Estadão Analisa com Carlos Andreazza

Estadão
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Jan 11, 2022 • 24min

O apagão de testes de covid na rede pública e nas farmácias

O aumento de casos de covid-19 e de pacientes com sintomas gripais, após as festas de final de ano, tem levado a uma corrida por testes para detectar o coronavírus. Filas em farmácias e falta de testes também foram registrados em diferentes cidades do Brasil.  Dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias apontam que 284 mil testagens foram feitas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro: 50% superior ao de 20 a 26 de dezembro. “A gente conseguiu reforçar os estoques, mas continua difícil porque a demanda ainda é muito grande'', afirma o CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto. Já o volume de resultados positivos para covid pulou de 22 mil para 94,5 mil. ​A epidemia de influenza em vários Estados e o espalhamento da variante Ômicron do coronavírus, mais contagiosa, são os principais motivos para a aceleração da procura. Ouvido pelo podcast, o neurocientista da Universidade de Duke, Miguel Nicolelis falou que muitas decisões tomadas no ano passado foram antecipadas e causaram o atual cenário de maior transmissão da variante ômicron. “Foi plenamente imatura as previsões de que a pandemia iria acabar em dezembro de 2021, ainda temos um longo caminho”, diz o neurocientista. Para o especialista, o país desperdiçou a chance de se preparar para a variante Ômicron que avançava na Europa antes de chegar aqui. “Desde o início da pandemia o que faltou foi planejamento e agora, com essa nova variante, foi a cereja do bolo da desorganização”, afirma Nicolelis. Ainda destaca ao podcast que a proteção das vacinas é clara, tanto para adultos como para crianças, e que sem imunização a quantidade de casos graves da variante seria muito maior. No episódio do Estadão Notícias desta terça-feira, 11, vamos ouvir o CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, para entender como esses estabelecimentos estão lidando com o aumento de testagem e se há risco de desabastecimento generalizado de testes. Para falar sobre o problema da falta de testes, devido a alta demanda, vamos conversar com Miguel Nicolelis, neurocientista da Universidade de Duke. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 10, 2022 • 28min

Procurador vê união perversa no Congresso contra o combate à corrupção

O combate a corrupção no Brasil tem sofrido duros golpes com o enfraquecimento de leis, e sufocamento de operações que visam investigar recursos dos cofres públicos. Mesmo com um discurso anticorrupção, o presidente Jair Bolsonaro agiu no sentido contrário para defender familiares e aliados, tentando interferir na autonomia de instituições e fazendo uma aliança com um grupo de políticos que antes condenava. Em entrevista ao podcast, o procurador Roberto Livianu afirmou que o presidente não é o único com este objetivo, seus aliados do Centrão e também adversários do PT trabalham para enfraquecer cada vez mais o combate à corrupção. “Há uma união perversa entre governo e oposição contra o combate à corrupção”, disse o procurador. Uma das decisões de Bolsonaro que mais enfraqueceu o combate à corrupção foi a escolha de Augusto Aras como Procurador-Geral da República. Crítico à atuação da Lava Jato, Aras travou diversas quedas de braço com os procuradores de Curitiba, até que, em fevereiro do ano passado, a força-tarefa da capital paranaense foi dissolvida. O partido dos trabalhadores teve também protagonismo em outras mudanças legislativas que tendem a enfraquecer a anticorrupção no País. Podemos citar aqui a Lei da Improbidade e da proposta de emenda à Constituição que muda a composição do Conselho Nacional do Ministério Público, e amplia a influência do Legislativo no órgão. Deputados do PT propuseram também  uma série de mudanças na Lei das Organizações Criminosas, criando regras rígidas para os acordos de delação premiada e a exclusão da possibilidade de prisão preventiva para garantia da ordem pública e econômica – justificativa que motivou inúmeras ordens de custódia na Lava Jato. No episódio do Estadão Notícias desta segunda-feira, 10, convidamos o procurador de Justiça Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção. E para falar sobre como governo e partidos de oposição tem agido para enfraquecer o combate à corrupção, vamos conversar com a repórter do Estadão, em Brasília, Julia Affonso. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 8, 2022 • 23min

Tecnologia #201: #Start Eldorado -Retrospectiva 2021: parte 2

Na segunda parte da retrospectiva do ano passado, o Start Eldorado relembra os principais temas levados ao ar em 2021. Do cloud ao 5G, do varejo ao agronegócio, exploramos as ramificações e impactos da transformação digital em diversas áreas de nosso cotidiano. O que eles nos mostram sobre os próximos desafios do futuro? O programa vai ao ar às 21h, na Eldorado FM, 107,3 FM, aplicativos e canais digitais, toda quarta-feira, com a apresentação de Daniel Gonzales. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 7, 2022 • 26min

