Estadão Analisa com Carlos Andreazza

Estadão
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Oct 25, 2021 • 25min

Aras vai enterrar trabalho da CPI da Covid?

Mais de um semestre de trabalho, dezenas de reuniões, centenas de requerimentos e quebras de sigilos. Na última quarta-feira, 20, chegaram ao fim as atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava irregularidades na atuação do governo federal durante a pandemia. O relatório final, com 1.180 páginas, lido pelo relator Renan Calheiros, pediu o indiciamento de 66 pessoas e duas empresas. O documento ainda recomenda que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado e responsabilizado por nove crimes, que podem resultar no seu afastamento do cargo e também em prisão.  No fim da sessão, o vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues, informou que o relatório deve ser entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quarta-feira, 27, caso seja aprovado. Assim, o documento chegará às mãos do procurador-geral, Augusto Aras - autoridade que pode apresentar denúncia criminal contra o presidente junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A análise de Aras ocorrerá sob a desconfiança de alguns membros da Comissão de Inquérito de que a PGR pode arquivar as denúncias contra Bolsonaro e seus aliados, diante da proximidade do procurador com o presidente. Há ainda um longo caminho de análise a percorrer. São diversas as irregularidades apontadas no relatório, indicando que, durante o enfrentamento à pandemia, Bolsonaro teria cometido os crimes comuns de epidemia, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documentos, além do uso irregular de verbas públicas, prevaricação e violação do direito social. Imputações similares já foram apreciadas pela Procuradoria ao longo do ano, durante análise de representações feitas por cidadãos comuns e políticos.  Além das denúncias contra Bolsonaro, Aras deverá também analisar as acusações contra os ministros Onyx Lorenzoni, Walter Braga Netto e Marcelo Queiroga, e contra os deputados Ricardo Barros e Osmar Terra. Os casos dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador do Rio, Carlos Bolsonaro, também serão avaliados. O relatório também identificou crime de responsabilidade nos atos do presidente, cujos indícios serão encaminhados à Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Arthur Lira, deve analisar o documento, avaliando uma possível abertura de pedido de impeachment, que se somará às centenas de pedidos já existentes neste sentido. Conforme os senadores, o documento será também enviado ao Tribunal Penal Internacional, em Haia (Holanda), onde Bolsonaro deve responder também por crimes contra a humanidade. Nesta segunda, o episódio do Estadão Notícias, vai colocar em foco o cenário complexo dos desdobramentos da CPI, após sua conclusão, trazendo a análise da jurista Helena Regina Lobo da Costa, professora de Direito Penal da Universidade de São Paulo. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Shagaly Ferreira e Ana Paula Niederauer. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 23, 2021 • 20min

Tecnologia #190: #Start Eldorado: A nuvem nos negócios - Parte 1

A migração para a nuvem das corporações e a cloud assumindo um papel central na transformação dos negócios são os temas do Start Eldorado. Você ouve a primeira de três partes do debate “Cloudification: A nuvem para a eficiência do negócio”, gravado na Japan House São Paulo, sobre as motivações, benefícios e desafios na jornada para a nuvem, a abordagem híbrida e a importância da infraestrutura segura, eficiente e confiável para a circulação dos dados e a orquestração de todas as tecnologias envolvidas. Participam Marcos Siqueira, COO da Ascenty, Edson Tavares, CTO da Via e Roberto Murakami, CTO Latam da NEC. Com a apresentação de Daniel Gonzales, o Start vai ao ar às 21h na Eldorado FM 107,3 - SP e canais digitais.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 22, 2021 • 32min

