

Estadão Analisa com Roseann Kennedy
Estadão
O podcast do Estadão traz a colunista Roseann Kennedy em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
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Sep 21, 2022 • 28min
Turbinado e desigual: as distorções do fundão eleitoral
Quando, em 2015, no auge da Operação Lava Jato, foi decretado o fim do financiamento empresarial de campanha, havia um sentimento de correção sobre a configuração da relação entre o público e o privado no processo eleitoral. O Brasil migrou, em 2017, para o fundo eleitoral bancado por recursos públicos, sob a argumentação de que haveria mais transparência e responsabilidade. Passados todos esses anos, e dois ciclos eleitorais (2018 e 2020), o diagnóstico é positivo? A proibição da doação de pessoas jurídicas para campanhas estancou um dos graves problemas do funcionamento do sistema político brasileiro, mas não significou, necessariamente, que o novo modelo acabou com todos os males. A começar pela falta de um teto sobre o quanto ele pode custar aos cofres do Tesouro. Para essas eleições, foram aprovados quase R$ 5 bilhões, mais que o dobro das últimas eleições. Depois, há o mau uso deste montante, como mostra reportagem do Estadão desta terça-feira (20): partidos repassaram ao menos R$ 5,8 milhões do fundo eleitoral para candidatos “fantasmas”. E, por fim, há as distorções atreladas à autonomia partidária, que deixam candidatos sem verba, enquanto outros recebem investimentos elevados.Mas, afinal, como tornar o fundo eleitoral mais justo e mais transparente? Por que, no Brasil, o dinheiro dos filiados não é a principal fonte de recurso para as campanhas? Faria sentido liberar novamente o financiamento empresarial? Para analisar estes temas, o episódio desta quarta-feira (21) conversa com o cientista político da FGV, Sérgio Praça. O repórter do Estadão em Brasília, Daniel Weterman, fala sobre a existência dos “candidatos fantasmas”. Ouça ainda um depoimento do jornalista Marcos Uchôa (ex-Globo), que desistiu de sua candidatura a deputado federal no Rio justamente pela falta de apoio financeiro de seu partido (PSB). O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Gabriela Forte e Ana Luiza Antunes. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 20, 2022 • 27min
A discrepância entre pesquisas eleitorais
A multiplicação de institutos e, portanto, de pesquisas eleitorais, não é um fenômeno totalmente novo, mas se mostra muito presente na corrida presidencial deste ano. Além dos tradicionais Ipec (ex-Ibope) e Datafolha, fazem parte deste cenário estatístico empresas como Quaest, Paraná Pesquisas, Vox Populi, Sensus, MDA, PoderData, Ipespe, Ideia, Futura, FSB, Gerp e Real Time Big Data. Ou seja, nunca se produziu tantos dados com base amostral sobre as intenções de voto do eleitor brasileiro ao longo da campanha.Com um número maior de retratos de valor estatístico, amplia a possibilidade de diferenças entre os resultados. Muitas vezes com margens elásticas. Isso tem sido verificado, por exemplo, no desempenho dos líderes, Lula (PT) e Bolsonaro (PL). Ora a diferença entre eles é maior, a depender do instituto, ora é menor. Diversos aspectos podem explicar as discrepâncias, como a metodologia empregada e, também, o tipo de base amostral. A falta de um Censo atualizado do IBGE é outro fator que pode interferir no resultado desses levantamentos. Afinal, ter mais pesquisas eleitorais à disposição qualifica o processo eleitoral? O quanto uma pesquisa influencia no voto? É possível dimensionar? O chamado “voto envergonhado” é uma realidade dessas eleições? Para tratar desses temas, o episódio desta terça-feira (20), conversa com o cientista político e pesquisador da FGV, Jairo Nicolau. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Gabriela Forte e Ana Luiza Antunes. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 19, 2022 • 36min
A segurança pública na era Bolsonaro e os desafios do próximo presidente
O Brasil passou os últimos quatro anos sem qualquer projeto de combate à criminalidade na área da Segurança Pública. A principal frente de atuação do governo foi transferir a responsabilidade da proteção às próprias pessoas, facilitando o acesso a armas de fogo através de decretos. Para agravar esse cenário, o arsenal de guerra nas mãos de civis se tornou uma realidade preocupante, e que impacta o cenário da segurança pública brasileira. Segundo dados dos institutos Igarapé e Sou da Paz, o número de novas armas registradas no país chegou a 1 milhão. Os dados revelam a fragilidade dos arranjos institucionais da segurança pública no País e levantam questionamentos sobre os passos do próximo ocupante da cadeira presidencial. Mas qual será o cenário que o próximo presidente vai encontrar? Quais os principais desafios a serem enfrentados? Para ampliarmos o entendimento sobre o tema, o episódio desta segunda-feira (19), conversa com Samira Bueno, socióloga e diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Gabriela Forte e Victória Ribeiro Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 17, 2022 • 22min
