

A Beleza das Pequenas Coisas
Expresso
Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser
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Mar 16, 2018 • 1h 59min
Luís Franco-Bastos: “Um amigo que se ofenda com uma piada não é um amigo assim tão bom. O único mau humor é o que não tem graça”
Ele é a voz de Portugal. Ou melhor, é a voz de muitos dos nossos cromos. Da política ao futebol e, até mesmo ao humor, Luís Franco-Bastos consegue a proeza de imitar tal e qual o registo e os trejeitos vocais de Cristiano Ronaldo, Alberto João Jardim, Bruno de Carvalho, Marcelo Rebelo de Sousa e muitos, muitos mais. Este humorista, especializado em ‘stand up’, cumpre agora dez anos de carreira e já tem um talk show num canal do Youtube, o “Erro Crasso” - que apresenta com o jovem humorista Pedro Teixeira da Mota - onde está a fazer televisão fora da televisão. “O Youtube e a internet são um poder que trouxe uma democratização da cultura e da arte. As pessoas veem o que querem e quando querem. Um artista já não tem de passar pelos postos de decisão de um diretor de programas acabrunhado e quadradão.” Nesta conversa, o humorista recorda o dia da morte da mãe em que estreou um espetáculo a solo: “O humor salvou-me nesse dia. Subi ao palco, pus a ferida no congelador, e evitei outra tragédia: cancelar o meu espetáculo”. Para ouvir neste episódio do podcast A Beleza das Pequenas Coisas. Que conta, claro, com algumas ‘participações especiaisSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 9, 2018 • 1h 45min
Manuela Azevedo: “Aprendi a dançar e a cantar com um irmão enquanto tinha as ovelhas a pastar. Começou aí o prazer pela música...”
Parece um título de um poema bucólico. Mas não é. Os primeiros anos de vida de Manuela Azevedo, a voz dos Clã, também se escrevem com poesia, dança e muita música pop e clássica. Manuela nasceu numa pequena localidade, em São Simão da Junqueira, Vila do Conde, e esteve para ser advogada, "como Perry Mason". Mas um convite do músico Hélder Gonçalves ditou-lhe o destino. “Arriscar é importante para descobrirmos coisas novas sobre nós próprios e sobre a vida. É escolher o lado errado, o coração, o mais imprevisível.” Há 26 anos que ela e a sua banda nos dão asas nos pés e nos ajudam a dançar nesta corda bamba do quotidiano. Depois de oito álbuns editados, e um próximo a caminho, Manuela volta a esticar a corda e estreia-se agora na peça musical “Montanha-Russa”, em cena de 9 a 27 de março, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. “É perigoso uma pessoa levar-se demasiado a sério.” Uma conversa reveladora para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 2, 2018 • 2h 3min
Daniel Oliveira: “Conheci estalinistas e fascistas com corações maravilhosos. Todos nós transportamos monstros e anjos”
É um dos nossos mais relevantes fazedores de opinião. Filho do poeta Herberto Helder, sempre recusou ser conhecido como tal ou falar dessa relação. “É sempre pesadíssimo ser filho de alguém. E ser pai também.” Ao contrário de Herberto, a política foi sempre a sua paixão. Daniel é “canhoto na política” desde que se lembra. Foi jornalista, distinguido com o Prémio Gazeta Revelação, escreveu nos blogues “Barnabé” e “Arrastão”, pertenceu ao Partido Comunista e foi dirigente e assessor do Bloco de Esquerda, de onde saiu em 2013. Autor do livro “Década de Psicopatas”, não encontra atualmente em Portugal nenhum político que admire. “E será cada vez mais difícil haver. Há menos espaço para pessoas extraordinárias na política.” Sobre as suas contradições afirma: “Apesar de ligar menos ao dinheiro do que a maioria das pessoas, não consegui ser completamente despegado dele. Por liberdade. Como o meu pai.” E ainda lê em exclusivo um texto desconhecido de Herberto Helder, que integrará um novo livro de crónicas e reportagens do poeta, em Angola, intitulado “Em Minúsculas”, que será editado em breve. Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 23, 2018 • 1h 54min
Maria Elisa: “Claro que fui assediada. Mais de 90% das mulheres da TV e vida artística responderão que sim, se forem honestas”
Foi a primeira mulher na televisão portuguesa a fazer entrevistas políticas e aos 30 já era diretora de programas na RTP. Despertou amores e ódios, foi deputada independente do PSD e saiu zangada da estação pública, onde era figura principal. Garante que vive bem fora de cena, mas com energia para voltar ao seu ‘habitat’ natural, a televisão. “Acho é patético querer ir contra o tempo.” Perto dos 60 encontrou um novo amor. “Conheci o meu marido numa fase em que estava sozinha, triste. Atraiu-me nele a leveza.”Para ouvir no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 16, 2018 • 1h 57min
Kalaf: “O racismo em Portugal continua absolutamente presente mas está mais sofisticado”
Chamam-lhe “o grande agitador cultural”. Isto por abraçar há mais de uma década a mestiçagem musical entre Luanda, Lisboa e o mundo. Ele é Kalaf Epalanga, antes conhecido por Kalaf Ângelo, músico dos Buraka Som Sistema, que lançou agora o seu primeiro romance, “Também os brancos sabem dançar”. Uma conversa que começa por juntar Cavaco Silva à kizomba e termina com um testemunho de amor. Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 9, 2018 • 1h 54min
Jel: “O humor em Portugal é elitista, confinado a quem teve uma vida burguesa. Não há pretos, ciganos ou malta do subúrbio a fazer humor”