Guedes à mercê do populismo de Bolsonaro e o desfecho da CPI

Uma debandada aconteceu, nesta quinta-feira, no Ministério da Economia. Insatisfeitos com as mudanças no teto de gastos para “patrocinar” o programa Auxilio Brasil, que dará 400 reais mensais a famílias carentes, nomes da área técnica pediram demissão da pasta nesta quinta-feira (21). A insatisfação da equipe econômica era crescente diante das manobras da ala política do governo para burlar o mecanismo e abrir espaço no Orçamento para bancar o “Bolsa Família turbinado”.Qual é o limite para a gastança do governo? Vale tudo em nome da reeleição? O principal adversário de Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-presidente Lula, ao invés de criticar a irresponsabilidade fiscal, trucou: disse que o “povo merece” um benefício no valor de 600 reais. E quem (e como) vai pagar essa conta? A agenda negativa para o governo nessa semana não ficou restrita apenas ao populismo fiscal. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, apresentou o relatório final que imputa 9 crimes ao presidente Jair Bolsonaro pela sua atuação durante a pandemia. O mandatário foi indiciado por charlatanismo, mau emprego de verba pública, crimes contra a humanidade, entre outros. Além do presidente, estão no relatório seus filhos, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o atual titular da pasta Marcelo Queiroga, membros do “gabinete paralelo”, e empresários, apoiadores e parlamentares da base do governo. Duas empresas também são citadas no documento. Esses são os temas que guia nossa conversa quinzenal do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política, em Brasília. Participam no episódio de hoje do Estadão Notícias Marcelo de Moraes e Felipe Frazão, diretamente da capital federal. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 21, 2021 • 30min

Barrados na fronteira: o drama dos brasileiros nos EUA

A chegada de imigrantes brasileiros aos EUA ilegalmente começou a crescer a partir de 2015. O grande pico nas apreensões pela patrulha fronteiriça aconteceu em 2019, quando passou de 1,6 mil casos no ano anterior para 18 mil, segundo os registros do país. Diferente de outros imigrantes, os brasileiros evitam a travessia pela barragem de Morelos, no Texas, onde a maioria que chega vem da América Central. Desde outubro de 2020, mais de 37 mil famílias brasileiras foram detidas nos Estados Unidos, de um total de 50 mil brasileiros que chegaram ilegalmente pelo México. Parte desses brasileiros chega de avião na Cidade do México, onde pega um outro voo para Mexicali, que fica próxima à fronteira com os Estados Unidos, e é uma das principais rotas de tráfico de drogas. E é daí que começa a jornada mais difícil dessas pessoas. Dali, os imigrantes seguem de carro até Los Algodones para a travessia a pé até Yuma. Alguns brasileiros chegam a pagar cerca de 15 mil dólares a coiotes para atravessar a fronteira, o que dá mais de R$ 80 mil pela viagem. Com voos rasantes, helicópteros dos EUA tentam encontrar os criminosos que conduzem os imigrantes. A maioria dos imigrantes que consegue cruzar a pé a fronteira comemora ao ver os agentes americanos, pois além de receber água e comida, é uma chance de conseguir asilo no país. No episódio do Estadão Notícias desta quinta-feira, vamos ouvir áudios exclusivos captados na fronteira entre México e EUA e destes imigrantes que tentam entrar no país. Também vamos conversar com quem viajou até o local e fez esses registros, a repórter correspondente do Estadão nos Estados Unidos, Beatriz Bulla. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 20, 2021 • 29min

Indústria e agro sem matéria-prima: e agora?

O Brasil atravessa um momento de crise ainda pouco percebido pela maioria da população, mas com efeitos visíveis quando o consumidor precisa adquirir um automóvel ou algum produto do setor agrícola. A escassez de matérias-primas e de bens intermediários vem impactando de forma significativa toda a estrutura produtiva até o comprador final.  No caso da agricultura, produtores brasileiros têm enfrentado um cenário desfavorável para conseguir fertilizantes. A crise energética da China, principal país exportador dos insumos, afeta também a cadeia mundial de suprimentos, elevando a demanda e influenciando, consequentemente, o aumento do preço das plantações, que deve ser repassado ao consumidor. Já nas fábricas automobilísticas e de produtos eletrônicos o drama em torno da falta de insumos está ligado à escassez de chips eletrônicos. Esses componentes são fornecidos pela Ásia, onde há grande dificuldade na aquisição de cobre e de materiais plásticos. O resultado da crise se reflete nos números: segundo sondagem divulgada pela pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 12% dos fabricantes do setor tiveram que suspender parte da produção, no mês passado, dada a carência de componentes eletrônicos. A falta de chips semicondutores é um exemplo disso. Sentindo os efeitos da escassez, a Honda suspendeu parte de sua produção de veículos nos Estados Unidos e Canadá. Já no Brasil, a Volkswagen anunciou que irá decretar férias coletivas para cerca de 800 trabalhadores, no interior de São Paulo. A companhia alega que a medida será aplicada “pela falta de componentes, principalmente de semicondutores, que vem sofrendo oscilações no fornecimento e dificultando a produção mundial de veículos”. Além da escassez de insumos, o Brasil enfrenta também a falta generalizada de contêineres nos portos brasileiros, situação que tem atrasado, em vários dias, a exportação da indústria e do agronegócio. Segundo especialistas, a situação deverá ser normalizada apenas no segundo semestre de 2022. No episódio do Estadão Notícias desta quarta-feira, a crise dos insumos será tema das análises do gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional das Indústrias, Marcelo Azevedo, e do professor de economia do Cedeplar-UFMG e coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas e Desenvolvimento (GPPD), João Romero. Já a discussão sobre a crise nos portos brasileiros fica por conta do repórter do Estadão em Brasília, André Borges. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Shagaly Ferreira. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 19, 2021 • 32min

