Estadão Analisa com Carlos Andreazza

Estadão
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Feb 11, 2022 • 26min

O purgatório da terceira via

O cenário eleitoral para a chamada terceira via - esse bloco de candidatos que tenta rivalizar com a disputa entre Lula e Bolsonaro - não está nada fácil. As últimas pesquisas de intenção de voto mostram esses pré-candidatos estacionados, ainda sem atingir os almejados dois dígitos. Não bastasse o desempenho frustrante, esses presidenciáveis estão sofrendo pressões internas nos respectivos partidos em função da distribuição de recursos do Fundo Eleitoral. Parlamentares cobram fatias maiores para a eleição proporcional. Ciro Gomes (PDT), Sergio Moro (Podemos), João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) já enfrentam resistências, “fogo amigo” e questionamentos sobre o potencial de se chegar ao segundo turno. O caso de Doria é mais o agudo atualmente. Dirigentes tucanos articulam para desembarcar da sua candidatura, enquanto Lula investe na aproximação com nomes históricos do partido. O afunilamento das candidaturas da terceira via será um processo natural? Quem vai resistir até outubro? Analisamos o tema na edição desta sexta-feira (11) do podcast com o cientista político e coordenador do blog e podcast Legis-Ativo, Humberto Dantas. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Julia Corá, Jefferson Perleberg e Ana Paula NiederauerMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 10, 2022 • 35min

As reflexões necessárias sobre o caso Monark

No início desta semana, um dos episódio do Flow Podcast, programa de entrevistas, ganhou ampla repercussão por conta de uma fala com apologia ao nazismo de um dos apresentadores, Bruno Aiub, o “Monark”. No debate, estavam como convidados os deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP). Eles falavam sobre liberdade de expressão quando Monark defendeu a formalização do partido nazista junto à Justiça Eleitoral, contrariando a Constituição brasileira. A deputada Tabata Amaral rebateu as afirmações do apresentador classificando-as como “esdrúxulas” e citando o holocausto na Alemanha nazista, período marcado pelo extermínio de mais de 6 milhões de judeus. O deputado Kim Kataguiri endossou a fala de Monark, indicando que a criminalização do nazismo na Alemanha foi um erro. Kataguiri ainda comparou o partido nazista aos defensores do comunismo, ponderando a existência do PCdoB e do PCB. O conteúdo rapidamente viralizou, causando indignação nas redes sociais, a ponto da embaixada da Alemanha no Brasil dizer que "defender o nazismo não é liberdade de expressão”. Patrocinadores cancelaram contratos com o podcast e a produtora acabou por demitir o apresentador. Já a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público de São Paulo abriram inquérito para apurar crime de apologia ao nazismo.  No episódio do 'Estadão Notícias' desta quinta-feira,  10, vamos falar sobre antissemitismo e intolerância com Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil. E para tratar das questões da liberdade individual e de expressão, entrevistamos a advogada especialista em Direito Público, Vera Chemim. O programa ainda ouviu a deputada federal Tabata Amaral, que explica o motivo de ter ficado até o fim no debate, e o Diretor Executivo do Museu Judaico de SP, Felipe Arruda.  Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá e Ana Paula NiederauerMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 9, 2022 • 25min

O vitimismo de Paulo Guedes e os rumos da economia

Há três anos à frente do ministério da Economia, Paulo Guedes não mudou em nada sua defesa pelo liberalismo. Ao menos na retórica, já que, na prática, o governo Bolsonaro dificilmente seria enquadrado como um representante desta escola nas suas políticas econômicas.Em entrevista exclusiva ao Estadão, aos repórteres Adriana Fernandes e José Fucs, o ministro culpou a pandemia pelo fracasso na aprovação de reformas e pela atual situação da economia brasileira. Guedes reclamou da “falta de apoio” para implementar a sua agenda liberal. O ano eleitoral o pressiona ainda mais, já que as chances de aprovar reformas estruturantes ou privatizações no Congresso são muito reduzidas. Para piorar, a tentação pela gastança como forma de atrair apoio é enorme. O que resta a Guedes em 2022? No episódio do ‘Estadão Notícias’ desta quarta-feira, 09, apresentamos alguns dos principais trechos dessa entrevista e fazemos um balanço de sua gestão numa conversa com o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá e Ana Paula NiederauerMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 8, 2022 • 34min