Racha bolsonarista: a disputa de poder na base do presidente

O presidente Jair Bolsonaro iniciou o último ano do seu primeiro mandato como chefe do executivo com um grupo de apoiadores inferior se comparado ao início do governo. Muitos nomes que fizeram campanha para o presidente, como Joice Hasselmann, Alexandre Frota e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), o abandonaram ao longo do governo. Para Carlos Melo, professor do Insper, no ano eleitoral é um movimento natural o abandono de parlamentares do Centrão ao governo. “Pulam de uma barca para outra, conforme as pesquisas, isso é normal no Brasil”, afirma o cientista político. Muitos destes parlamentares ex-bolsonaristas se tornaram críticos da gestão do atual presidente. Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, foi outro que rompeu com Bolsonaro ainda em 2020. O empresário foi um dos nomes fortes da campanha do presidente, em 2018, ao ceder sua mansão no bairro do Jardim Botânico, no Rio, para as reuniões de planejamento. No mês passado foi a vez daquele que é chamado “guru do bolsonarismo”, Olavo de Carvalho dividir opiniões entre os apoiadores do governo. Em uma live no YouTube, o astrólogo afirmou que o presidente Jair Bolsonaro o usou como “poster boy” com o objetivo de “se promover e se eleger”. Sobre o pleito de 2022, Olavo disse que a eleição já está perdida. As últimas pesquisas eleitorais divulgadas ainda no fim de 2021, mostraram uma grande rejeição ao governo e cenários não favoráveis ao presidente Bolsonaro. “Por mais que eles neguem as pesquisas, elas criam um calor e aflição para estes grupos que estão ‘perdendo’ e aí começa a se buscar culpados para esses resultados, gerando os conflitos”, disse  Carlos Melo ao podcast.  Afinal, o que tem feito a base do presidente ruir, porque bolsonaristas passaram a se estranhar nas redes sociais? Qual o peso desse racha para as eleições? No episódio do Estadão Notícias desta sexta-feira, 07, vamos debater estes e outros questionamentos com o professor e cientista do Insper, Carlos Melo. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 6, 2022 • 29min

Anúncio da vacinação de crianças foi um show de desestímulo, afirma especialista

Depois de muita demora, polêmicas e trocas de farpas, o Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira, 05, as regras para vacinação de crianças entre 5 e 11 anos. A imunização desse grupo já havia sido autorizada pela Anvisa em 16 de dezembro, mas o ministro Marcelo Queiroga afirmou diversas vezes que a autorização da agência não era suficiente para iniciar a vacinação. “Não houve uma palavra de estímulo a campanha de vacinação de crianças”, afirma o infecto pediatra Renato Kfouri, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações, e que foi entrevistado pelo Estadão Notícias A pasta da saúde aguardava consulta pública para liberação do imunizante às crianças. A maioria das pessoas e entidades ouvidas se opôs à necessidade de receita médica para imunização dessa faixa etária.  O imunizante que será utilizado é o da Pfizer. Segundo a farmacêutica, a vacina é segura e garante mais de 90,7% de eficácia na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. O estudo acompanhou 2.268 crianças que receberam duas doses da vacina, com três semanas de intervalo. “O risco de miocardite em crianças é desprezível, inclusive menor do que em adolescentes”, destaca o infectologista Renato Kfouri. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, antecipou que cerca de 4 milhões de doses pediátricas da Pfizer chegarão ao Brasil na segunda quinzena deste mês. No Brasil tem aproximadamente 20 milhões de crianças nesta faixa etária, que estão aptas a serem imunizadas O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 5, 2022 • 28min

O Brasil que o próximo presidente vai herdar na economia

Desemprego em alta, inflação na casa dos dois dígitos, recessão técnica com pequena queda do PIB. O cenário não parece muito animador para o Brasil de 2022. Com os efeitos da pandemia, a projeção dos economistas não é muito animadora.  Para este ano, o mercado financeiro subiu de 5% para 5,02% a estimativa de inflação. Já para o governo, a meta central de inflação para 2022 é de 3,50%. O mercado reduziu também a previsão de alta do PIB de 0,58% para 0,51%, para este ano. No entanto, o Ministério da Economia insistiu em manter a previsão de crescimento do PIB, acima de 2%. Para controlar a inflação, que tem impacto direto no preço de produtos e serviços, o Comitê de Política Monetária deve subir a taxa Selic para os dois dígitos, chegando a 11,25%. Soma-se a isso, o início do pagamento de um novo auxílio de 400 reais para os mais pobres, que foi o estopim para a aprovação da chamada PEC dos Precatórios, que abriu um espaço fiscal, acima do teto de gastos, de mais de 80 bilhões de reais. Para a economista Elena Landau, ouvida pelo podcast, um dos maiores responsáveis pela situação do País é o atual presidente que, segundo ela, não deve se reeleger. “Eu tenho certeza absoluta que Bolsonaro não vai se reeleger. Temos que olhar para 2022 preparando o Brasil para se curar dessa doença, organizar a sociedade, recuperar a imagem do País na comunidade internacional”, afirma a economista. No episódio do Estadão Notícias vamos projetar o futuro da nossa economia e os desafios para este ano com a colunista do Estadão, Adriana Fernandes, e também com a economista Elena Landau. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 4, 2022 • 32min

Dá para recuperar o tempo perdido na educação?

