

Estadão Analisa com Carlos Andreazza
Estadão
O podcast do Estadão traz a colunista Carlos Andreazza em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
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Sep 10, 2021 • 21min
Dentro de Guantánamo: uma viagem à herança americana da Guerra ao Terror
A prisão de Guantánamo, criada por George W. Bush após os atentados de 2001 para trancafiar terroristas, atravessa governos americanos como uma herança incômoda da guerra ao terror. Os Estados Unidos chegam ao aniversário de 20 anos dos ataques com a prisão de Guantánamo ainda aberta, presos sem acusação formal e julgamentos intermináveis à margem da lei americana. Não há respostas legais aos acusados pela arquitetura do ataque às Torres Gêmeas, nem responsabilizações pelos atos de tortura do próprio governo. Obama fracassou em fechá-la. Trump nem tentou. Joe Biden promete acabar com o presídio que virou símbolo de tortura e violações, mas enfrentará resistências. Neste episódio especial do 'Estadão Notícias', a repórter Beatriz Bulla, correspondente do Estadão em Washington, viaja até Guantánamo para contar qual é a situação atual da prisão e as curiosidades dessa base naval americana. Cerca de 780 presos já passaram pela prisão, mas a maioria foi transferida para outros países ainda nos governos Bush e Obama. Hoje, são 39. Só dois dos detentos que continuam na base foram condenados pelas comissões militares. A maior parte nunca foi sequer acusada. Dez já podem ser transferidos para outros países; 17 têm casos que devem ser revisados e outros dez estão à espera da sua vez nas comissões militares. Entre eles os cinco acusados de arquitetar o 11 de setembro. A saída dos EUA do Afeganistão pressiona Biden a resolver esse imbróglio. A reportagem do Estadão passou quatro dias em Guantánamo para acompanhar sessões das comissões militares, uma espécie de julgamento dos poucos detentos que foram acusados de terrorismo e crimes de guerra. E contamos tudo aqui. Apresentação, roteiro e reportagem: Beatriz BullaProdução: Julia Corá.Montagem: Carlos Amaral. Editor do núcleo de áudio do Estadão: Emanuel BomfimSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 10, 2021 • 36min
ESPECIAL: 20 anos do atentado de 11 de setembro
Há 20 anos, no dia 11 de setembro, um atentado terrorista em solo americano mudou definitivamente a história. Um grupo de terroristas ligados à Al-Qaeda sequestrou quatro aviões comerciais e, como se fossem mísseis, os lançaram em direção às Torres Gêmeas e ao Pentágono, matando cerca de 3 mil pessoas. Além de chocar o mundo, o atentado marcou o início da “Guerra ao Terror”, liderada pelos Estados Unidos. Como resposta aos ataques do 11 de setembro, o presidente George W. Bush invadiu o Afeganistão para derrubar o Taleban, que na época controlava o país. O grupo ainda tinha alianças com a própria Al-Qaeda. Havia suspeita de que Bin Laden estivesse em território afegão, acobertado pelos extremistas. Outros países entraram na guerra em apoio aos americanos, como a França, a Alemanha e o Reino Unido. Essa coalizão conseguiu estabelecer na capital, Cabul, um governo apoiado pelo Ocidente. O grupo porém não desapareceu por completo, seguiu com atentados e expandiu sua influência política. Este ano, após quase duas décadas de disputas, os EUA anunciaram a retirada das tropas do país e o grupo extremista islâmico retomou o poder em Cabul, no último dia 15 de agosto. Estima-se que mais de 242 mil vidas foram perdidas, entre civis e militares, durante o conflito. No episódio do 'Estadão Notícias' desta sexta-feira que antecede o 11 de setembro, vamos conversar com quem acompanhou a notícia de perto naquele 2001: o repórter especial do Estadão, Roberto Godoy, que na época era Editor Executivo, e Paulo Sotero, que era correspondente do Estadão em Washington. E para entender o futuro das relações entre os países nesta “era pós guerra ao terror” vamos conversar com o doutor em Relações Internacionais e professor da FAAP, Carlos Gustavo Poggio. Quem também participa da entrevista é o editor de Internacional, Luiz Raatz. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Julia CoráMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 9, 2021 • 31min
