

Pauta Pública
Agência Pública
Conduzido pela jornalista Andrea Dip, o Pauta Pública é um podcast semanal para refletir sobre os desafios do Brasil e do mundo. Em sua quinta temporada, o podcast traz a análise de especialistas para conversas que vão além do óbvio em temas como política, direitos humanos e muito mais. Toda sexta-feira, bem cedo, no seu tocador de podcast favorito.
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May 10, 2024 • 32min
Rio Grande do Sul: Desastre anunciado - com Suely Araújo
“Não é hora de procurar culpados", disse o governador Eduardo Leite no último domingo, dia 05, rebatendo críticas sobre sua condução diante do desastre climático que atinge o Rio Grande do Sul, que até o momento deixa mais de cem mortos e centenas de milhares de desabrigados, num cenário devastador.A prioridade é resgatar as vidas que ainda estão em risco e a elaboração de um plano de reconstrução do estado, porém é fundamental analisar as causas e as formas de enfrentamento desta que é a grande questão desse século: a emergência climática. Cientistas e ambientalistas do mundo todo concordam que desastres assim serão cada vez mais intensos e frequentes, então quais são as falhas e o que deve mudar urgentemente para construirmos uma política ambiental eficiente? Para falar sobre isso o Pauta recebe a ambientalista Suely Araújo. Urbanista e advogada, Suely é Coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima e foi presidente do Ibama entre 2016 e 2018.A Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

May 3, 2024 • 38min
Indígenas isolados e de recente contato - com Antenor Vaz
Entre os dias 22 e 26 de abril, representantes de centenas de grupos indígenas de todo o país acamparam na Esplanada dos Ministérios no vigésimo Acampamento Terra Livre, cujo mote foi "Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui". Para além da agenda de discussões e reivindicações trazidas no evento, a frase "sempre estivemos aqui" assinala a extensão de todo um mundo indígena do qual pessoas não indígenas sabem muito pouco. E isso inclui um grande número de indígenas isolados ou de recente contato que vivem hoje no país. De acordo com a Funai, existem registros de 114 grupos isolados no Brasil, em sua maioria localizados na Amazônia Legal. Ainda que optem pelo isolamento, esses grupos seguem submetidos a diversas ameaças que adentram seus territórios através do garimpo, da exploração madeireira, da grilagem de terras, da criação de gado, da caça e pesca ilegais. Para trazer uma panorama sobre a situação dos grupos isolados do país, os riscos que enfrentam e que tipo de proteções precisam, o Pauta Pública recebe Antenor Vaz. Físico, educador e indigenista, Antenor Vaz atuou nas políticas públicas para indígenas isolados e de recente contato pela Funai desde 1987. Foi coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari, entre 2006 e 2007 e atualmente é Consultor internacional para metodologias e políticas de proteção aos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato. A Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

Apr 26, 2024 • 29min
O atraso na política de drogas no Brasil - com Ingrid Farias
No dia 16 de abril o Senado aprovou em segundo turno com gritantes 52 votos a favor e 9 contra, a Proposta de Emenda à Constituição que criminaliza o porte e a posse de drogas independente da quantidade. A legislação brasileira vai na contramão de um movimento internacional de repensar as políticas antidrogas. Um detalhe importante para entender o que está em jogo com essa proposta é que essa PEC não estabelece qual a quantidade que separa usuário de traficante, deixando a cargo da avaliação subjetiva da justiça. Uma matéria de 2019 da Agência Pública conta que em São Paulo pessoas negras são mais condenadas por tráfico com menos quantidade de drogas. O que essa nova PEC faz, portanto, é oficializar o caráter explicitamente racista da política antidrogas, que envolve desde quem é abordado pela polícia a quem é mais punido pela justiça. Para falar sobre isso o Pauta recebe neste episódio Ingrid Farias, fundadora da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas, a RENFA. A Ingrid é Especialista em política de drogas redução de danos e participação política na América Latina e conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy sobre os impactos caso essa PEC avance o que ela representa e também que caminhos mais interessantes o Brasil poderia escolher que vá para além do discurso punitivista e do aparato de repressão das polícias. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Conheça o podcast Cirandeiras. Quem faz o Pauta: Apresentação: Andrea Dip e Clarissa LevyProdução: Ricardo TertoApoio de produção: Stela DiogoPauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa LevyRoteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo TertoArtes e ID Visual: Tayná GonçalvesCoordenação de Redes Sociais: Ravi SpreiznerChamadas e teasers: Breno AndreataTrilha original composta por: Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org A Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

