Estadão Analisa com Carlos Andreazza

Estadão
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Jan 21, 2022 • 32min

Eleições 2022: PT e PSB juntos? Bolsonaro emplaca seus candidatos?

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, se encontraram nesta quinta-feira (20), em Brasília, para discutir ajustes em palanques estaduais em troca de apoio formal à chapa do ex-presidente Lula à Presidência da República. Mesmo sem a resposta de Geraldo Alckmin sobre a filiação ao partido, o PSB quer o apoio do PT nos palanques estaduais, principalmente, em São Paulo, Espírito Santo e Pernambuco. Mas os petistas já lançaram pré-candidatos nestes locais: Fernando Haddad (SP), Humberto Costa (PE) e Fabiano Contarato (ES). Enquanto isso, um dos embates mais aguardados, já começou. Os pré-candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Sérgio Moro (Podemos) subiram o tom na troca de ataques por meio de declarações e publicações em rede social.  Chamado de “canalha” pelo ex-presidente petista, Moro respondeu: “Canalha é quem roubou o povo brasileiro durante anos e usou o dinheiro para financiar ditaduras”. Quem também começa a se movimentar, é o presidente Jair Bolsonaro. Depois de anunciar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que vai concorrer ao governo de São Paulo, o chefe do Executivo afirmou que gostaria de indicar a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) para concorrer ao Senado também por São Paulo. Esses são os assuntos que guiam nossa conversa quinzenal do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política, em Brasília. Participam no episódio de hoje do ‘Estadão Notícias’ Vera Rosa e Felipe Frazão, diretamente da capital federal. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes. Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 20, 2022 • 30min

Combate às fake news: novo recurso do Twitter vai funcionar?

Por causa das inúmeras reclamações de usuários brasileiros, o Twitter anunciou, nesta semana, que a plataforma no Brasil receberá o recurso para denúncia de desinformação, ainda em fase de testes. De acordo com a empresa, a eleição de 2022 pesou para que o país fosse integrado ao experimento. Testado nos Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul, o recurso já recebeu quase 4 milhões de denúncias referentes a dois milhões de diferentes tuítes publicados por 64 mil contas distintas, segundo a plataforma. A pressão para que o Twitter tomasse medidas mais restritivas contra publicações contendo desinformação sobre a covid-19, vinha se intensificando. Na primeira semana do ano, a plataforma afirmou que acompanhava a discussão e “avaliava revisões” em suas políticas. A política de exigir a remoção de um conteúdo foi aplicada recentemente contra o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Ele teve de excluir uma publicação na qual descrevia a vacinação de crianças contra a covid como “infanticídio”. Naquela ocasião, usuários usaram a hashtag “DerrubaMalafaia” para pedir que o Twitter fosse além e banisse o pastor da plataforma. Para o diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio), Fabro Steibel, a medida sozinha pode não ser o suficiente. “É uma ótima notícia, ela é eficaz, mas é ineficiente sozinha”, disse o executivo ao podcast. Ele também explica que o processo de denúncia deve vir acompanhado de uma série de verificações de conteúdo feita por profissionais da checagem. Fabro também falou sobre o debate em torno da liberdade de expressão e do conteúdo massivo difundido por desinformadores profissionais. “Não é a liberdade de expressão que está em jogo, é um modelo de negócio que produz esse conteúdo falso”, afirmou o especialista. No episódio do podcast desta quinta-feira, 20, você encontra a entrevista completa com o diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio), Fabro Steibel. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 19, 2022 • 29min

Reforma tributária será aprovada? Quem se beneficia com a medida?