Uma das áreas mais afetadas pela pandemia no Brasil e que tem um enorme desafio pela frente em 2022, é a educação. O vácuo entre estudantes de baixa e alta renda ficou evidente. Enquanto uns migraram para as aulas online com suporte e apoio das instituições de ensino, outros tiveram que se contentar com atividades remotas de pouca qualidade. Soma-se a isso, a guerra ideológica travada dentro da pasta no governo Bolsonaro, o que gerou uma série de problemas envolvendo funcionários de órgãos importantíssimos para a educação brasileira, como o caso do Inep, responsável por organizar e aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio. Um levantamento do Todos Pela Educação, revelou que cerca de 244 mil estudantes de 6 a 14 anos estavam fora das escolas brasileiras no segundo trimestre de 2021. Para Priscila Cruz, a presidente-executiva do Todos Pela Educação, um dos maiores equívocos dos governos foi o fechamento completo das escolas por tanto tempo. “O Brasil foi um país com descontrole da pandemia, o que justifica um fechamento das escolas, mas não como foi feito, o tempo inteiro desde março do ano passado”, afirmou Cruz em entrevista ao podcast.  O descaso na vacinação dos professores pelo governo federal também contribuiu para o atraso nessa reabertura das instituições. No episódio do Estadão Notícias desta terça-feira, 04, vamos conversar sobre os desafios da pandemia na educação brasileira e como será este cenário daqui para frente, com a presidente-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, e com a repórter especial do Estadão, Renata Cafardo. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi  See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 3, 2022 • 24min

Como o Estadão se prepara para as eleições

Não é de hoje que o brasileiro tem que conviver com uma enxurrada de informações falsas vindas de tudo quanto é canto. No próximo ano, em que teremos as eleições presidenciais, um dos grandes desafios da cobertura jornalística é desmentir uma parcela dessas “fake news”. Mas esse é apenas um dos pontos que farão parte da vida dos repórteres em 2022. Com um ambiente cada vez mais polarizado, as paixões estão exaltadas, o que torna o trabalho da imprensa cada vez mais difícil. Além disso, esse promete ser um pleito bem pulverizado, com diversos candidatos ao posto mais importante do País. Ou seja, muito antes da campanha começar, as apurações e checagens podem mudar o rumo das eleições. Para conversar conosco sobre esse assunto, trouxemos o editor de Política do Estadão, Eduardo Kattah, que nos fala sobre o planejamento dessa cobertura pelo Brasil inteiro. Quem participa também é o editor do Estadão Verifica, Daniel Bramatti, que tem o desafio, junto com a sua equipe, de verificar a autenticidade das informações que chegam para os eleitores: O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jan 1, 2022 • 25min

Tecnologia #200: #Start Eldorado: 200 semanas falando de transformação digital

O #StartEldorado completa 200 edições consecutivas falando de tecnologia e transformação digital no rádio. André Eletério, Marketing & Public Relations Director for Latin America & Brazil da NEC, conversa conosco e compartilha insights sobre o mercado, evolução da tecnologia e integrações que serão feitas nos próximos anos para construir um ambiente conectado. Junte-se a nós às 21h, na Eldorado FM, 107,3 FM, canais digitais e seu aplicativo de preferência, toda quarta-feira. A apresentação é de Daniel Gonzales.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Dec 31, 2021 • 37min

A pandemia, de fato, nos fez melhores?

O último dia do ano chegou. E não dá para desconectar 2021 da pandemia: ela determinou a dinâmica da vida em sociedade em todos os aspectos. A boa nova é que a vacinação, ainda que implementada com atrasos, possibilitou novos horizontes e a retomada para uma certa “normalidade”.Com a pandemia, ganhou força a ideia de que um evento como esse permitiria uma espécie de upgrade moral e intelectual na humanidade. Sairíamos melhor dessa. Mas isso realmente é verdade?  O nosso convidado de hoje do podcast ‘Estadão Notícias’ é um tanto cético em relação a isso. “Não tem nenhum elemento que garanta que a pandemia é um momento de inflexão na história da humanidade”, destaca o filósofo Luiz Felipe Pondé.  Além de falar sobre os efeitos da pandemia no comportamento, Pondé ainda falou sobre sobre a morte e a vida, e as perspectivas para o próximo ano e para a eleição. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi  See omnystudio.com/listener for privacy information.

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