As reações ao golpismo de Bolsonaro e a chance de impeachment
As manifestações de 7 de Setembro aumentaram consideravelmente a tensão entre os Poderes em Brasília. As declarações antidemocráticas do presidente Jair Bolsonaro, em seus discursos em São Paulo e em Brasília, geraram uma série de reações institucionais ao longo desta quarta-feira, 8. Um dos pontos mais contestados do discurso de Bolsonaro foi quando disse que não acatarria mais decisões judiciais do ministro do STF, Alexandre de Moraes, a quem chamou de “canalha”. Ele ainda cobrou que o presidente da Corte enquadrasse o magistrado, que é responsável pelos inquéritos que apuram possíveis crimes de Bolsonaro. O presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, respondeu às críticas na sessão plenária desta quarta-feira, afirmando que as atitudes do chefe do Executivo representam um “atentado à democracia”. E que as ameaças de Bolsonaro, se levadas adiante, configuram “crime de responsabilidade”, o que pode levá-lo ao impeachment.Com menos contundência do que Fux, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também se posicionou contra a postura de Bolsonaro, apesar de não citá-lo nominalmente. Lira é quem pode autorizar abertura de processo de impeachment contra o presidente. Partidos como PSDB já se mobilizam mais intensamente nessa direção, após os protestos. As diferentes reações do Judiciário, do Legislativo e da classe política é o que guia nossa conversa quinzenal do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política, em Brasília. Participam no episódio desta quinta-feira do ‘Estadão Notícias’, Felipe Frazão e Marcelo de Moraes. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Julia Corá.Montagem: Moacir Biasi See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 8, 2021 • 33min
Atos fortalecem intenções golpistas de Bolsonaro?
O feriado de 7 de Setembro foi marcado por diversos atos contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro. Foi um longo dia de tensão e ameaças, parte delas feitas pelo próprio presidente, que a cada discurso atacava, mesmo que indiretamente, ministros do Supremo Tribunal Federal. Já na madrugada de segunda-feira, 6, um grupo de apoiadores do presidente furou o bloqueio de segurança e conseguiu entrar com carros e caminhões na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Ao contrário do anunciado pela Polícia Militar do Distrito Federal, não houve um cordão de revista na chegada dos manifestantes bolsonaristas ao local. Pela manhã, Bolsonaro participou do hasteamento da bandeira, andou de helicóptero sob o local e desfilou no tradicional Rolls-Royce até a Praça das Bandeiras com a condução do ex-piloto de Fórmula 1, Nelson Piquet. Quando discursou, o presidente atacou o STF e falou que pretende se reunir com o “Conselho da República”. Em São Paulo, no protesto da Avenida Paulista, Bolsonaro voltou a falar sobre a urna eletrônica e exigiu voto impresso e auditável e desta vez direcionou suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Os ataques do presidente Jair Bolsonaro nas manifestações também mobilizaram PSDB, PSD, Solidariedade e MDB a discutirem um novo pedido de impeachment contra o chefe do Executivo. No episódio desta quarta-feira do Estadão Notícias vamos ouvir o relato dos repórteres do Estadão que participaram da cobertura dos protestos. Em São Paulo, o repórter Tulio Kruse, e de Brasília a repórter Camila Turtelli. Para fazer uma análise de como será o contexto político daqui para frente convidamos a colunista do Estadão e da Rádio Eldorado, Eliane Cantanhêde, e também o cientista político da Consultoria Pulso Público, Vitor Oliveira. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Julia CoráMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 7, 2021 • 29min
Crise de energia: como superar dependência das hidrelétricas?