Apr 19, 2024 • 29min
Elon Musk e a extrema direita nas redes - com Estela Aranha
Em abril, Elon Musk, que já demonstrou aproximação com a agenda da extrema direita, acusou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de censura autoritária no Twitter. O empresário ameaçou desobedecer às leis brasileiras, aumentando as tensões sobre liberdade de expressão e o uso de redes sociais para espalhar discursos de ódio. Essas alegações coincidem com o lançamento do "Twitter Files Brazil", divulgado pelo jornalista Michael Shellenberger, que inclui e-mails trocados entre advogados do Twitter, acusando Moraes de censura e de exigir dados de usuários sem autorização. Uma série de inconsistências acabaram por demonstrar que as acusações eram menos revelações bombásticas e mais uma estratégia da extrema-direita nas redes, que tenta incluir crimes de ódio e ataques dentro da falácia de liberdade de expressão. Neste episódio o Pauta recebe a advogada e ativista de direitos digitais, Estela Aranha, ex-titular da Secretaria dos Direitos Digitais no Ministério da Justiça e presidente da Comissão de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB. Além de detalhar a fragilidade jurídica das acusações de censura por Elon Musk e ataque às Instituições, Estela explica as nuances desta disputa que se intensifica em ano eleitoral. A entrevistada reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais e a necessidade de regulamentação das redes. A Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

Apr 12, 2024 • 37min
Bilionários, impostos e a conta que não fecha - com Eliane Barbosa
Nunca os mais ricos foram tão ricos. Semana passada saiu a lista anual da Forbes que mostra quem são os maiores bilionários do mundo. A lista aponta que a fortuna somada dos super ricos em 2024 chegou a 14,2 trilhões de dólares, um recorde histórico e que representa um aumento de mais de 1 trilhão com o ano anterior - que também foi recorde. Segundo relatório da OXFAM de janeiro de 2024, 63% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1% da população enquanto 27% dos ativos financeiros do país estão na mão dos 0,01% mais ricos. No entanto, é justamente quem está no alto da pirâmide quem proporcionalmente paga menos tributos, o que aumenta ainda mais o desequilíbrio entre quem contribui e quem recebe os benefícios do Estado. Essa desigualdade causa sérias consequências para a sociedade, pois quando um grupo minúsculo detém tamanho poder, é capaz de influenciar as leis e desafiar a democracia. Para trazer uma panorama dessa situação e a urgência do avanço da Justiça tributária, como a taxação de grandes fortunas, o Pauta Pública recebe a pesquisadora e professora Eliane Barbosa, autora do livro Tributação Justa, Reparação Histórica - uma discussão necessária, lançado pela editora Casa do Direito. Eliane detalha de forma acessível porque bilionários e impostos são uma conta que não fecha. A Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

Apr 5, 2024 • 42min
Milícia e Estado, é só o começo? - com José Cláudio Souza Alves
“É o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Sem eles, você não vai montar a milícia.”Dia 24 de março a Polícia Federal prendeu o deputado federal Chiquinho Brazão, além do seu irmão o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Domingos Brazão e o ex-chefe da polícia civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, acusados de encomendar e articular a morte de Marielle Franco e atrapalhar as investigações do caso. A motivação, segundo a PF, seria uma disputa política por um terreno no RJ, localizado em área dominada por milícias. Para o convidado do Pauta dessa semana essa resposta é incompleta. O sociólogo José Cláudio Souza Alves é um dos grandes estudiosos do tema e há mais de 30 pesquisas sobre o surgimento e expansão das milícias. Nesta conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy, José Cláudio detalha quais elementos são necessários para a implantação deste tipo de crime em um território e como o poder do Estado se torna imprescindível para sua organização e crescimento. Para ele, ainda estamos no começo da relação entre milícia e Estado, que remete à própria história do país e que ainda estamos distantes de compreender em toda sua complexidade. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVAConheça o podcast Finitude ==== Quem faz o Pauta: Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy||Produção: Ricardo Terto || Apoio de produção: Stela DiogoPauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||Artes e ID Visual: Tayná Gonçalves ||Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||Chamadas e teasers: Breno Andreata ||Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.orgA Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