O Senado Federal promete dar prioridade à discussão da reforma tributária na volta aos trabalhos do Congresso Nacional. O senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, disse que a proposta será pautada na primeira reunião da CCJ após o recesso parlamentar. O relatório do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) deve ser lido na comissão no começo de fevereiro, e a intenção é encaminhá-la ao Plenário do Senado ainda em fevereiro, junto com um pedido de urgência. A proposta determina a “unificação da base tributária do consumo”, com a criação de um imposto sobre valor agregado dual: um para a União e outro para estados e municípios. O IVA para a União seria chamado de Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e teria origem na unificação de IPI, PIS e Cofins. A CBS teria uma alíquota única de 12%, aplicável a diversos setores — com exceção dos serviços financeiros, que seriam tributados à alíquota de 5,8%. Já o IVA para estados e municípios seria chamado de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e teria origem na unificação de ICMS e ISS. A princípio, estados e municípios teriam autonomia para fixar suas alíquotas. O repórter do Estadão, em Brasília, Daniel Weterman destaca que não existe consenso no texto a ser debatido. “Ainda não há acordo firmado sobre o texto final da reforma tributária. Há uma pressão de estados e municípios que temem queda de arrecadação”, destaca o repórter. Mesmo assim, há urgência na votação da reforma. Para Bernard Appy, Diretor do Centro de Cidadania Fiscal, a mudança tributária pode trazer importantes benefícios para o crescimento econômico. “Corrigida essas distorções, há um efeito muito positivo sobre o crescimento do país. Não é de curto prazo, num horizonte de 10, 15, 20 anos é a agenda mais importante para aumentar o potencial de crescimento do país”, afirma o economista ao podcast. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 18, 2022 • 24min

O retorno às aulas presenciais em meio a Ômicron

Os estudantes de escolas públicas e privadas saíram de férias com a certeza de que voltariam às aulas presenciais em 2022. Porém este retorno ainda não é certo, por conta da variante Ômicron, que resultou em um aumento de infectados no mundo e causou o aumento de internações na maioria das cidades do País. O atraso no início da vacinação das crianças também contribui para este cenário incerto. Apenas na semana passada, municípios receberam a dose pediátrica do imunizante da Pfizer. Por causa disso, existe alerta, por parte dos especialistas, para o aumento de transmissão das crianças em sala de aula pela capacidade de reprodução da variante Ômicron.  Algumas dessas crianças podem acabar voltando às aulas sem nenhuma dose da vacina, pois pelo calendário, não há garantias que todas terão se imunizado até o início do ano letivo. “ Quem deveria definir sobre o assunto são as autoridades sanitárias, infelizmente não há diretrizes do Ministério da Educação, em conjunto com a Saúde, sobre a questão”, afirma a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Cláudia Costin. Por parte do governo federal, ainda não houve nenhuma manifestação do ministro da Educação, Milton Ribeiro sobre essa situação. No país, apesar de governadores e prefeitos ainda não falarem em cancelar o retorno presencial dos alunos, a medida já começa a ser pensada. No episódio do podcast desta terça-feira, 18, vamos conversar sobre esse assunto com Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 17, 2022 • 24min

Paulo Guedes: de superministro a tutelado pelo Centrão?

O ministro Paulo Guedes chegou ao governo Bolsonaro como um dos principais nomes do presidente para salvar a economia do país. Após 3 anos de governo, o superministro tornou- se uma figura quase que decorativa na administração federal. Até mesmo a gestão orçamento público, responsabilidade da pasta de Guedes, terá que ter aval do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Esse movimento de Jair Bolsonaro para empoderar o Centrão às vésperas da campanha eleitoral é parte de uma estratégia para não perder apoio no congresso e tentar se reeleger. O ato representa uma mudança em relação aos últimos 25 anos em que a equipe econômica sempre deu a última palavra em relação ao Orçamento. “ Você tem um ministro que não apita, perdeu a credibilidade, e mesmo com acenos feitos para o Centrão, o bloco continua avançando dentro do governo”, destaca Breno Pires, repórter do Estadão, em Brasília. No entanto, este só é mais um capítulo da derrocada de Paulo Guedes dentro do governo de Jair Bolsonaro. As tão esperadas respostas para a economia e prometidas por Guedes, tais como as reformas administrativa e tributária e privatizações de grandes estatais, não vieram, e muitos acusam o governo de não se empenhar nas causas. No episódio do podcast desta segunda-feira, 17, vamos conversar sobre os aspectos políticos dessas mudanças no governo Bolsonaro com o repórter do Estadão, em Brasília, Breno Pires. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 15, 2022 • 21min