O Brasil se destaca por sua matriz energética renovável. A chamada energia limpa é toda a produção que não emite substâncias poluidoras, como a energia solar, eólica, geotérmica, hidráulica, biomassa e maremotriz. No Brasil, 62% da energia é gerada pelas hidrelétricas, uma fonte renovável. Essa porcentagem vem diminuindo nos últimos anos, dando lugar a outras fontes de geração de energia. Mesmo assim, o setor está saturado e não consegue dar conta da demanda do país, crise agravada por causa do clima e da falta de chuvas que esvazia reservatórios das hidrelétricas. Uma das alternativas foi importar energia de países vizinhos e acionar mais usinas termelétricas, uma produção não renovável que além de causar mais impactos ambientais com a queima de combustíveis fósseis, encarece a conta de luz. O custo elevado da energia impacta também na inflação dos produtos e no setor produtivo, dos serviços até a indústria e a construção civil. Para que o País não passe por essa situação novamente é necessário buscar soluções inovadoras a médio e longo prazo, como a diversificação da nossa matriz energética. No episódio desta terça-feira do ‘Estadão Notícias’, vamos conversar sobre o futuro energético do país com o professor de Ciências Ambientais da UNIFESP, Décio Semensatto. E para conhecer mais as potencialidades da energia solar, uma das alternativas para a crise, entrevistamos Markus Vlasits, coordenador de armazenamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Apresentação: Emanuel BonfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Julia Corá.Montagem: Moacir Biasi See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 6, 2021 • 28min
O teste de resistência da democracia no 7 de Setembro
As manifestações do dia 7 de setembro ainda nem aconteceram, mas já vem movimentando o cenário político e institucional brasileiro há algum tempo. O que preocupa autoridades e especialistas é o teor antidemocrático da mobilização, que ameaça ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e opositores ao governo de Jair Bolsonaro. O próprio presidente já confirmou sua presença nos eventos de Brasília e São Paulo e há algumas semanas vem convocando apoiadores para as manifestações. Na internet, os bolsonaristas dominam a discussão sobre o feriado. De acordo com levantamento da Bites, das 100 mensagens sobre o dia com mais recirculação no Twitter, 97 são publicações a favor dos protestos. Entretanto, a maior preocupação das autoridades está sendo a participação de policiais militares da ativa, ato que é considerado ilegal. O Estadão apurou que policiais militares têm ajudado a impulsionar as manifestações em pelo menos seis Estados. Em Sorocaba, interior de São Paulo, o coronel Aleksander Lacerda, à frente do Comando de Policiamento do Interior, convocou ‘amigos’ em redes sociais para ato bolsonarista, além de fazer ataques ao STF em sua conta. Após a reportagem, ele foi desligado do posto por indisciplina. Ao menos 16 Estados já têm manifestações programadas. Além de policiais, o 7 de Setembro deve também mobilizar outros grupos do ‘bolsonarismo raiz’. Organizadores dizem que irão propagar ideias do campo bolsonarista. Inclusive temas já superados pelo Congresso, como o voto impresso e o pedido de impeachment de ministros do Supremo. No episódio do ‘Estadão Notícias’ desta segunda-feira, vamos conversar sobre o perfil destes manifestantes com o repórter do Estadão em Brasília, Felipe Frazão. E para entender as consequências destes protestos para a democracia brasileira, convidamos para o debate o cientista político e professor da FGV, Claudio Couto. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Julia CoráMontagem: Moacir Biasi See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 4, 2021 • 22min
Tecnologia #183: #Start Eldorado: Inteligência e jornada digital na saúde - Parte 1
Digitalização da saúde, com o uso intenso de inteligência de dados em toda a jornada do paciente, do primeiro atendimento ao tratamento. Dispositivos capturando informações revertidas em ganhos para o desempenho dos sistemas hospitalares. As preocupações com a segurança das informações nestes ambientes. Em mais um programa da série "InfraWeek", o Start Eldorado recebe EIiezer Silva, diretor de Medicina Diagnóstica e Ambulatorial do Hospital Israelita Albert Einstein e responsável por Transformação Digital na instituição, e Luciano Moizio, diretor de tecnologia da NEC, para a primeira parte da conversa sobre esses temas. O Start vai ao ar todas as quartas-feiras, às 21h, na Rádio Eldorado FM 107,3 - SP, com a apresentação de Daniel Gonzales.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 3, 2021 • 25min
Ainda há tempo para a construção de uma terceira via?
