

Estadão Analisa com Roseann Kennedy
Estadão
O podcast do Estadão traz a colunista Roseann Kennedy em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
Episodes
Mentioned books

Feb 1, 2024 • 27min
A perseguição de Maduro contra opositores e o silêncio de Lula
O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela confirmou na última sexta-feira, 26, a proibição da presidenciável María Corina Machado de ocupar cargos públicos por 15 anos. A medida barra a líder opositora da eleição e reduz as chances de mudança no Palácio de Miraflores ao deixar o caminho livre para mais um mandato do ditador Nicolás Maduro, no poder há 12 anos. A opositora venezuelana María Corina Machado descartou na segunda-feira, 29, desistir de sua candidatura à presidência, apesar da sentença judicial. Por causa disso, os Estados Unidos restabeleceram sanções contra a Venezuela. Washington havia flexibilizado os embargos e liberado transações envolvendo petróleo, gás e ouro como parte do chamado Acordo de Barbados. Quatro dias depois de a ditadura da Venezuela decidir inabilitar a candidatura da principal candidata da oposição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não se manifestou sobre a medida. Questionado pelo Estadão se a diplomacia brasileira pretendia se manifestar sobre o caso, o Itamaraty não se pronunciou. O ministro Mauro Vieira também preferiu não falar. Outros países da América do Sul, como a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e o Equador, condenaram a inelegibilidade da ex-deputada. Já governos de esquerda da Colômbia, com Gustavo Petro, e do México, com Andrés Manuel López Obrador, também optaram pelo silêncio. Afinal, diante deste novo caso de afronta à democracia, o Brasil vai se calar ou tomará uma posição mais forte contra Maduro? Quais os riscos políticos para Lula ao evitar o assunto? E há chances de Maduro realizar eleições livres na Venezuela? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), e coordenador do núcleo de estudos latino-americanos, Roberto Goulart Menezes. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 31, 2024 • 22min
O desafio do déficit zero após rombo histórico das contas públicas
O governo fechou o ano passado, com o segundo maior rombo nas contas públicas já registrado na série histórica iniciada em 1997. Segundo os dados divulgados nesta semana pelo Tesouro Nacional, o déficit primário (resultado das receitas menos as despesas, sem levar em conta o pagamento dos juros da dívida pública) ficou em R$ 230,5 bilhões, o equivalente a 2,1% do PIB. A explicação para o tamanho do rombo do ano passado é a antecipação do pagamento de precatórios (dívidas judiciais do governo nas quais não cabe mais recurso) de R$ 92,3 bilhões, além da compensação a Estados e municípios em razão nas perdas na arrecadação com ICMS, segundo o secretário do Tesouro, Rogério Ceron. No entanto, o resultado ruim, e acima do esperado, da dívida pública mostram o tamanho do desafio do governo para conseguir zerar o déficit. No mercado financeiro, a análise é de que o governo não conseguirá cumprir o objetivo e que a meta terá de ser reformulada em algum momento. Para atingir o que é desejado, o governo terá que enfrentar algumas batalhas no Congresso Nacional. As missões da gestão petista passam pela tentativa de manter os vetos de Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias e de aprovar a MP que prevê a reoneração gradual da folha de pagamentos até 2027 Afinal, o que os números das contas públicas de 2023 podem interferir nas metas de 2024? Quais batalhas o governo precisará traçar para melhor esse resultado? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 30, 2024 • 31min
'Cenários com Sonia Racy': o futuro do mercado de franchising no Brasil
Neste episódio da série 'Cenários', Sonia Racy recebe José Semenzato, presidente do Conselho do Grupo SMZTO. Ele faz uma avaliação sobre o mercado de franchising no Brasil nas últimas três décadas e uma projeção de crescimento para os próximos anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 30, 2024 • 26min
O escândalo da ‘Abin paralela’ e suas ligações com o clã Bolsonaro
A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira, 29, novas diligências no bojo da investigação sobre suposta espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência no governo Jair Bolsonaro. Um dos alvos da apuração é o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Segundo a investigação, o filho ‘02′ do ex-presidente teria recebido informações da suposta ‘Abin paralela’. A operação é um desdobramento da Operação Vigilância Aproximada, que vasculhou 21 endereços no último dia 25. O principal alvo da ofensiva foi o ex-diretor da Abin na gestão Bolsonaro e hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A investigação se debruça sobre a suspeita de que a Abin teria sido usada ilegalmente para atender a interesses políticos e pessoais do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sua família. Os investigadores