

O Assunto
G1
Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.
O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify:
https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk
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Episodes
Mentioned books

Jan 20, 2021 • 23min
Vacinação começou, e agora?
Depois da liberação da Anvisa para o uso emergencial, profissionais da saúde começaram a ser vacinados em todo o país. Mas as 6 milhões de doses da Coronavac que foram distribuídas não são suficientes para imunizar nem metade deste que é um dos grupos prioritários na fila da vacina. Outras 2 milhões de doses que devem vir da Índia não tem data para chegar. E além da escassez de doses, há ainda outro problema: a falta de insumos vindos da China para produzir localmente, o que daria mais capacidade e autonomia para uma vacinação em massa. "Ter doses é o grande gargalo", diz Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira em Imunizações, uma das convidadas de Renata Lo Prete neste episódio. Isabella lembra ainda que o Programa Nacional de Imunizações consegue vacinar muitos brasileiros em pouco tempo: "A gente sabe fazer". Participa também Fabiane Leite, jornalista da TV Globo especializada em saúde, que detalha quais são as metas estipuladas pelo Ministério da Saúde explica de onde vem o material que pode dar tração à produção local.

Jan 19, 2021 • 27min
Erros na pandemia: quem vai pagar?
Negação da ciência, incentivo às aglomerações, piadas sobre a vacina... Desde a chegada do coronavírus ao Brasil, o presidente Jair Bolsonaro colocou em dúvida e desafiou recomendações de autoridades de saúde para frear o avanço da pandemia. Mas não foi só ele. A tragédia assistida em Manaus expõe uma série de erros, passando pelo ministro da Saúde, pelo governador do Amazonas e o prefeito da capital. Existe espaço responsabilização dos agentes públicos? Para responder a esta questão, Renata Lo Prete recebe dois convidados neste episódio: Vanja Santos, integrante da Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, e Oscar Vilhena, diretor da FGV de São Paulo e integrante da Comissão Arns. Ela diz que ministério mal se reuniu com o conselho e não seguiu nenhuma de suas recomendações. "A gente fica meio à deriva", afirma ela ao contar sobre relação entre os dois órgãos. Oscar Vilhena detalha quais são as consequências jurídicas e políticas a que Bolsonaro e Eduardo Pazuello podem ser submetidos. "Há duas formas de enquadramento, uma de crime comum. Outras, de crime de responsabilidade", o último que pode acarretar processo de impeachment. Ele explica que autoridades estaduais e municipais também podem ser responsabilizadas. "Estamos pendurados na Câmara dos Deputados. A cobrança deve ser feita em relação aos deputados", ele conclui, ao lembrar que quem pode fazer andar um processo contra o presidente são esses parlamentares.

Jan 18, 2021 • 25min
Polícia com mais poder: para quê?
Greves recorrentes apesar de ilegais, envolvimento crescente na política, letalidade em alta: é nesse ambiente, e com a simpatia do Palácio do Planalto, que corporações da segurança pública tentam fazer avançar no Congresso uma nova lei orgânica das polícias. Entre outras medidas de cunho autonomista, o texto retira dos governadores a prerrogativa de escolher o comandante-geral da PM (que passaria a sair de lista tríplice elaborada por coronéis), bem como de dispensá-lo, mesmo em situações de insubordinação ou crise de gestão (ele teria mandato fixo). O retrocesso é evidente. “A polícia não pertence aos policiais. Ela representa o braço armado do Estado, que tem, portanto, a obrigação fazer o controle disso”, pondera José Vicente da Silva Filho, coronel reformado da PM-SP, ex-secretário Nacional de Segurança Pública e um dos convidados deste episódio. Renata Lo Prete entrevista também Arthur Trindade, diretor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ele afirma que o projeto fere, além da Constituição, a própria lógica federativa, pela qual policiais civis e militares respondem aos governos estaduais, dos quais sai sua remuneração. O que está em curso é mais amplo, explica Trindade: “Não é de hoje que o presidente Jair Bolsonaro faz movimentos para cooptar as polícias”. E tem precedentes históricos: “Controle maior delas pelo poder central é algo típico de nossos períodos autoritários”. Para saber que filme é esse e como termina, o pesquisador recomenda olhar para a reforma feita na polícia de um país vizinho: a Venezuela.

