma pessoa não binária! Tratem-me pelos pronomes certos!’ Gostamos é que nos tratem bem e que possamos ver a bola juntos”
Se há artistas que são constante reinvenção, metamorfose e faísca musical, Filipe Sambado faz parte dessa constelação, com um lugar bem firmado na pop nacional. No seu novo quarto álbum de originais "Três Anos de Escorpião em Touro", Filipe Sambado volta a surpreender e revela-se num registo mais intimista e melancólico depois da experiência da pandemia e de várias mudanças: a reafirmação de género enquanto pessoa não binária, os desafios de ser “pai ou papita” da filha Celeste, junto com a ansiedade e depressão. E aqui se revela, sem interesse em pedestais. “Não me sinto corajosa. Tenho muito medo no geral. Mas percebo que para fazer certas coisas tenho de o enfrentar.” Qual o poder de uma canção? “Ouvirmos o que estávamos a precisar de compreender e não conseguimos explicar. E pode ter o valor de uma dança.” See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 20, 2023 • 59min
Filipe Sambado (parte 2): “Gostaria que as minhas músicas fossem ‘hits’, preocupo-me em chegar ao público, mas quando faço uma canção quero é sentir que chega a um ponto de sublime”
No arranque da segunda parte deste podcast, Cecília Henriques, companheira de Filipe, deixa-lhe um testemunho de amor apaixonado e arrebatador, do interior de uma casa de banho. E coloca-lhe uma pergunta de resposta complexa. E aqui é recordado o início desta história de amor que tem várias nuances, sempre pontuada com muito humor. E ainda se fala dos desafios da paternidade e de uma relação amorosa longa, de saúde mental e como Filipe olha para o futuro e para o espelho retrovisor do passado. Como habitual, ainda há espaço para mais música e para a poesia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 13, 2023 • 1h 13min
Catarina Vasconcelos (parte 1): “Faço filmes porque a minha mãe morreu e porque quero ter muitas vidas dentro desta. Filmar é viver mais e espreitar muito”
Com a sua primeira longa-metragem, “A Metamorfose dos Pássaros”, de 2020, a cineasta Catarina Vasconcelos já passou por mais de 70 festivais, depois de duas dezenas de distinções, nomeadamente o “Fipresci” da crítica do Festival de Berlim ou o prémio de melhor realização no IndieLisboa, e recebeu 4 troféus nos prémios Sophia. Esta obra, entre a realidade e a ficção, sobre a sua mãe e a sua avó, que partiram cedo demais, soma mais de 15 mil espectadores em sala, além das plataformas de streaming. A fasquia está alta e o futuro a Catarina pertence, que após a curta “Nocturno Para uma Floresta”, prepara nova longa sobre a relação das pessoas com a morte e aqui desvenda mais sobre si e o seu cinema.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 13, 2023 • 1h 5min
Catarina Vasconcelos (parte 2): “Eu leio poesia e sou romântica e a Cláudia lê ciência e acha que o amor romântico é uma seca. O amor e a liberdade podem tudo”
Na segunda parte desta conversa, Catarina responde à questão surpresa colocada pela sua companheira, a cineasta Cláudia Varejão, sobre como vê neste momento a cidade de Lisboa. O que a inquieta, preocupa e estimula? E como olha Catarina para o nosso país 50 anos depois do 25 de Abril? E o que importa reconstruir, desconstruir e fazer nos próximos 50 anos para vivermos numa sociedade com menos desigualdades, ódios e 'ismos'? Neste episódio, há ainda espaço e tempo para falarmos sobre amor, humor e sobre a sua fé, nos outros, na arte e na natureza. E há ainda lugar para a poesia e para a música que a acompanha.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 6, 2023 • 53min
Manuel Beja (parte 1): “No futebol masculino e nas empresas portuguesas não conheço pessoas LGBT fora do armário. A visibilidade é importante e tem valor político”
Manuel Beja entrou este ano a bordo do voo da agenda mediática enquanto chairman da TAP, uma viagem cheia de turbulências provocada pelo despedimento de Alexandra Reis, ex-administradora da TAP. A aterragem foi imprevista, já que o Governo decidiu demiti-lo, com “justa causa”. Nesta primeira entrevista após a demissão, o gestor afirma que “não há justa causa”, elogia Pedro Nuno Santos, avisa que o Estado deve manter posição relevante na privatização da companhia aérea e admite entrar com um processo de indemnização. O gestor recorda ainda as insinuações veladas que o Chega lhe fez na Comissão de Inquérito, o momento em que referiu o seu marido, afirma a importância da visibilidade LGBTQIA+ na sociedade e em cargos de topo nas empresas, e alerta para os perigos da extrema direita. “Espalham o ressentimento, promovem uma regressão civilizacional, fomentam a divisão, o ódio e a falta de solidariedade contra ciganos, estrangeiros, refugiados, contra quem tem uma religião diferente da sua, contra tudo aquilo que é humano mas não é igual a eles próprios”.See omnystudio.com/listener for privacy information.