identificaram 33 mil rastreamentos, sendo que, na lista de alvos, há o nome do ministro Alexandre de Moraes. A lista inclui ainda o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o ministro da Educação, Camilo Santana, governadores de oposição ao ex-presidente e outros ministros do Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que encaminhará um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a lista de nomes de deputados federais e senadores que possam ter sido monitorados “clandestinamente” pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).” Afinal, qual o potencial desta investigação? Podemos estar diante de um dos mais graves casos de espionagem no Brasil? Como isso se assemelha a outras agências de espionagem pelo mundo? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o jornalista e colunista do Estadão e da Rádio Eldorado, Diogo Schelp. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 29, 2024 • 15min
Morning Call: A primeira semana positiva de 2024
O Morning Call | Mercado em 15 minutos destaca que, na última sexta-feira 26, o índice da Bovespa foi bastante influenciado pela alta nos papeis das chamadas blue chips. Outro fato importante para a atividade econômica do país foi o anúncio do governo de um novo plano de fortalecimento da indústria, o "Nova Indústria Brasil". See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 29, 2024 • 24min
O fim de Moro, a vingança petista e a disputa que se abre no Paraná
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deve retomar nas próximas semanas o julgamento do senador Sérgio Moro (União-PR), que responde a duas ações por abuso de poder econômico e caixa dois. Com a possibilidade da cassação do mandato do ex-juiz, os partidos políticos já preparam candidaturas para uma eventual eleição suplementar para o Senado. Moro é acusado de ter causado um desequilíbrio eleitoral nas eleições para senador no Paraná em 2022. Com base em notas fiscais enviadas pelo seu partido, o União Brasil, e por sua antiga legenda, o Podemos, o MPE calculou gasto de 2 milhões de reais e considerou que o valor foi excessivo para a disputa ao Senado no Paraná. A condenação de Moro provocaria uma nova eleição suplementar já que os dois suplentes também seriam punidos com a cassação. Com essa possibilidade, PT e PL se movimentam para escolher os candidatos para uma nova eleição. O União Brasil, partido do ex-juiz, e o PP também devem lançar postulantes ao cargo. No PL, existe a possibilidade da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ser lançada candidata. O ex-deputado do PL, Paulo Martins, que foi derrotado por Moro, também já manifestou a vontade de concorrer ao cargo. Já no PT, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) e a deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), disputam a indicação da legenda. Gleisi é apoiada pela primeira-dama Rosângela da Silva. Dirceu, por sua vez, recebe o apoio de prefeitos e vereadores do Paraná. Já o União Brasil tem uma estratégia para não perder a cadeira no Senado e manter o nome de Moro vivo no Congresso. A opção avaliada é lançar a candidatura da deputada federal Rosângela Moro (União-SP), esposa do senador. Afinal, a cassação de Moro já é dada como certa? O que explica a ascensão e queda do ex-juiz? Como vai ficar essa disputa pelo voto do paranaense? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o cientista político e sócio da Tendências Consultoria, Rafael Cortez. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 27, 2024 • 27min
Tecnologia #309: #Start Eldorado: desafios no setor de telecom e 6G
O Start fala de desafios, tendências e perspectivas para o setor de Telecomunicações, abrangendo temas que vão de Inteligência Artificial aos primeiros testes com 6G e os impactos no mercado de trabalho, com Wilson Cardoso, membro do Instituto dos Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), a maior organização profissional técnica do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em prol da humanidade, que recentemente produziu um amplo estudo sobre o tema. Apresentado por Daniel Gonzales, o Start Eldorado vai ao ar todas as quartas-feiras, às 21h, na Rádio Eldorado FM (107,3 - SP) e canais digitais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 26, 2024 • 26min
Os erros e fragilidades de Biden que colocam sua reeleição em risco