Mar 29, 2024 • 1h 3min
Golpe 60 anos, o militarismo de ontem e hoje- com Celso Castro
A derrubada do Presidente João Goulart, articulada pela Força Militar, entre 31 de março e 2 de abril de 1964 marca o início do Golpe Civil-Militar ou Ditadura Militar no Brasil. Com a justificativa de ser uma espécie de "governo de transição" temporário para um retorno à normalidade, o intervenção foi o início de um regime marcado por violência, torturas, perseguição política e mortes, que durou 21 anos. Muito tempo.A retomada da democracia se deu a partir do que se comprovou ser um acordo frágil de silêncio e impunidade. Mas familiares de desaparecidos, vítimas de violência e grupos da sociedade civil rejeitaram esse pacto e ao longo dos governos democráticos que sucederam a ditadura, houve diversos tipos de atos em homenagem às vítimas desse período sombrio da história do Brasil. Buscando para além da memória, a reparação. No aniversário de 60 anos do golpe, no entanto, ocorre uma surpresa, o presidente Lula decide ordenar o cancelamento, oficialmente, de atos em memória dos mortos e desaparecidos da Ditadura, que seriam realizados pelos ministérios da Cidadania e da Defesa. Segundo o Presidente é uma tentativa de evitar confrontos com os militares diante do avanço das investigações sobre articulação golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.Será que estamos mesmo superando o passado, ou nos condenando a repetí-lo?Neste episódio especial e com uma abertura diferente, o Pauta traz uma entrevista gravada há alguns meses. Natalia Viana e Guilherme Amado entrevistam o diretor da Escola de Ciências Sociais da FGV, Celso Castro. Antropólogo, historiador, escritor e pesquisador, Celso é um dos nomes mais importantes do país no estudo dos militares e nessa conversa detalha, para além dos eventos recentes, a ideologia militar que é de onde vingaram os planos de rupturas democráticas. Como é construída essa doutrina e como caminhamos para esse momento em que os militares retornaram à política, dessa vez entranhados em governos democraticamente eleitos. Vamos entender um pouco mais sobre o militarismo de ontem e hoje.A Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

Mar 22, 2024 • 1h 4min
Especial Mundo em colapso - com Ailton Krenak, Carlos Nobre e Daniela Chiaretti
No último dia 13 de março, a Agência Pública promoveu como parte da celebração de 13 anos de sua história, três debates sobre o futuro da democracia em diferentes perspectivas – do jornalismo ao clima. A conversa de encerramento do evento mergulhou na discussão sobre Antropoceno e Mudanças Climáticas.A mesa propôs um diálogo entre o ativista e escritor Ailton Krenak, o climatologista Carlos Nobre e a jornalista Daniela Chiaretti, mediado por Giovana Girardi, chefe da cobertura socioambiental da Pública.No debate, repleto de momentos marcantes, Ailton Krenak falou sobre a necessidade de conhecer a cosmovisão sobre as mudanças climáticas e trouxe imagens bem vívidas de como de tanto "comer a terra e os oceanos" e se ver como uma espécie afastada das demais, o ser humano caminha para o seu próprio fim. O cientista Carlos Nobre detalhou porque é importante chamarmos de Antropoceno esse momento em que vivemos e o que nos espera para um futuro muito próximo de aquecimento das temperaturas. Em paralelo, Daniela Chiaretti refletiu sobre o papel fundamental de comunicar para as pessoas a gravidade do que estamos vivendo e porque é urgente uma mudança geral na sociedade.Escute a conversa no novo episódio do Pauta Pública e para conferir na íntegra todas a programação do evento de aniversário, é só acessar o Youtube da Pública. A Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