Tecnologia #237: #Start Eldorado: inovação na energia do futuro
O Start Eldorado fala de inovação em vários setores - da produção agrícola à distribuição de produtos e serviços ao consumidor final. O futuro da energia, os ganhos da transformação digital no campo, o investimento em novos meios de pagamento integrados na venda dos produtos, a logística digital - na conversa com José Massad, diretor de TI e digital da Raízen, uma das maiores produtoras globais de açúcar, etanol, bioenergia e uma dos maiores distribuidoras de energia do mundo, que trabalha em toda a cadeia, do campo aos postos de combustível. Com a apresentação de Daniel Gonzales, o programa vai ao ar todas as quartas-feiras, às 21h, na Eldorado FM 107,3 - SP e canais digitais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 16, 2022 • 41min
A corrida pelo voto útil e o corte no Farmácia Popular
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que o ex-presidente Lula (PT) tem 45% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, seguido pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com 33%. Ciro Gomes (PDT) tem 8% e Simone Tebet (MDB) tem 5%. Após o resultado da pesquisa Datafolha, a equipe de Lula (PT) viu a possibilidade de vencer as eleições de outubro ainda no primeiro turno e, por isso, a campanha articula um movimento com artistas para tentar atrair eleitores de Ciro Gomes (PDT) já no primeiro turno. Por outro lado, Jair Bolsonaro tenta conquistar eleitores que se incomodam com a sua postura, com discursos mais amenos e o reconhecimento de erros em falas durante sua gestão. Em um podcast evangélico, o presidente admitiu que perdeu a linha em algumas declarações durante a pandemia. Mas, o presidente tem outro problema pela frente. Após o corte no orçamento da Farmácia Popular repercutir mal, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) jogou para o Congresso a responsabilidade de recompor o orçamento do programa que distribui remédios de graça. Como revelou o Estadão, parte do dinheiro que iria para o programa foi transferido para o orçamento secreto, esquema por meio do qual o governo destina emendas parlamentares, sem transparência, para sustentar sua base de apoio no Congresso. Esses são os assuntos que guiam nossa conversa do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política. Participam no episódio de hoje do Estadão Notícias, Pedro Venceslau, de São Paulo, e Felipe Frazão, diretamente da capital federal. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 15, 2022 • 26min
Alta taxa de reeleição nas eleições estaduais e no Parlamento
Diferentemente de 2018, as eleições deste ano não devem ser marcadas pela lógica da renovação a qualquer custo. Uma aproximação com os chamados “políticos de carteirinha” e um afastamento daqueles que se apresentam como “outsiders” colabora para uma expectativa de que em ao menos 12 estados e no Distrito Federal as eleições sejam definidas logo no primeiro turno, conforme apontam as pesquisas Ipec e DataFolha. Na corrida para o Legislativo, a marca do "continuísmo" também tende a se sobrepor. Dos 513 parlamentares em exercício na Câmara dos Deputados, ao menos 447 estão se candidatando novamente. Isso equivale a 87% do total. Não por acaso: nunca houve tanto acesso a financiamento para as campanhas, seja do Fundo Eleitoral, seja das emendas do orçamento secreto. O que explica a vitória do governismo nos Estados, mesmo com os efeitos drásticos da pandemia e as campanhas negativas contra os governadores protagonizadas por Bolsonaro? E como fica o cenário para o Legislativo caso a taxa de renovação fique baixa?Episódio desta quinta-feira (15) analisa o assunto numa conversa com o cientista político Bruno Silva, diretor de Projetos do Movimento Voto Consciente. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Gabriela Forte e Victória Ribeiro Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 14, 2022 • 23min
A recessão global e seus impactos no Brasil