Tecnologia #202: #Start Eldorado: Agricultura digital

Técnicas avançadas de data analytics, internet das coisas, aprendizado de máquinas, análise de imagens com inteligência para identificar padrões de solo, culturas, pragas, drones e máquinas conectadas são algumas das muitas inovações a serviço dos produtores do agronegócio. A agricultura 4.0, digital e inteligente, abre espaço não só para o aumento da capacidade de produção, mas também contribui decisivamente para a economia de recursos como insumos para as plantações, defensivos e água, sendo importante ambientalmente e muito mais viável comercialmente. Com a chegada do 5G, essas inovações ganharão ainda mais impulso. O Start Eldorado recebe Almir Araújo Silva, diretor da área de digital e novos negócios da BASF. O programa vai ao ar nos 107,3 da Rádio Eldorado FM, com a apresentação de Daniel Gonzales, toda quarta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 14, 2022 • 28min

Bolsonaro x Militares: a relação azedou?

O ano mal começou e o governo Bolsonaro voltou a ter atritos com sua ala militar. Desta vez quem reagiu ao presidente e suas acusações levianas contra a Anvisa, foi o almirante da Marinha, Antonio Barra Torres, também Diretor-presidente da agência. Ele cobrou retratação de Bolsonaro após questionamento público do presidente sobre qual seria o 'interesse' do órgão ao liberar vacina da covid para crianças. O auge do enfrentamento aconteceu no dia 8 de janeiro, quando Torres divulgou nota cobrando de Bolsonaro uma retratação por declarações do presidente que questionavam supostos ‘interesses’ de integrantes da Anvisa em aprovar a vacinação de crianças contra covid-19. “Eu ouvi militares dizendo que Bolsonaro não deixou alternativa, ele insinuou que tem corrupção na Anvisa, ele (Barra Torres) não poderia deixar de responder”, destaca Eliane Cantanhêde, colunista do Estadão e da Rádio Eldorado, que participa hoje do podcast. Já o presidente Bolsonaro afirmou que ficou ‘surpreendido’ com a carta dele e que a considerou ‘agressiva’. Embora promova um enfrentamento público contra a Anvisa, hoje liderada pelo militar da reserva, Bolsonaro não pode demiti-lo antes de 2025, de acordo com a legislação vigente.  E parece que até os militares estão perdendo a paciência com o presidente, já que é visto que o Exército emite diretrizes em perfeita discordância com o que o Bolsonaro prega o tempo todo na pandemia. O comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, condicionou o retorno dos militares ao trabalho presencial à vacinação contra a Covid-19. “Neste momento, a questão dos militares não é ideológica, é uma questão de que estão espantados com as obsessões pessoais do presidente”, conclui Eliane Cantanhêde.  O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 13, 2022 • 28min

“Revogaço”: o plano econômico de Lula e do PT

Com Lula liderando as pesquisas eleitorais, é comum que passemos a analisar quais são suas propostas, caso se eleja presidente, em outubro. Algumas indicações já foram dadas, e tem causado discussões acaloradas entre especialistas, principalmente, na área econômica. Em postagem nas redes sociais, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, defendeu a revogação da reforma trabalhista, que está em vigor no Brasil desde 2017. O assunto também foi abordado por Lula, ele ainda citou o exemplo da Espanha que derrubou a reforma trabalhista feita no país em 2012, e que serviu de base para a nossa, implantada durante o governo Temer. “Tem um jogo político grande de plano de fundo nessa proposta do ‘revogaço’, mas é interessante que a gente tem um debate feito neste momento, não depois que o governo ganhou a eleição”, afirma o repórter especial do Estadão, Marcelo de Moraes.  A discussão provocou reações contrárias. O deputado licenciado Rodrigo Maia, que presidiu a Câmara durante a votação da reforma trabalhista, avaliou que o ponto que gera esse interesse de rever a medida está na discussão sobre a volta de financiamento dos sindicatos, que historicamente formam a base de apoio do PT. “Se você quer abrir o arco de alianças e ao mesmo tempo você fecha o discurso econômico em torno de uma questão muito radical, como revogação de teto de gastos e privatizações, você fecha a porta para essa turma”, destaca Marcelo de Moraes Mas a pretensão de uma ala petista é de não parar por aí, e promover um “revogaço” de outras medidas, como por exemplo, a autonomia do Banco Central, aprovada no ano passado. Frear o programa de desestatizações e acabar com o teto de gastos também são temas consensuais dentro da campanha do petista. Na questão do teto de gastos, a discussão também está bastante avançada. Até porque o atual governo já avançou nessa regra no ano passado ao mudar a forma de cálculo, abrindo margem para poder gastar mais neste ano. No episódio do Estadão Notícias desta quinta-feira, 13, vamos analisar do ponto de vista político e eleitoral esse plano do ex-presidente Lula, junto do repórter especial do Estadão e colunista da Rádio Eldorado, Marcelo de Moraes. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 12, 2022 • 30min

