
O Assunto Saúde em risco: a fragilidade da formação médica no Brasil
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Jan 22, 2026 Nesta conversa, Ludhmila Hajjar, médica cardiologista e professora titular de Emergências da USP, analisa as preocupações sobre a formação médica no Brasil após os resultados alarmantes do Enamed. Ela destaca que mais de 30% das faculdades de medicina reprovadas podem resultar em profissionais malformados, colocando pacientes em risco. Ludhmila propõe a implementação de avaliações práticas mais frequentes e faz um alerta sobre a necessidade de conectar a formação ao SUS, além de criticar o crescimento indiscriminado de cursos de medicina.
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Fracasso Generalizado No Enamed
- O Enamed mostrou que mais de 30% dos cursos de medicina foram reprovados na primeira avaliação nacional.
- Isso indica fragilidade estrutural na formação médica em larga parte das faculdades brasileiras.
Expansão Sem Critérios De Qualidade
- A expansão desenfreada de vagas e cursos não foi acompanhada por critérios de qualidade nem infraestrutura adequada.
- O Conselho Federal de Medicina relacionou o crescimento acelerado, sobretudo no setor privado, com queda na proficiência.
Recém‑Formados Sem Experiência Prática
- Ludhmila Hajjar relata que muitos egressos nunca intubaram, drenaram tórax ou fizeram reanimação após seis anos de curso.
- Ela descreve pedidos diretos de alunos recém-formados pedindo-lhe para ensiná-los procedimentos básicos.