O tempo está passando e cada vez fica mais difícil viabilizar um representante que se lance como alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro. Nessa corrida pela terceira via, muitos nomes foram colocados, seja da política tradicional ou fora dela, como o de Ciro Gomes, João Doria, José Luiz Datena, o do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e até do apresentador Luciano Huck, que já desistiu da candidatura para substituir o Faustão nos domingos da Rede Globo. Por conta da CPI da Covid, novos nomes do Senado também começam a surgir como possíveis concorrentes à Presidência. É o caso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de Simone Tebet (MDB-MS) e, mais recentemente, de Alessandro Vieira (Cidadania-SE). São candidaturas com perfil semelhante, buscam um caminho mais moderado, apoiados pelo centro e com bandeiras como combate à corrupção. Na pesquisa eleitoral recente divulgada pela Genial/Quaest, o ex-presidente Lula segue com quase a metade dos votos em um cenário de primeiro turno e iria para o segundo turno com Bolsonaro, onde venceria a disputa. Além do alto percentual de eleitores sem candidato, o levantamento diz que 25% dos entrevistados, quando oferecida a opção, preferem alguém que não seja nem Lula, nem Bolsonaro. Em agosto, essa fração era de 28%, o número está em queda e segundo especialistas é necessário um nome concreto para conquistar os eleitores. No episódio desta sexta-feira do 'Estadão Notícias', vamos conversar sobre a viabilidade de uma candidatura de terceira via à Presidência com a cientista política e pesquisadora na Fundação Getulio Vargas (FGV), Lara Mesquita.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 2, 2021 • 25min
PIB fraco e economia sem tração: vamos sair da lama?
O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos na economia em um período, voltou a cair, 0,1% em relação ao primeiro trimestre de 2021. O resultado negativo veio após três altas consecutivas e ficou abaixo das estimativas dos economistas. No início do ano, a retomada da economia brasileira foi puxada por atividades como a agropecuária e a indústria extrativa, voltadas para a exportação. Já neste segundo trimestre, o comportamento da economia foi mais parecido com o “normal”. O setor de serviços, que responde por pouco mais de 70% da economia, voltou a aquecer. Os dados recentes do setor correspondem a um aumento de 0,7% sobre o primeiro trimestre. No lado da demanda, o consumo das famílias, que tem um peso de cerca de 60% no total do PIB, ficou estável. A desorganização geral das cadeias globais de produção da indústria, com encarecimento do frete e falta de insumos básicos, puxou a retração de 0,2% no PIB da indústria, na comparação com o início do ano. A agropecuária, que tinha sido um dos motores de crescimento no primeiro trimestre com safra recorde de soja, também recuou 2,8% no segundo trimestre. O vilão do setor foi a falta de chuvas que afetou o centro-sul do país. No episódio desta quinta-feira do ‘Estadão Notícias’, vamos analisar essa queda nos indicadores e as perspectivas para o futuro da economia no País com o economista Claudio Considera, Coordenador do Monitor do PIB e pesquisador associado do FGV IBRE. E para discutir as perspectivas políticas deste cenário de retração do PIB, vamos conversar com a colunista do Estadão, Adriana Fernandes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 1, 2021 • 25min
Indígenas em vigília: o debate sobre o 'marco temporal'
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta quarta-feira, 1º, o julgamento do “marco temporal” que pode mudar o destino de centenas de processos de demarcações de terras indígenas em andamento na Justiça brasileira. Na semana passada, mais de 6 mil indígenas se mobilizaram e acamparam na Esplanada dos Ministérios - cerca de mil continuam no local para acompanhar a decisão. O processo analisado pelo STF vai determinar se cabe ou não aplicar sobre as demarcações novas, ou em andamento, essa linha de corte a partir da data da promulgação da Constituição. Ou seja, uma terra indígena só poderia ser demarcada se for comprovado que os indígenas estavam sobre a terra no dia 5 de outubro de 1988. Quem estivesse fora da área nesta data ou chegasse depois deste dia, não teria direito a pedir sua demarcação. Especialistas apontam que o marco pode inviabilizar a demarcação de terras ainda não regularizadas, assim como pode abrir a possibilidade de questionamentos sobre terras já demarcadas. No episódio desta quarta-feira do Estadão Notícias, vamos conversar sobre as questões legais que envolvem a demarcação de terras com o procurador da República Julio José Araujo Junior e autor do livro: "Direitos territoriais indígenas: uma interpretação intercultural". Também vamos ouvir o indígena Maurício Ye'kwana, Diretor da Hutukara Associação Yanomami, e o repórter de política do Estadão em Brasília, André Shalders. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Julia Corá Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.