Mar 15, 2024 • 28min
Governo e congresso: o cabo de guerra do orçamento - com Mateus Vargas
O controle do congresso sobre o orçamento é um processo que vem acontecendo de forma impositiva e pode comprometer o futuro do país. Desde que o Orçamento Impositivo foi instituído em 2015 pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o jogo da governabilidade deu um giro no Brasil, inaugurando uma nova era política no país.Mais tarde, no governo Bolsonaro, com as emendas do relator, apelidadas de Orçamento Secreto, a Câmara centralizou um poder inédito que deu a Arthur Lira status de um dos homens mais poderosos da política. Ainda que as Emendas do Relator tenham sido suspensas pelo STF em novembro de 2021, hoje o legislativo concentra boa parte do poder sobre os recursos do orçamento para interesses que muitas vezes não se alinham com o projeto político do governo, levando à chamada governabilidade a uma encruzilhada. Essa disputa impacta como políticas públicas são aplicadas ou negligenciadas em áreas como Saúde, Educação, Segurança e Meio-ambiente e são especialmente decisivas em um ano eleitoral. Mas como funciona esse jogo político complexo e quais as possibilidades do governo para manobrar diante do poder cada vez maior da Câmara e, por consequência, do chamado centrão?Para tentar entender um pouco mais sobre o cabo de guerra do orçamento entre o governo e o Congresso, o Pauta recebe o jornalista Mateus Vargas. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mateus já passou por veículos como o Estado de S. Paulo e pelos sites JOTA e Poder360 e atualmente escreve para a Folha de S. Paulo.Para saber mais: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/02/congresso-controla-ao-menos-30-da-verba-de-[…]l?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptwhttps://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/03/saude-aumenta-teto-para-emendas-e-tenta-aliviar-pressao-do-congresso.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwaA Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa

Mar 8, 2024 • 32min
A luta em Marajó para além do sensacionalismo - com Irmã Henriqueta
"A nossa população marajoara precisa sim de oportunidades não de esmola. Muitas pessoas estão desesperadas com essas falsas notícias."Desde que em 2019, a ex-ministra do governo Bolsonaro e agora senadora, Damares Alves, fez acusações alarmantes e sem provas sobre casos de abusos sexuais na região de Marajó, no Pará, de tempos em tempos a região passou a ser alvo de campanhas de fake news. Recentemente voltou a ser veiculado o boato de que na ilha crianças eram mutiladas para facilitar abusos e que bebês recém-nascidos sofriam violência sexual, tendo grande repercussão inclusive entre influenciadores digitais. Mas o que está por trás desse tipo de difamação e qual é a verdadeira vulnerabilidade social no território? Para se aprofundar melhor nessa história o Pauta Pública recebe a ativista Irmã Henriqueta Ferreira Cavalcante, um dos nomes mais reconhecidos na luta contra a exploração sexual no Pará, cuja a trajetória a fez bater de frente com abusadores e oportunistas a ponto de precisar andar com escolta policial devido às ameaças de morte que sofreu.Neste episódio Irmã Henriqueta detalha o impacto que esses boatos tem na vida das crianças da comunidade e como se dá a verdadeira atuação contra casos de abusos sexuais na região de Marajó, para além do sensacionalismo.Para saber mais:Referência no combate à violência sexual diz que Damares não protegeu crianças do Marajó: https://apublica.org/2022/10/referencia-no-combate-a-violencia-sexual-diz-que-damares-nao-protegeu-criancas-do-marajo/Políticos bolsonaristas pagaram para impulsionar denúncias falsas sobre Marajó:https://apublica.org/2024/02/politicos-bolsonaristas-pagaram-para-impulsionar-denuncias-falsas-sobre-marajo/A Pública quer te ouvir: participe da pesquisa sobre nossos podcasts e ganhe desconto em livros!Queremos conhecer quem nos acompanha e saber como podemos melhorar nossos podcasts. Ajuda a gente?A pesquisa é anônima e leva menos de 5 minutos, mas faz diferença pro jornalismo em áudio da Pública! E quem responder a pesquisa ganha um desconto de 20% em livros na Arquipélago Editorial! 👉 Participe aqui: apublica.org/pesquisa