Sem 'timing': a ida de Bolsonaro à Rússia

A visita do presidente Jair Bolsonaro à Rússia, prevista para a próxima semana, se dá num contexto de grande tensão diplomática e militar. Mais de 100 mil soldados russos estão  concentrados perto da fronteira com a Ucrânia e podem invadir o país a qualquer momento.A crise envolve outros importantes atores na geopolítica global, como os Estados Unidos, a Otan e a China. O receio da presença do presidente brasileiro na Rússia é o impacto diplomático e econômico que a visita oficial possa causar. Em entrevista ao podcast ‘Estadão Notícias’, o diplomata e ex-ministro Rubens Ricupero, afirma que a visita é inoportuna e sem relevância para a política internacional brasileira. “É um péssimo instante para uma visita presidencial a Moscou. Ela será mal interpretada pelo mundo inteiro, como apoio a um governo autoritário que desafia a paz mundial”, declarou. O conflito entre Rússia e Ucrânia se intensificou quando o governo russo anexou a península da Crimeia em 2014. O Kremlim quer que o Ocidente prometa que a Ucrânia não fará parte da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A agenda de Bolsonaro na Rússia será curta e deverá incluir um encontro formal com Vladimir Putin, um evento empresarial e tentativas de manter aberto o fluxo de exportação de fertilizantes para o agronegócio brasileiro. No Brasil, até ministros da chamada "ala política" do governo federal atuam nos bastidores para convencer o presidente a desistir ou adiar a visita para março, segundo apurou o Estadão.  No episódio desta terça (07) do podcast, analisamos a viagem fora de hora de Bolsonaro com Rubens Ricupero, que foi embaixador do Brasil em Washington e subsecretário-geral da ONU. E para falar sobre a iminência de um conflito no Leste Europeu e o poderio militar envolvido, conversamos com o  repórter especial do Estadão, especialista em segurança, Roberto Godoy. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá e Ana Paula NiederauerMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 7, 2022 • 22min

Vacinação infantil: por que a fila não anda?

A vacinação infantil contra a covid-19 começou de forma muito lenta no Brasil. O atraso para o início da imunização, mesmo com a vacina já aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a falta de imunizantes e a desinformação e desincentivo por parte do governo e do presidente Bolsonaro à vacinação das crianças, só agravam este cenário. Em um levantamento feito pelo Estadão junto aos governos estaduais mostra que, no início da semana passada, cerca de 1,9 milhão de crianças tinham sido vacinadas no Brasil, o que equivale a apenas 10% do público-alvo. Até a última terça-feira, o governo federal tinha distribuído 8 milhões de doses para imunizar as 20 milhões de crianças brasileiras.  O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o SUS teria capacidade de vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia e este número foi atingido diversas vezes durante a campanha de imunização de adultos contra a covid-19. Em 15 dias de campanha, o país teria capacidade de imunizar 75% do público alvo, mas fez só 10%. Nesse ritmo a campanha levará seis meses. No episódio do podcast desta segunda-feira, 07, vamos conversar sobre os dados da vacinação infantil no país, numa apuração exclusiva do Estadão, com a repórter de Infografia, Mariana Hallal. O episódio ainda contém depoimentos com a opinião de especialistas sobre o assunto.  Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá, Gabriela Forte e Mariana HallalMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 5, 2022 • 20min

Tecnologia #205: #Start Eldorado: Inovações e possibilidades do 5G

No Start Eldorado, você ouve a segunda parte da conversa com Leonardo Capdeville, CTIO da TIM, sobre o cenário da quinta geração no País. Ele conversa com o apresentador Daniel Gonzales sobre temas como network slicing, redes privadas de alta velocidade e seus impactos no modelo de negócios da operadora e fala sobre o modelo de arquitetura aberta (Open RAN) que, para ele, vai se tornar o padrão na expansão do 5G em alguns anos. O Start vai ao ar às 21h, nos 107,3 da Eldorado FM para toda Grande São Paulo, aplicativos e canais digitais, toda quarta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 4, 2022 • 35min

Alckmin como 'vice ativo' e a disputa pelo voto evangélico

Nos últimos dias a chapa ainda não confirmada de Lula e Alckmin está trabalhando para melhorar a imagem do ex-presidente com o agronegócio. O ex-governador paulista quer ser atuante dentro do possível governo e, por isso, Lula já teria lhe oferecido o Ministério da Agricultura.  O ex-presidente também mira o PSD de Gilberto Kassab. A ideia em negociação é reconduzir Rodrigo Pacheco à presidência do Senado, ao invés de lançá-lo ao Executivo, em troca do apoio à chapa do PT nas eleições. Os pré-candidatos à presidência ainda disputam o voto dos evangélicos que ainda é uma incógnita. O ex-juiz Moro, filiado ao Podemos, já fez sua carta de intenções que agrada em cheio os fiéis, o atual presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula também buscam espaço no campo da fé.  Esses são alguns dos temas eleitorais que vão guiar o nosso debate quinzenal do ‘Poder em Pauta’, com os repórteres diretamente de Brasília, Vera Rosa e Felipe Frazão.  Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson PerlebergSonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 3, 2022 • 27min

Até onde deve ir o cerco a não imunizados?

