

Estadão Analisa com Carlos Andreazza
Estadão
O podcast do Estadão traz a colunista Carlos Andreazza em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
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Jun 25, 2021 • 32min
Caso Covaxin tem potencial para “explodir” a República?
Nos últimos dias, o relato do parlamentar Luis Miranda (DEM-DF), e de e seu irmão Luís Ricardo Fernandes Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, atearam fogo no debate sobre irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Segundo documentos do Ministério das Relações Exteriores, o governo comprou o imunizante por um preço 1.000% maior do que era anunciado pela própria fabricante seis meses antes. O deputado ainda garante que avisou à presidência da República sobre o caso. A vacina produzida pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em US$ 1,34 a dose. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade, a mais cara das seis vacinas compradas até agora. O acordo da Covaxin previa o fornecimento de 6 milhões de unidades já em março, mas condicionava a um aval da Anvisa, que só foi dado no dia 4 deste mês. Segundo o deputado Luis Miranda, a denúncia foi apresentada para Bolsonaro com provas e relata ter ouvido uma promessa de que a Polícia Federal iria investigar o caso. Em depoimento ao Ministério Público Federal seu irmão, Luís Ricardo afirmou ter recebido "pressões anormais" para a aquisição da Covaxin, o que não ocorreu em relação a outras vacinas. O Ministério Público Federal, que investiga suspeitas envolvendo a compra do imunizante, afirmou ver indícios de crime e “interesses divorciados do interesse público” na contratação. Um dos investigados é Francisco Emerson Maximiano, proprietário de empresas do ramo farmacêutico, uma delas é a Precisa, que em janeiro deste ano havia se tornado a única representante no País da Bharat Biotech, fabricante indiana da Covaxin. No episódio de hoje, quem nos explica toda essa história que envolve o imunizante da Covaxin e a suspeita de irregularidades é a repórter do Estadão, em Brasília, Camila Turtelli. Também vamos falar sobre o potencial explosivo que essa denúncia tem para o governo com o cientista político e diretor-executivo da Transparência Brasil, Manoel Galdino. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim e Larissa Burchard Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Larissa Burchard. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 24, 2021 • 24min
A queda de Salles, o ministro que tentou ‘passar a boiada’
Mais um ministro da ala ideológica do governo Bolsonaro caiu. Agora foi a vez de Ricardo Salles, que pediu demissão após dois anos e meio no cargo de ministro do Meio Ambiente. O ex-titular da pasta não resistiu ao desgaste provocado pelas suspeitas de envolvimento num esquema ilegal de retirada e venda de madeira - ele é alvo de duas investigações no STF. Salles será substituído pelo atual Secretário da Amazônia e Serviços Ambientais, Joaquim Álvaro Pereira Leite. As mudanças foram publicadas ontem, quarta-feira, 23, no Diário Oficial da União. Salles está sendo investigado pela Operação Akuanduba, conduzida pela Polícia Federal, onde são apurados crimes contra a administração pública, especialmente, facilitação de contrabando praticado por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro. E também pela Operação Handroanthus, que investiga a prática de dificultar a fiscalização ambiental em favor da extração ilegal de madeira. A operação, que ocorria nas Justiças do Pará do Amazonas, foi suspensa em junho a pedido da PF para decidir se as investigações vão continuar em primeira instância ou passarão para o STF. Salles foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve seus sigilos bancários e fiscais quebrados. A situação piorou com a substituição de mais um delegado da Polícia Federal que participava das investigações a seu respeito. Mesmo com todas essas acusações, o presidente Jair Bolsonaro continuava defendendo seu aliado, inclusive com elogios públicos. Desde que assumiu a pasta, Salles sempre esteve no meio de polêmicas. Em 2019, o ministro afirmou que a solução para a extração ilegal na Amazônia seria “monetizá-la”. Durante as queimadas no Pantanal, em 2020, Salles sugeriu que um aumento na criação de gado poderia combater o fogo. Ainda no ano passado, em reunião ministerial de Bolsonaro, Salles recomendou ao presidente que aproveitasse o enfoque da imprensa na pandemia para “passar a boiada”, flexibilizando leis ambientais e de proteção à natureza. No episódio do Estadão Notícias de hoje, vamos analisar a gestão Salles com Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe. “Ele será lembrado como o anti-ministro de Meio Ambiente”, avalia o físico e engenheiro, que foi exonerado do cargo ao defender os dados produzidos pelo Inpe sobre o desmatamento. Bolsonaro disse que eram mentirosos e ainda acusou Galvão de estar “a serviço de alguma ONG”. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Larissa Burchard. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 23, 2021 • 32min
Bolsonaro na mira de Haia: presidente pode ser preso?