Divergências na CPI: Bolsonaro pode responder por homicídio doloso?

Conforme o Estadão publicou com exclusividade neste domingo, o relatório final da CPI conclui que o governo de Jair Bolsonaro agiu de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia e, por isso, é responsável pela morte de milhares de pessoas. O termo doloso tem causado divergências na cúpula da CPI da Covid, e acabou adiando a leitura do relatório final que deveria acontecer nesta terça-feira, 19.Um dos pontos que levaram ao adiamento, é exatamente essa decisão do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), de indiciar Bolsonaro por homicídio qualificado, revelada pelo Estadão. Jair Bolsonaro teria reclamado com Omar Aziz (PSD-AM) dessa intenção de Renan. O senador, no entanto, negou a existência de qualquer conversa com Bolsonaro sobre o relatório. Segundo Omar, a decisão pelo adiamento foi tomada em conjunto entre ele e o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Os dois avaliaram que o prazo para a votação do relatório, marcada inicialmente para apenas um dia após a leitura, poderia gerar questionamentos e prejudicar o resultado final da comissão. O documento será encaminhado aos órgãos de controle, que poderão abrir processos sobre os supostos crimes apontados. Isso ocorre porque a CPI tem poderes de investigação, mas não de punição. O relatório traz também propostas de mudanças na legislação, como a criminalização da criação e divulgação de fake news.  No episódio do Estadão Notícias desta terça-feira, vamos debater esses assuntos com o jurista Walter Maierovitch. E para entender melhor os entraves políticos e o andamento do relatório, vamos conversar com a repórter do Estadão em Brasília, Julia Affonso, que teve acesso ao relatório que seria apresentado pelo relator Renan Calheiros. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 18, 2021 • 34min

Legalizar jogos de azar: solução ou problema para o Brasil?

Até 1946 os jogos de azar eram liberados no Brasil. O presidente Eurico Gaspar Dutra (1883 - 1974), sob o argumento de que o jogo era degradante para o ser humano, resolveu revogar a licença das casas de apostas. Arquivos da época mostram que havia no País cerca de 71 cassinos que empregavam cerca de 60 mil pessoas em empregos diretos e indiretos. Os bingos voltaram a funcionar legalmente nos anos 90, mas, em 2004, um escândalo envolvendo Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil José Dirceu, colocou um fim à atividade. Diniz foi acusado de extorquir dinheiro de empresários donos de bingos para arrecadar fundos para o Partido dos Trabalhadores. Atualmente, alguns setores da sociedade brasileira defendem a legalização dos jogos de azar, argumentando que os cassinos gerariam empregos e a tributação deles ajudaria na arrecadação federal. No entanto, há diversos fatores negativos que devem ser considerados, na esfera criminal e de saúde pública. Após várias tentativas nos últimos anos, a bandeira da legalização volta a ganhar força no Congresso Nacional, mas não sem causar rachaduras na base de apoio do governo. De um lado, o Centrão age para aprovar a liberação de uma proposta ampla, que inclui até jogo do bicho, sob a justificativa de que vai alavancar a economia e o turismo. Do outro, a bancada evangélica afirma que o vício nos jogos prejudica as famílias e corrompe valores religiosos defendidos por eles. No episódio do ‘Estadão Notícias’ desta segunda-feira, ouvimos o relator do projeto, o deputado federal, Felipe Carreras (PSB-PE), e o psiquiatra  Hermano Tavares, professor do Departamento de Psiquiatria da USP e fundador coordenador do Amjo - Ambulatório do Jogo Patológico. E sobre a queda de braço no Congresso, conversamos com o repórter do Estadão em Brasília, Lauriberto Pompeu.  O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 16, 2021 • 21min