À medida que a nova variante Ômicron se espalha pelo País e pelo mundo, com recordes de casos de covid-19, a ampliação da cobertura vacinal se faz cada vez mais necessária. Aproximadamente 70% da população vacinável no Brasil já está imunizada. Isso mostra que, ao menos aqui, o discurso anti-vacina não teve a mesma força como em outros países. Apesar da não obrigatoriedade do imunizante, muitos gestores passaram a  exigir o passaporte vacinal. A prática foi adotada na maioria das capitais, mas também gera discussões acaloradas, nas quais o próprio presidente Jair Bolsonaro tem se posicionado contra. Os governos europeus estão começando a suspender rapidamente restrições relativas à covid, mas vacinar o máximo possível de pessoas é visto como um elemento crucial para o retorno à normalidade.  Aqui no Brasil, um projeto de Lei apresentado prevê que quem não se vacinar contra Covid terá de pagar o próprio tratamento. A proposta é do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), e tramita na Câmara dos Deputados. Pelo texto, cidadãos têm o direito de escolher se vacinar ou não. Mas aqueles que não se vacinarem e contraírem a doença posteriormente terão de arcar com custos hospitalares no SUS. Adotar medidas drásticas é fundamental para fechar o cerco contra não-imunizados? No episódio do podcast desta quinta-feira, 03, discutimos o assunto com o epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal. A repórter especial de Educação do Estadão, Renata Cafardo, conta como as escolas têm lidado com o tema. E também vamos ouvir o relato de como anda a imunização nos Estados Unidos diretamente com a correspondente do Estadão no país, Beatriz Bulla.  Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá e Gabriela ForteMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 2, 2022 • 24min

As mortes evitáveis nas tragédias pelas chuvas

No último fim de semana, o Estado de São Paulo foi atingido por fortes chuvas que causaram enchentes e deslizamentos em mais de dez municípios. Desde dezembro do ano passado, centenas de municípios da Bahia e de Minas Gerais também foram afetados e decretaram estado de emergência. Porém, o clima não é o único responsável pelos desastres. Os desmoronamentos e inundações demonstram a falta de estrutura e investimento na contenção deste tipo de tragédia. Os temporais do fim de semana levaram a cidade de São Paulo superar a média histórica de chuvas esperadas para todo o mês de janeiro: foram 284 milímetros até a tarde de domingo. No Estado, já são 24 mortes confirmadas em oito municípios paulistas e cerca de 1.546 famílias desalojadas ou desabrigadas.  Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, as chuvas foram causadas pela zona de convergência do Atlântico Sul somadas a um ciclone subtropical, o que provocou as primeiras enchentes e deslizamentos de terra na Bahia.  A gestão do governador Doria gastou menos da metade do orçamento previsto para obras de infraestrutura antienchente em todo estado de São Paulo em 2021, apenas 45% do total disponibilizado pelos deputados estaduais. E no ano anterior, o gasto foi menor ainda, apenas 18%. As tragédias deveriam servir de alerta para prevenir novas ocorrências, mas historicamente não é o que se verifica, segundo o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Universidade Federal de SP. “A gente não extrai aprendizagens preventivas com as tragédias, sempre operamos no atendimento a emergências e improviso”, afirma ao podcast.  A cada ano novos deslizamentos ocorrem sem que haja uma política de prevenção destas catástrofes, garante Nakano. Ele ainda afirma que o planejamento urbano também deve levar em conta as zonas periféricas e as peculiaridades das grandes metrópoles. “É necessário lidar com os reais problemas coletivos, ou a gente vai ficar chorando, aprendendo e desaprendendo a cada nova tragédia”, conclui. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá e Gabriela ForteMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 1, 2022 • 20min

Banco Central segura a onda da inflação?

Esta semana o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, se reúne para definir e fixar a taxa de juros básica da economia. A expectativa do mercado é que a taxa Selic chegue aos dois dígitos e passe de 9,25% para 10,75%. Este ciclo de alta na taxa de juros começou ainda em março de 2021, quando a Selic subiu de 2% para 2,75% ao ano. Desde lá, foram 7 subidas seguidas até o atual patamar, que é o maior dos últimos 4 anos.  O Banco Central tem elevado os juros para combater a inflação, que atingiu 10,06% ao ano em 2021. A instituição atua com base no sistema de metas de inflação. Entre as previsões do mercado financeiro está que a taxa suba para 11,75% ao ano, no próximo mês de março, e que volte a cair somente no começo de 2023. O aumento da Selic é consequência de uma série de fatores como a pandemia e a crise hídrica, que geraram aumento nos preços da energia elétrica e dos alimentos. A falta de insumos para produção, em razão da pandemia, também ajudou na alta dos preços. Para a consultora econômica, Zeina Latif, a desorganização fiscal do governo influenciou no aumento da inflação. “Não existe ação do ministro da Economia para o compromisso com a disciplina fiscal. Cada vez mais a política econômica sai das mãos do governo e fica com o Congresso e isso atrapalha o trabalho do Banco Central”, afirma a economista ao podcast. O controle da inflação poderia auxiliar para a redução da taxa Selic novamente. Porém especialistas dizem que essa redução deve ficar somente para 2023. E está condicionada às decisões do governo eleito este ano, como uma política de credibilidade para as contas públicas e reformas econômicas. No episódio do podcast desta terça-feira, 01, vamos falar sobre o aumento na taxa de juros e as consequências para economia com a consultora econômica, Zeina Latif. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá e Gabriela ForteMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

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