Após quase dois meses de CPI da Covid no Senado, algumas manifestações de senadores mostram uma tendência que começa a ser especulada na comissão, a de denunciar o presidente Jair Bolsonaro ao Tribunal Internacional de Haia. Em nota pública divulgada por dez senadores da CPI, o termo genocídio foi utilizado ao se referir aos 500 mil mortos pela doença no país. Se a denúncia for feita, esse será o segundo processo contra o líder do Executivo na corte internacional que tem a missão de investigar e julgar acusados de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade. Senadores relataram que a imunidade de rebanho defendida por Bolsonaro pode ser caracterizada como crime contra a vida, explicou o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros, em entrevista à Rádio Eldorado. Membros da cúpula da Ordem dos Advogados do Brasil vão ajudar a comissão a tipificar os crimes em um relatório final de investigação. Contra Bolsonaro, já tramita na Corte um procedimento denominado “análise preliminar da jurisdição”, em resposta a processo iniciado antes da pandemia, em 2019, quando o Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos e a Comissão Arns denunciaram o presidente no tribunal de Haia por destruir o meio ambiente e atacar povos indígenas. A CPI da Covid poderá encaminhar ao Tribunal provas de que Bolsonaro é diretamente responsável por centenas de milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas na pandemia. Caberá ao Tribunal de Haia analisar se decisões absolutamente contrárias à saúde pública e à ciência, que mataram em massa no Brasil, caracteriza crime contra a humanidade. No Estadão Notícias de hoje vamos entender o funcionamento do Tribunal Penal Internacional e quais são os cenários para uma possível denúncia do presidente Bolsonaro à corte. Para isso, conversamos com Maristela Basso, professora de Direito Internacional da USP. Também vamos discutir a sequência da CPI da Covid e seu potencial de incriminar Bolsonaro com o repórter especial do Estadão e colunista da Rádio Eldorado, Marcelo de Moares. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Larissa Burchard. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 22, 2021 • 30min
Distritão, voto impresso, candidatura avulsa… Nova reforma vai pegar?
A cada novo ciclo eleitoral, entra na pauta do Legislativo a necessidade de uma profunda reforma política, como se ela, por si só, resolvesse todos os nossos problemas de representatividade. Neste ano não é diferente: a Câmara dos Deputados tenta emplacar um pacote de mudanças. Entre elas, o chamado voto distrital, ou distritão, que é diferente do nosso modelo atual, que leva em conta a proporcionalidade que um candidato ou partido recebeu de votos. No formato da votação existente hoje, a distribuição de vagas nos Legislativos federais, estaduais e municipais é feita proporcionalmente à soma total dos votos recebida por cada partido. Entram nessa conta os votos dos eleitos, dos derrotados e os da legenda. Já no distrital, são eleitos os candidatos mais votados em cada estado ou município. Não existe voto na legenda. Se um estado tiver 50 cadeiras, os 50 mais votados serão eleitos. Essa mudança de sistema já foi derrotada duas vezes na Câmara dos Deputados, mas voltou a ser discutida após pressão de políticos que temem não se eleger no atual sistema, em 2022. Um dos entusiastas da ideia é o presidente da Câmara, Arthur Lira, mas que tem sofrido pressão de dirigentes partidários que são contra a mudança, pois as legendas perderiam força neste sistema. Para valer em 2022, o novo modelo tem que ser aprovado e promulgado até o início de outubro pelo Congresso, com o apoio de pelo menos 60% dos deputados federais e senadores. No episódio de hoje, para entender a discussão que está na Câmara dos Deputados, vamos conversar com a repórter do Estadão, Adriana Ferraz. E para analisar se o voto distrital, e as mudanças propostas pelos parlamentares são boas para a democracia brasileira vamos falar com o cientista político e pesquisador do laboratório de Política e Governo da Unesp de Araraquara, Bruno Silva. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer e Jefferson Perleberg Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 21, 2021 • 31min