Protestos no Cazaquistão e o avanço da Rússia na região

Desde o começo de 2022, manifestações eclodiram no Cazaquistão, após o governo dobrar o preço do gás GLP e de outros combustíveis no primeiro dia do ano. O país é uma ex-república soviética localizada no leste europeu e atravessa um dos momentos mais turbulentos de sua história.  Os protestos também refletem as insatisfações da população com o governo. As pautas se ampliaram, como a mudança do regime político, a eleição direta dos governos locais, o fim das prisões arbitrárias e a redução da desigualdade. O país tem uma parte da população de classe média e uma elite ultra rica, mas o grosso do povo enfrenta dificuldades financeiras. A média da remuneração dos trabalhadores é de menos de 3 mil reais, o sistema bancário passa por uma crise que piorou por uma alta taxa de inadimplência. Na última sexta-feira, o presidente do país, Kassym Jomart Tokayev, autorizou as forças da segurança a abrirem fogo "sem aviso prévio" para pôr fim às manifestações. Dezenas de manifestantes e membros das forças de segurança já morreram nos confrontos.”Essa repressão é permanente, então é preciso contar com a ajuda de outros grupos que atentem para a grave violação dos direitos humanos no País”, afirma o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes. Em meio a esses distúrbios, a Rússia enviou ao país uma "força de paz" que inclui mais de 2 mil militares de Armenia, Belarus, Quirguistão e Tadjiquistão, países que integram a Organização do Tratado de Segurança Coleta junto com o Cazaquistão. Para analisar o quadro no Cazaquistão e na região, vamos conversar no episódio do Estadão Notícias desta quarta-feira, 12, com o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes. Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 11, 2022 • 24min

O apagão de testes de covid na rede pública e nas farmácias

O aumento de casos de covid-19 e de pacientes com sintomas gripais, após as festas de final de ano, tem levado a uma corrida por testes para detectar o coronavírus. Filas em farmácias e falta de testes também foram registrados em diferentes cidades do Brasil.  Dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias apontam que 284 mil testagens foram feitas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro: 50% superior ao de 20 a 26 de dezembro. “A gente conseguiu reforçar os estoques, mas continua difícil porque a demanda ainda é muito grande'', afirma o CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto. Já o volume de resultados positivos para covid pulou de 22 mil para 94,5 mil. ​A epidemia de influenza em vários Estados e o espalhamento da variante Ômicron do coronavírus, mais contagiosa, são os principais motivos para a aceleração da procura. Ouvido pelo podcast, o neurocientista da Universidade de Duke, Miguel Nicolelis falou que muitas decisões tomadas no ano passado foram antecipadas e causaram o atual cenário de maior transmissão da variante ômicron. “Foi plenamente imatura as previsões de que a pandemia iria acabar em dezembro de 2021, ainda temos um longo caminho”, diz o neurocientista. Para o especialista, o país desperdiçou a chance de se preparar para a variante Ômicron que avançava na Europa antes de chegar aqui. “Desde o início da pandemia o que faltou foi planejamento e agora, com essa nova variante, foi a cereja do bolo da desorganização”, afirma Nicolelis. Ainda destaca ao podcast que a proteção das vacinas é clara, tanto para adultos como para crianças, e que sem imunização a quantidade de casos graves da variante seria muito maior. No episódio do Estadão Notícias desta terça-feira, 11, vamos ouvir o CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, para entender como esses estabelecimentos estão lidando com o aumento de testagem e se há risco de desabastecimento generalizado de testes. Para falar sobre o problema da falta de testes, devido a alta demanda, vamos conversar com Miguel Nicolelis, neurocientista da Universidade de Duke. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

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