Ele anda na luta artística há uns bons anos. Jel, aliás Nuno Duarte, é humorista, produtor, realizador e músico. Há uns tempos 'mandou tudo abaixo' e, junto com o irmão, foi um homem da luta incómodo, subversivo, de megafone na mão, cantarolando palavras de ordem que irritaram a classe política, e não só. Uma dupla que chegou mesmo a vencer há sete anos o Festival RTP da Canção, com o tema 'A Luta é Alegria', e a ter um programa em horário nobre na SIC. Mas, às tantas, a fórmula esgotou-se e a dupla decidiu retirar-se. “Eu podia continuar a fazer os “Homens da Luta” até ao fim da vida, como o Avô Cantigas, mas não quero. Prefiro continuar à procura de um estilo que me sirva”. Dedicado agora à realização de documentários, às crónicas e ao stand up comedy, Jel assume que “já chocou o que tinha a chocar”, que está a passar por uma pequena crise de meia-idade. “Estou mais maduro, mas se calhar com menos graça.” Uma conversa sem máscaras para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 2, 2018 • 1h 50min
Fernanda Torres: “Os meus momentos de glória são muito parecidos com os meus fracassos”
Ela é uma das atrizes mais prestigiadas do Brasil, por cá tornou-se popular com a participação na série televisiva de humor “Os Normais”. Filha de duas figuras maiores da representação – Fernanda Montenegro e Fernando Torres – cedo ganhou uma identidade artística que a levou a ser distinguida, logo aos 21 anos, com o prémio de melhor atriz em Cannes, pelo filme “Eu sei que vou te amar”. Há cinco anos arriscou a literatura e estreou-se no primeiro romance, “Fim”, sobre a vida e a morte de cinco velhos amigos cariocas. A crítica rendeu-se à sua escrita, o que a motivou a escrever o segundo, “A Glória e o seu Cortejo de Horrores”, sobre as desventuras de um ator de meia idade caído em desgraça. “Todo o livro é uma autobiografia. Não existe nenhum autor que não escreva a partir da sua visão”, revela Fernanda nesta conversa franca sobre o bom e o menos bom que ficou lá atrás e as maravilhas e descobertas da maturidade. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 22, 2017 • 1h 55min
Jorge Molder: “O tempo é o chefe do gangue, o tempo subverte o corpo, a vida, as verdades”
Há quem lhe chame o fotógrafo-filósofo ou o filósofo-fotógrafo. Ele é um dos nomes maiores da arte contemporânea e foi o primeiro artista português a ter uma obra na coleção de arte da UNESCO, que integra trabalhos de artistas como Picasso, Miró, Henry Moore, Giacometti ou Le Corbusier. Há quarenta anos que Jorge Molder usa a fotografia e o vídeo, os autorretratos e as autorrepresentações, e enfrenta a própria camera como performer e ator para nos contar histórias através de imagens. Agora que aos 70 anos parte da sua obra acaba de ser publicada em livro na coleção Ph., pela Imprensa Nacional, Molder conta-nos a relação com o tempo e o envelhecimento, como a arte “pode ter um lado muito superficial e desatento”, e revela-nos ainda os jogos de computador que disputa com os netos, as músicas que o acompanham e o que realmente importa na vida, o amor. “É urgente a nossa relação com as pessoas, porque só temos uma vida.” Para ouvir urgentemente neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 15, 2017 • 1h 57min
Mariana Mortágua: “As conquistas sociais destes dois anos mostram que o BE tem capacidade técnica e política para governar”
Francisco Louçã prevê que ela venha a ser a futura ministra das Finanças. Será? Mariana Mortágua chuta a questão para canto, mas garante que o BE “está preparado para governar” em 2019. E que até lá continuará “a dar a cara pelo acordo” com o Governo. O que é certo é que Mariana é uma das estrelas políticas do momento, que deu que falar há dois anos quando confrontou os poderosos ‘Donos Disto Tudo’ na comissão de inquérito do caso BES. Com um forte sentido de justiça social e moral – “sou uma radical defensora dos direitos humanos” – é particularmente crítica com as ‘portas giratórias’ entre o poder político e económico que acusa de serem “frequentes” no PS, PSD e CDS: “Tem havido pouquíssima higiene na gestão de cargos públicos.” Nesta conversa a deputada recorda a infância, os caminhos que a levaram à política, aponta os erros do Governo, fala da ‘falência’ da direita, comenta o escândalo na IPSS Raríssimas que, “ao contrário do que a direita quer fazer crer, não é caso único, não é apenas uma maçã podre num cesto imaculado”. e ainda nos dá música, escolhe as figuras do ano e revela-nos quais são os seus prazeres e ambições. Para ouvir no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 8, 2017 • 1h 51min
José Gil:“O discurso dos afetos passivos de Marcelo não chega. É preciso despertar uma afetividade ativa nos portugueses”
O filósofo e pensador José Gil faz um balanço sobre os principais acontecimentos e figuras que marcaram o país e o mundo em 2017. E não hesita a eleger Marcelo Rebelo de Sousa como a figura do ano. "É o melhor Presidente que nós já tivemos. Levou-nos a esquecer Cavaco. E isso é extraordinário. O país inteiro estava a precisar disso. Mas é preciso um passo seguinte...” Sobre a geringonça afirma que trouxe mais auto-estima e "menos medo à superfície". E ainda recorda a infância em África, os tempos fulgurantes em Paris e fala do desassossego e da volúpia do pensamento que vive aos 78 anos. "De certa maneira não sou deste tempo porque insisto em pensar." Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.