O inferno astral de Bolsonaro
O cenário atual para o presidente Jair Bolsonaro não é um dos melhores. Denúncias de possíveis crimes contra a humanidade, perda de apoio internacional com a saída de Trump e Netanyahu, CPI da Covid, pesquisas mostrando derrota para Lula em segundo turno, são algumas das razões que podem levar Bolsonaro a temer. E não se reeleger em 2022 significa o fim de sua imunidade parlamentar. Em maio de 2020, o agora ex-primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, avisou a Bolsonaro do risco real de ser investigado pelo Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia. As denúncias são de possíveis crimes contra a humanidade. Outro acontecimento notado é a perda de apoio do presidente pelo mundo. Donald Trump e o ex-premiê israelense, os dois principais parceiros externos do governo de Jair Bolsonaro, já não ocupam mais cargos de liderança por seus países. Já no próprio País, a rejeição ao governo Bolsonaro alcançou 45%, segundo última pesquisa divulgada pelo Datafolha. Enquanto a aprovação ficou em 25%, a menor até então. A pesquisa também mostrou dificuldade para a reeleição, segundo o instituto, 54% não votariam nele de jeito nenhum. Avanços na CPI, com investigação de membros do governo e aliados também prejudicam a presidência. O STF aprovou a quebra do sigilo telefônico e telemático de Eduardo Pazuello e Ernesto Araújo, ex-ministros da Saúde e Relações Exteriores. Todos os citados passarão a ser investigados na CPI. Para tentar reverter o possível colapso de uma derrota eleitoral, Bolsonaro intensificou as viagens pelo Brasil para a inaugurações e, principalmente, reinaugurações de obras do governo federal. Porém, mesmo entre apoiadores, o presidente ouve críticas. No episódio de hoje, vamos conversar com o cientista político Leandro Consentino, para tentar entender como se dá essa queda de apoio de Jair Bolsonaro, e a sua tentativa desesperada de recuperar parte do seu eleitorado. E para entender quais as consequências deste isolamento internacional do presidente, vamos conversar com Roberto Uebel, Doutor em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim e Patrick Freitas Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Patrick Freitas. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 19, 2021 • 25min
Tecnologia #172: #Start Eldorado: A transformação digital do setor financeiro - parte 2
Tradicionalmente, os bancos sempre estiveram à frente na virada digital. Agora, tanto as grandes ou pequenas, tradicionais ou novas instituições, se preparam para um cenário ainda mais disruptivo com o lançamento de serviços atrelados ao Pix e ao novo modelo de open banking no panorama brasileiro. Nestes e em novos serviços que ainda surgirão, diversas tecnologias compõem a grande base que fundamenta novas experiências para o consumidor, diferentes soluções, mais concorrência e os novos modelos de negócios, garantindo o futuro das próprias instituições. Acompanhe a segunda parte da conversa sobre o tema com executivos do Bradesco, XP, NEC e Deloitte no Start Eldorado, que vai ao ar na Rádio Eldorado (FM 107,3), toda quarta-feira, às 21h, com Daniel Gonzales.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 18, 2021 • 34min
O esfriamento da CPI, as novas manifestações e o ‘serial killer do DF’