O cenário econômico global não é dos melhores e o Brasil dificilmente passaria ileso a um novo contexto de crise. Estaria o mundo à beira de uma recessão? Os sinais parecem cada vez mais claros, ao menos quando se observa o desempenho de economias avançadas da Europa, além dos EUA e da China. A disparada da inflação é o problema comum, atrelada às consequências da guerra na Ucrânia e da pandemia de Covid-19. A desaceleração já é uma realidade nesses países e os prognósticos não são nada positivos.Diante de um horizonte tão turbulento no cenário externo, a economia brasileira tende a sofrer efeitos mais diretos em seu desempenho, especialmente no mercado de commodities. Apesar de uma melhora tímida nos atuais índices de PIB e desemprego, os desafios reservados para o Brasil para 2023 são enormes. Na conta, há todo passivo fiscal deixado pelo governo Bolsonaro em ano eleitoral. Episódio desta quarta-feira, 14, discute os impactos de uma possível recessão global numa conversa com a economista Juliana Inhasz, professora e coordenadora de graduação em economia do Insper. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Gabriela Forte e Victória Ribeiro Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 13, 2022 • 31min
'Cenários com Sonia Racy': A importância da educação política para a sociedade
Neste episódio da série 'Cenários', Sonia Racy recebe o presidente do RenovaBR Eduardo Mufarej. Ele conta como a escola de educação política deu formação para mais de dois mil jovens e, hoje, 300 deles escolheram seus partidos e são candidatos nas eleições deste ano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 13, 2022 • 31min
O que foi o MEC sob Bolsonaro e o que é essencial a partir de 2023
Escândalo de corrupção, prisão de ministro, alta rotatividade no comando da pasta, desmonte no Inep, falta de coordenação durante a pandemia, diminuição de investimento, alta evasão escolar… Os problemas não foram poucos no Ministério da Educação durante o governo Bolsonaro. E as consequências tendem a se alastrar por vários anos, aumentando o fosso entre a qualidade do ensino público e do ensino privado no País. E o que têm dito os presidenciáveis sobre o tema? O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, diz que quer melhorar a pontuação do Brasil em rankings e que irá qualificar professores para que atuem em sala de aula “sem ideologia”. O ex-presidente Lula (PT) pretende universalizar o acesso à internet e se compromete a assegurar as políticas de cotas raciais e sociais nas universidades federais e nos concursos públicos. Já a proposta central de Ciro Gomes (PDT) é criar incentivos financeiros para boas iniciativas na educação. Na mesma linha, a candidata do MDB, Simone Tebet, defende a “Poupança Mais Educação”, para incentivar os jovens de baixa renda a concluírem o Ensino Médio. Quais deveriam ser as prioridades da nova gestão na área da Educação a partir de 2023? Qual é o perfil ideal de ministro do MEC? Os planos de governo dos candidatos contemplam propostas que vão além das platitudes? Para comentar o assunto, o episódio desta terça-feira (13), conversa com Renata Cafardo, repórter que cobre a área no Estadão. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Gabriela Forte e Letícia Pille Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 12, 2022 • 36min
A escalada da violência política e as últimas pesquisas
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves decidiu abrir uma investigação para apurar a conduta do presidente Jair Bolsonaro e do vice Braga Netto durante os eventos do Sete de Setembro. O magistrado atendeu a um pedido do PDT, que acionou a Corte contra o que considerou uso político-eleitoral das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil. Seu principal adversário, Lula, subiu o tom e reagiu ao dizer que os apoiadores de Bolsonaro que foram às ruas se assemelhavam a uma “reunião da Ku Klux Klan”, grupo supremacista branco dos Estados Unidos, responsavel pela morte de milhares de negros. E o acirramento dos ânimos e da polarização fez mais uma vítima. Um eleitor do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso após matar um apoiador de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a facadas. O crime ocorreu na quarta-feira, 7, após uma longa discussão sobre política em Confresa, no Mato Grosso. Em pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (9), mostra que o ex-presidente Lula (PT) tem 45% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, seguido pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com 34%. Lula está 11 pontos à frente de Bolsonaro. Segundo o Datafolha, essa é a menor distância entre os dois desde maio. Esses são os assuntos que guiam nossa conversa do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política. Participam no episódio de hoje do Estadão Notícias, Pedro Venceslau, de São Paulo, e Felipe Frazão, diretamente da capital federal. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.