Jan 15, 2021 • 20min
Enem da pandemia: chegou a hora
Adiado por causa do novo coronavírus, o exame que envolve quase 6 milhões de estudantes começa no domingo, 17 de janeiro. Apesar do apelo alunos, entidades e alguns prefeitos, a prova está mantida por decisão do TRF-3 - menos no Amazonas, onde a primeira instância suspendeu a realização. Mas como será fazer o exame neste momento de alta de casos de Covid? Neste episódio, Renata Lo Prete conversa com Luiza Tenente, repórter de educação do G1. Luiza explica as orientações em meio ao processo de judicialização e da carência de explicações do governo sobre o que vai acontecer com quem estiver em cidades onde a prova não será aplicada. Ela detalha cuidados a tomar e o que levar na hora de fazer a exame: máscara e caneta preta. "A recomendação dos médicos é que o estudante leve um lanche rápido", diz. E dá uma dica: ter foco e combater a ansiedade.

Jan 14, 2021 • 25min
Eleição no Congresso na reta final
Uma disputa sem povo, mas que determina muita coisa no país. Assim Maria Cristina Fernandes, colunista de política do jornal Valor Econômico, define a corrida para as presidências da Câmara e do Senado, que terá desfecho no início de fevereiro. Ainda que novos nomes possam surgir - e eventualmente surpreender - até a última hora, o quadro se afunilou para dois confrontos: entre os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP), e entre os senadores Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Simone Tebet (MDB-MS). Lira e Pacheco apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro. Rossi e Tebet, por grupos que pregam a independência do Parlamento na relação com o Palácio do Planalto. Em conversa com Renata Lo Prete, Maria Cristina explica o que está além dos termos mais simples dessa equação. “É uma disputa por espaços dentro e fora do Congresso”, que envolve negociação de cargos no governo, alianças com vistas a 2022 e até acerto de contas entre lavajatistas e seus críticos. Nos dois casos, ela indica quem tem a vantagem no momento, lembrando, porém, que sempre há tempo para surpresas e mudanças de lado nesse colégio eleitoral restrito, mas influente.

Jan 13, 2021 • 26min
A saída da Ford e o derretimento da indústria
Primeira montadora a se instalar no Brasil, em 1919, a Ford anunciou que vai fechar suas fábricas de produção aqui – a de Camaçari (BA) e a de Taubaté (SP), imediatamente; e a de Horizonte (CE), ainda em 2021. Reflexo da crise de um setor que amarga quedas desde meados da década passada e que se vê diante de duas importantes transformações: na matriz energética e na relação do consumidor com os carros. "A juventude não tem mais a ambição de comprar o carro e há um movimento de trocar os veículos a gasolina por elétricos”, mapeia o economista José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e sócio da MB Associados. Convidado de Renata Lo Prete neste episódio, Mendonça de Barros explica também por que as gigantes automobilísticas têm tanta influência nas decisões do governo federal e as consequências do emagrecimento do parque industrial brasileiro. “É indispensável à indústria do Brasil aumentar seu investimento em tecnologia e melhorar sua produtividade”, afirma. Participa também o repórter de economia do G1 Luiz Gerbelli. Ele relembra como este é mais um capítulo do processo de reestruturação da empresa, que fechou a tradicional fábrica do ABC em 2019. "Uma filial que precisa ser socorrida com frequência. A operação ficou inviável." Gerbelli explica ainda como a situação econômica contribui para a fuga. "O Brasil não tem mais força, pelas questões econômicas e pelas sucessivas crises, para fazer esse mercado crescer e absorver tantos veículos."

Jan 12, 2021 • 24min
Trump banido das redes
Na esteira de um inédito ato de insurreição estimulado pelo presidente dos Estados Unidos, outro movimento sem precedentes: sua remoção do Facebook e do Twitter. Quase ao mesmo tempo, Apple, Google e Amazon retiraram de suas lojas virtuais o aplicativo que mantinha ativa a rede social Parler, usada por apoiadores do presidente para organizar a invasão ao Congresso e pregar, entre outros crimes, o assassinato do vice Mike Pence. Tudo isso enquanto Washington se prepara, sob pesado esquema de segurança, para a posse de Joe Biden, no próximo dia 20. O expurgo digital do homem mais poderoso do mundo, que apenas no Twitter comandava 88 milhões de seguidores, suscita uma série de questões, que Renata Lo Prete discute neste episódio em entrevista com Pedro Doria, colunista do jornal O Globo e editor do Canal Meio. As gigantes de tecnologia passaram dos limites agora, praticando censura, ou demoraram a agir, tolerando, enquanto lucravam muito, quatro anos de seguidas incitações à violência e ilegalidades várias? “Estamos falando de um chefe de Estado, que ativamente usou como estratégia política bem mais do que mentir, mas criar uma realidade paralela", diz o jornalista. Se a conversa online exige marco regulatório, a quem cabe a arbitragem? “Se a gente pensa nas redes sociais como a praça pública, quem deve tomar a decisão sobre as regras é o povo, representado pelo Congresso”, afirma. Doria lembra ainda que a história não deve terminar no presidente americano, e vê o Brasil nesse roteiro: “Bolsonaro é quem mais imita Trump, é um caso-chave. Estamos no olho do furacão”.