O Brasil deve ter mais um final de semana de dor de cabeça para Jair Bolsonaro. A oposição organiza outra manifestação, neste sábado (19), contra a gestão do governo federal na pandemia. O ato deve novamente pedir o impeachment do presidente, o retorno do auxílio emergencial enquanto durar a pandemia e a vacinação em massa contra o coronavírus. Os protestos do sábado, 29 de maio, ocorreram de forma pacífica, com exceção de Recife (PE), onde a repressão praticada pela Polícia Militar resultou em duas pessoas com ferimentos graves nos olhos. Na CPI da Covid, cada vez mais sem apelo popular, aconteceu o depoimento mais curto desde que os senadores começaram a ouvir os convocados. Sob o argumento de que a audiência estava descambando para ofensas, o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, resolveu parar de falar, e foi embora. Antes, trocou ofensas com o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). No tabuleiro político para 2022, uma das peças resolveu abandonar a partida. O apresentador Luciano Huck declinou da possibilidade de se candidatar à presidência da República, e anunciou que vai assumir os domingos da Rede Globo no lugar de Fausto Silva. Agora, os partidos do chamado “centro democrático” vão ter que focar em outros nomes como opção para a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro. Esses são os temas que guia nossa conversa quinzenal do “Poder em Pauta” com os repórteres que acompanham o dia a dia da política, em Brasília. Estão no episódio de hoje do Estadão Notícias Vera Rosa e Felipe Frazão, diretamente da capital federal. E ainda contamos com a participação extraordinária do repórter Lauriberto Pompeu, que vai falar sobre a caça ao “serial killer do DF”. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Patrick Freitas. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 17, 2021 • 32min
Huck fora, centro esvaziado e polarização em alta
Luciano Huck declinou mais uma vez da possibilidade de ser candidato à presidência em 2022. O apresentador confirmou que vai assumir os domingos da rede Globo, substituindo Fausto Silva. Sem Huck na possível terceira via, como alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro, outros pré-candidatos devem assumir o posto representando partidos de centro-direita e centro-esquerda. Diferentemente do que foi observado em 2018, é provável que sem Luciano Huck não veremos a ascensão dos outsiders na política em 2022. O cenário das eleições municipais em 2020 mostrou uma tendência de queda dos antipolíticos, e a volta dos partidos tradicionais ao poder. Legendas do centrão, como PSD, PP, PL e Republicanos, elegeram 34% dos prefeitos do País. Partidos como DEM, PSDB e MDB, ganharam musculatura e obtiveram o governo de metade das capitais estaduais. Com isso, políticos experientes começam a se preparar para as eleições com as mesmas ferramentas utilizadas pela chamada “velha política”. No caso do presidente Jair Bolsonaro, há uma busca por um partido que lhe dê a estrutura necessária para uma campanha nacional no ano que vem. O presidente “namorou” com mais de oito partidos, entre eles, Progressistas, PTB, PL, PRTB, Republicanos, mas deve terminar no Patriotas. Já a esquerda, tem hoje Lula como seu principal candidato e tenta concentrar suas forças em partidos com maior alcance nacional. A tentativa de lançar uma pré-aliança entre partidos também já está sendo articulada. Nesta semana, um almoço foi organizado para os presidentes do PDT, PSDB, DEM, SD, Podemos, Cidadania, PV, Novo e PSL. Dificilmente esse colegiado vai fechar um bloco com apenas um nome na disputa, mas buscam ao menos debater em torno de um programa de ação comum. Um dos nomes mais fortes do chamado “centro democrático” é o do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. No episódio de hoje, o parlamentar, que acabou de ser expulso do DEM, conversa conosco sobre a construção dessa “terceira via”. Também vamos falar com a colunista do Estadão e da Rádio Eldorado, Eliane Cantanhêde, que analisa todos esses cenários para 2022. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Patrick Freitas. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 16, 2021 • 30min
‘Rinha das Vacinas’: Brasil tira máscara até o fim do ano?