O ex-presidente Donald Trump venceu a primária de New Hampshire. O Estado era considerado decisivo para sua principal rival, Nikki Haley, e o resultado aproxima Trump de uma rápida nomeação para representar o partido Republicano na corrida à Casa Branca, mesmo com os problemas que acumula na Justiça. No primeiro grande teste, em Iowa, o ex-presidente conquistou uma vitória recorde com 51% dos votos e 30 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o governador da Flórida Ron DeSantis, que acabou desistindo da disputa. Com isso, o atual presidente, Joe Biden, reconheceu o rival como o “claro favorito” para enfrentá-lo. O mandatário tem lutado com índices de popularidade baixos, especialmente no que diz respeito ao estado da economia dos Estados Unidos. No entanto, os americanos começam a vivenciar uma pequena melhora da sua economia. O PIB dos Estados Unidos cresceu 4,9% no terceiro trimestre de 2023, mostrando um sinal de recuperação. Mas existe um outro fator que pode mexer com essa disputa eleitoral: Trump poderá ser retirado da eleição? Em dois Estados, Colorado e Maine, a Justiça estadual já decidiu retirar o nome de Trump das cédulas. Como o ex-presidente recorreu, o caso agora será julgado pela Suprema Corte do país, em uma decisão que terá validade em todos os Estados e será a palavra final sobre a disputa. Afinal, por que Biden não é visto como franco favorito nas eleições contra Trump? O que explica seu desempenho irregular à frente do país? Teremos um cenário diferente de 4 anos atrás? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o jornalista brasileiro Sérgio Patrick, que mora em Nova York. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 25, 2024 • 36min
Os 90 anos da USP: legados e desafios para o futuro
Neste dia 25 de janeiro, a mais importante universidade do País completa 90 anos, tentando preservar a sua história e encarar os desafios que vem pela frente. Recentemente, a Universidade de São Paulo (USP) entrou no "top 100" de melhores instituições de ensino do mundo, segundo o QS World University Ranking, um dos principais sistemas de avaliação educacional. Além de ser um dos lugares mais disputados para cursar o ensino superior, a universidade é responsável por pesquisas que mudaram o rumo da ciência no mundo. Um dos exemplos célebres foi o nascimento do bezerro Marcolino, o primeiro animal clonado do Brasil. As frentes de pesquisas são desenvolvidas nos mais diversos campos de conhecimento. Nos últimos anos, a USP atravessou algumas crises, com uma série de greves de alunos e professores. No ano passado, a paralisação foi de seis semanas. Entre as principais demandas, os alunos da universidade pediam a contratação imediata de professores. Apesar de o atual governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), ter garantido que não mudará o modelo de financiamento da USP, de mais de R$ 7 bilhões por ano, sua base de apoio na Assembleia Legislativa (Alesp) tem pedido por mudanças dentro da instituição. Um projeto de lei, que está em discussão na Casa, determina a cobrança de mensalidade em universidades estaduais, como USP, Unesp e Unicamp. A proposta prevê a cobrança integral de mensalidade para alunos que possuem renda familiar de até dez salários-mínimos. Já aqueles que contam com renda entre oito e dez salários pagariam 75% do valor. Afinal, quais são os legados e a importância da universidade no cenário do ensino superior no País? Quais são os principais desafios para a USP no futuro? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o jornalista, professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP (a ECA), superintendente de Comunicação Social da universidade e colunista do Estadão, Eugênio Bucci O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 24, 2024 • 26min
Mais do mesmo? O plano de Lula para estimular indústrias
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta semana, um plano de estímulo à indústria brasileira, que enfrenta um quadro crônico de estagnação e perda de competitividade. Batizado de Nova Indústria Brasil, o pacote reedita políticas de antigas gestões petistas ao prever R$ 300 bilhões em financiamentos e subsídios ao setor, até 2026, além de uma política de obras e compras públicas, com incentivo ao conteúdo local (exigência de compra de fornecedores brasileiros). Economistas, porém, são críticos ao formato do novo plano e veem um “vale a pena ver de novo”. Em entrevista ao Estadão, o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, afirmou que a política é uma “velha roupagem de coisas que a gente já conhece: uma velha política industrial baseada em usar recursos públicos". Em seu primeiro governo como presidente, Lula criou um estímulo estatal à industrialização, elegendo empresas de setores específicos na chamada política de campeãs nacionais. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, rebateu as críticas e defendeu a volta do investimento estatal, alegando que outros países também estão nessa trilha. O Nova Indústria Brasil é focado em seis áreas específicas, que possuem metas de entrega para um horizonte de dez anos. São elas: cadeias agroindustriais; saúde; bem-estar das pessoas nas cidades; transformar digitalmente; bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energética; e defesa. Afinal, esse projeto para retomar a industrialização do País é “mais do mesmo”? A proposta tem potencial para melhorar o quadro do setor no Brasil? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com a professora de Economia do Insper, Juliana Inhasz. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.