Tecnologia #189: #Start Eldorado: O futuro digital da sociedade

Nesta edição do Start Eldorado, grandes nomes globais da tecnologia falam sobre temas como 5G, redes de arquitetura aberta (Open RAN) e suas aplicações, as transformações digitais na retomada do setor aéreo, inovação aberta, cidades inteligentes, biometria e inteligência artificial, em um programa especial sobre o evento "Visionary Week", da NEC, diretamente do Japão. O Start vai ao ar a partir de 21h, na Eldorado FM 107,3 - SP, com a apresentação de Daniel Gonzales, toda quarta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 15, 2021 • 23min

Natal sem peru: a escassez de produtos e mão de obra no Reino Unido

Em janeiro deste ano, o Reino Unido concluiu o chamado Brexit, ou seja, sua saída do bloco conhecido como União Europeia. Depois de anos de negociação, países como Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, voltam a ter regras próprias como, por exemplo, a questão da imigração. Entretanto, os primeiros meses de “liberdade” da Grã-Bretanha tem sido de dificuldades, com a escassez de combustível e alimentos. As estimativas oficiais apontam que mais de um milhão de estrangeiros teriam deixado o Reino Unido em 2020 e, entre os que ficaram, muitos não regularizaram sua situação.  Por causa disso, estima-se que, agora, faltam 100 mil motoristas no Reino Unido, onde 90% das cargas são entregues por via rodoviária. O governo britânico tem tomado algumas medidas pontuais para tentar amenizar os problemas. A validade de milhares de vistos temporários de trabalho para estrangeiros poderem trabalhar no Reino Unido foi prolongada até os primeiros meses do próximo ano. No episódio do Estadão Notícias desta sexta-feira, vamos entender a conjuntura de fatores que levaram o Reino Unido a atravessar esse momento delicado, com o professor dos cursos de Relações Internacionais e Economia da FAAP, Vinícius Rodrigues Vieira. E ainda, o depoimento de brasileiros que moram na Inglaterra sobre como estão vivendo essa realidade. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Rafael Nascimento Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Oct 14, 2021 • 23min

Impeachment de Bolsonaro: STF pode obrigar Lira a analisar?

Aliado de Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), está sentado sobre mais de 130 pedidos de impeachment do presidente da República. Inclusive, um “superpedido'' que reuniu deputados de diferentes linhas ideológicas e ex-apoiadores de Bolsonaro, como Joice Hasselmann e Alexandre Frota (ambos, PSDB-SP). O documento é assinado principalmente por movimentos sociais e partidos de esquerda e centro esquerda como PT, PDT, Rede, PSB, PSTU e PSOL, além do Cidadania. Porém, nomes associados à direita também se somaram ao superpedido, incluindo o deputado Kim Kataguiri do Movimento Brasil Livre (MBL). Por causa dessa atitude do presidente da Câmara em segurar as denúncias, o PDT entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar Arthur Lira a desengavetar o impeachment contra o presidente. A Advocacia-Geral da União também já se manifestou e disse ao Supremo Tribunal Federal que o impeachment é um processo de natureza política e, por isso, não é papel da Corte definir prazo para sua análise. O tema do impeachment também chegou à CPI da Covid, que deve ter o seu relatório divulgado na semana que vem. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, disse que o documento final da comissão deve conter uma proposta estabelecendo prazo para o presidente da Câmara se manifestar sobre processos de impeachment contra presidentes da República. No episódio do Estadão Notícias de hoje, vamos entender melhor a obrigação do presidente da câmara em pautar os pedidos de impeachment com Luiz Fernando Amaral, professor de Direito da FAAP. Sobre o aspecto político, e o que está por trás da análise desses pedidos de impeachment, vamos falar com com Graziela Testa, cientista política da FGV. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

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