Jan 11, 2021 • 20min
Covid: por que monitorar os viajantes
Num momento em que a pandemia se agrava em vários continentes, convém examinar os resultados obtidos por países que apostaram no controle de entrada, aliado a testagem e quarentena, como forma de erguer uma barreira de contenção do contágio. É o caso da Coreia do Sul, onde quem chega faz exame ainda no aeroporto e, na sequência, encara um rígido isolamento de 14 dias. “Um aplicativo no celular te monitora o tempo todo. Há estrangeiros que foram deportados por violar a quarentena”, conta Carlos Gorito, jornalista brasileiro que vive em Seul desde 2008. Fato é que, apesar de um rebote recente no número de casos, o país de 50 milhões de habitantes ostenta uma das mais baixas taxas de mortalidade por Covid-19. O episódio traz, além do depoimento de Carlos detalhando os protocolos sul-coreanos e seu impacto no cotidiano, entrevista de Renata Lo Prete com o médico Márcio Bittencourt, mestre em Saúde Pública que trabalha no Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP. Ele explica a função de cada uma das três fases de controle de fronteiras, destaca o uso da tecnologia para reduzir as transmissões e analisa a situação do Brasil: “Aqui, o maior problema é interno. Precisamos monitorar o fluxo entre cidades e entre Estados”, diz. E também do que jamais tivemos na pandemia: "Uma boa estratégia de comunicação, com mensagens uníssonas das autoridades”.

Jan 8, 2021 • 27min
EUA sob ataque de Trump, parte 2
O dia em que o presidente americano incitou uma turba a invadir o Congresso foi seguido por uma madrugada na qual deputados e senadores ratificaram a vitória de Joe Biden. Mas os eventos da quarta-feira em Washington continuam a reverberar. Desdobraram-se em baixas na Casa Branca, na suspensão de Trump do Facebook por tempo indeterminado e, principalmente, num movimento de parte do establishment para removê-lo do cargo antes do próximo dia 20, data da posse de Biden. Pressão suficiente para levar o presidente a divulgar, na noite desta quinta, um vídeo em que, pela primeira vez, fala em tom conformado sobre a iminente saída do poder. Tudo isso tem consequências que vão além do prazo de validade do atual governo - e muito além das fronteiras dos Estados Unidos. Para avaliá-las, Renata Lo Prete recebe neste episódio o cientista político Houssein Kalout, pesquisador da Universidade Harvard. “Trump rebaixou a estatura da democracia americana", diz ele. Embora enxergue pouca chance de impeachment ou outra saída antecipada prosperar a esta altura, Kalout acredita que os atos de insurreição e vandalismo não ficarão impunes. “Pessoas morreram. Alguém terá que responder por isso". Para ele, o Partido Republicano está "diante de um teste de fogo: ou se reinventa, ou afunda com Trump". Kalout explica ainda o que significa para o mundo a percepção de fragilidade da democracia americana. O que inclui o Brasil: “O roteiro para 2022 está dado".

Jan 7, 2021 • 29min
Congresso invadido, Trump fora de controle
Era para ser apenas um rito formal no processo de transição, mas virou um dia inédito na história dos EUA. Incitados pelo presidente Donald Trump, manifestantes invadiram o Capitólio, onde congressistas estavam reunidos para ratificar a vitória de Joe Biden no Colégio Eleitoral. Extremistas interromperam a cerimônia, parlamentares foram retirados às pressas e uma mulher morreu baleada. "O que estamos vendo aqui é um grande teatro", diz Daniel Wiedemann, coordenador do escritório da TV Globo em Nova York, em entrevista a Renata Lo Prete. Ele relembra a estratégia de Trump, como a eleição na Geórgia selou a derrota dos republicanos e o que esperar até dia 20 de janeiro, quando Biden toma posse. Participa também Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV em São Paulo. Stuenkel analisa como, mesmo derrotado, Trump continua sendo a figura mais popular do Partido Republicano e como fica a relação entre ele e seu vice, Mike Pence: "está instalada uma espécie de guerra civil no partido." Stuenkel esmiúça como a instabilidade política interna pode afetar a influência norte-americana no mundo: "Biden vai ter que gastar muito tempo e energia para pacificar." E conclui como a troca de poder nos EUA pode complicar a vida de populistas ao redor do mundo, entre eles do presidente Jair Bolsonaro.