Após o governador de São Paulo, João Doria, anunciar a antecipação do cronograma de vacinação no Estado, iniciou nas redes sociais uma certa “competição” entre governadores e prefeitos para ver quem vacina primeiro sua população contra a covid-19. Eduardo Paes, Flávio Dino, Ronaldo Caiado e Helder Barbalho foram alguns dos políticos que entraram na brincadeira. Porém é preocupante a disparidade em alguns Estados e municípios quando se trata do número de doses do imunizante aplicadas. Nessa “corrida do bem”, 14 Estados anunciaram que pretendem vacinar todos os adultos com a primeira dose até o final de outubro. Pelos números do Ministério da Saúde, até terça-feira, 15, mais de 56 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina, o que representa 27% da população brasileira. Desses imunizados, cerca de 24 milhões receberam a segunda dose. Um total de 12% da população. Por enquanto, quem lidera esse ranking é o Mato Grosso do Sul, com 36% da sua população vacinada com a primeira dose. Na sequência estão: Rio Grande do Sul, com 33%, e Espírito Santo com 31%. Entre os Estados que entraram na disputa pelas redes sociais, São Paulo está na frente com 30% de imunizados, seguido por Goiás, com 25%, Maranhão, com 24% e o Rio de Janeiro com 22%. A distribuição dessas vacinas depende do Plano Nacional de Imunização. Todas as doses importadas, ou produzidas no Brasil devem ser destinadas ao Ministério da Saúde, que faz um cálculo proporcional à população de cada Estado, e envia a quantidade disponível no momento, de acordo com essa conta. Dentro dos Estados, essa distribuição para os municípios é realizada pelos governadores. Por isso, o cronograma pode sempre sofrer alteração, pois vai depender dos laboratórios entregarem os imunizantes no prazo em que foram acordados. Além de terminar a imunização, a antecipação deste processo impacta na economia e na vida das pessoas, para saber quando poderemos retirar a máscara e retornar à normalidade, vamos conversar no episódio de hoje com o médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto. E para compreender os ganhos políticos da vacinação para governadores e prefeitos, vamos conversar com o editor da “Coluna do Estadão” e colunista da Rádio Eldorado, Alberto Bombig. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Patrick Freitas. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 15, 2021 • 29min
Atos antidemocráticos: o que vai sair desse inquérito?
Nas últimas semanas, algumas pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro passaram a ser investigadas mais de perto pelo Supremo Tribunal Federal, através do inquérito que promete responsabilizar quem promove ataques antidemocráticos. Há oito meses sendo elaborado, o processo tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes e possui mais de 1.300 páginas. A coleta de informação mais recente feita pela Polícia Federal foi com o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Otávio Fakhoury. Uma troca de mensagens mostrou um grupo apoiador do presidente discutindo com Wajngarten a criação de um departamento de “comunicação estratégica e contrainformação” para assessorar Bolsonaro. Informações também apontam que o deputado federal Eduardo Bolsonaro e Fábio Wajngarten participaram de uma articulação com empresários que buscava criar uma rádio FM, de viés conservador, destinada a ser uma “arma para a guerra política”. O ministro Alexandre de Moraes chegou a autorizar a quebra dos sigilos bancários de 10 deputados federais ligados ao presidente, entre eles, Daniel Silveira, preso desde fevereiro ao ameaçar os ministros do STF em um vídeo divulgado nas redes sociais. Até agora, a PF identificou que 12 perfis bolsonaristas no YouTube receberam mais de 4 milhões de reais entre 2018 e 2020 via monetização de vídeos publicados em apoio ao presidente, muitos deles com ataques às instituições do país. Também já foram cumpridos mais de 21 mandados de busca e apreensão contra parlamentares, blogueiros e empresários. Algumas prisões foram feitas durante as investigações, como a da militante Sara Winter, e do blogueiro de direita Oswaldo Eustáquio. Auxiliares diretos do presidente Jair Bolsonaro também são alvos da apuração. Entre eles, dois filhos do presidente: o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). A investigação foi instaurada a pedido da própria Procuradoria-Geral da República para identificar os organizadores e financiadores de manifestações realizadas em abril do ano passado que pediam o fechamento do Congresso e do STF, além do retorno da ditadura militar. No entanto, a PGR agora pediu ao Supremo o arquivamento do caso perante o STF. No episódio de hoje vamos conversar com a repórter do Estadão, Rayssa Mota, para entender o andamento e o futuro dessas investigações. E para refletir sobre as possíveis implicações que esse inquérito pode ter para o presidente Jair Bolsonaro, vamos falar com o cientista político da FGV, Eduardo Grin. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer e Jefferson Perleberg. Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.


