Estadão Analisa com Carlos Andreazza

Estadão
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Dec 2, 2021 • 32min

A disputa pelo voto evangélico de olho em 22

A busca pelos votos dos religiosos deve se intensificar às vésperas das eleições, principalmente pela força adquirida por este grupo ao longo dos anos. No último levantamento feito pelo Datafolha sobre religião, em 2020, os evangélicos representam cerca de 31% da população brasileira. No Congresso Nacional, a bancada evangélica está cada vez mais numerosa. Em 1994, eram 21 deputados federais, hoje já são 105 deputados e 15 senadores, o que equivale a 20% dos parlamentares das duas casas. A chamada Bancada da Bíblia tem em comum a defesa dos valores cristãos, como a “defesa da família”, incluindo propostas legislativas restritivas a direitos reclamados por movimentos de mulheres, negros, indígenas e LGBTI+, entre outros. Essa força foi demonstrada na pressão feita por lideranças evangélicas e parlamentares da Bancada da Bíblia para pautar a sabatina do indicado de Jair Bolsonaro ao STF, André Mendonça, que também é pastor. Com toda a mobilização de líderes religiosos no Congresso e fora dele, o Senado aprovou o nome de Mendonça para o STF. Boa parte desses pastores, principalmente os das maiores igrejas, está ao lado do presidente Jair Bolsonaro, e veem a esquerda como uma ameaça aos valores cristãos. No entanto, evangélicos progressistas repelem a noção de um bloco monolítico de fé, como se todo fiel seguisse cegamente o que Malafaia, Edir Macedo e outros dizem. Para debater sobre esse assunto convidamos ao ‘Estadão Notícias’ desta quinta-feira, 2, o Pastor da Igreja Batista do Caminho, Henrique Vieira. E para discutir o viés político do tema conversamos com o cientista político do Insper, Leandro Consentino. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Dec 1, 2021 • 23min

A lenta queda do desemprego no Brasil

Nesta terça-feira, 30, foi divulgado o índice de desemprego no Brasil que recuou para 12,6% no terceiro trimestre deste ano, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Mesmo assim, o número de pessoas fora do mercado de trabalho ainda é grande, cerca de 13 milhões e meio de desempregados entre os últimos meses de julho e setembro. Entre as categorias de emprego que mais cresceram estão os empregados do setor privado sem carteira assinada, que somaram quase 12 milhões de pessoas. Também houve aumento de pessoas que passaram a trabalhar por conta própria. São 25 milhões de indivíduos nessa categoria, o maior número desde o início da série histórica da pesquisa. Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada atingiu 33 milhões de pessoas, subindo 4,4% em relação ao trimestre anterior. Entre as atividades que mais geraram emprego estão: o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, indústria em geral, e a construção civil. No entanto, o levantamento do IBGE mostrou que ainda faltavam oportunidades no mercado para cerca de 30 milhões de trabalhadores. Este contingente forma o que o instituto classifica como trabalhadores subutilizados. No episódio do ‘Estadão Notícias’ desta quarta-feira, 1º, convidamos o economista da FGV Ibre, Rodolpho Tobler, para analisar esses dados e explicar por que a taxa de desemprego tem diminuído a passos de tartaruga. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 30, 2021 • 30min

ESPECIAL - Democracia em erosão: perspectivas para 2022

Nesta edição extraodrinária do podcast 'Estadão Notícias', a editoria de Internacional do Estadão analisa os impactos do populismo nas principais democracias do mundo em 2021, com as eleições sob suspeita na Nicarágua, os abusos contra a autonomia universitária na Hungria e a mudança em regras no Judiciário na Polônia. Além disso, o debate, composto pela equipe de Internacional do Estadão, faz projeções para 2022, com os principais países que podem sofrer retrocessos democráticos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 30, 2021 • 33min

Ômicron e seus impactos na saúde pública e na economia

Enquanto o mundo se perguntava quando conseguiríamos controlar a pandemia do novo coronavírus, surge uma nova variante descoberta na África do Sul: a Ômicron. Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde alertou os países que o risco global da variante é “muito alto”. A entidade destaca que as principais preocupações residem na capacidade de transmissão da nova cepa, se as vacinas existentes têm potencial para conter a Ômicron, e se ela pode levar a casos mais graves.  A variante foi identificada pela primeira vez em 24 de novembro, na África do Sul, e ainda está sendo estudada pelas autoridades. O que já se sabe é que a Ômicron apresenta 50 mutações. Cerca de 30 estão localizadas na chamada proteína spike, aquela que permite a entrada do vírus nas células humanas e é um dos principais alvos das vacinas contra a covid-19. Os primeiros relatos dos médicos da África do Sul indicam que o vírus se espalha rapidamente, mas sem grande número de casos graves. Com novos casos confirmados por Austrália, Dinamarca e Holanda, a nova cepa já foi identificada em quatro continentes: Ásia, Europa, Oceania e África. Para tentar conter a nova variante, Estados Unidos, Brasil, Canadá, países da União Europeia, Austrália, Japão, Coréia do Sul, Indonésia, Arábia Saudita e Tailândia impuseram restrições de viagens vindas da África do Sul, onde a Ômicron possivelmente teve origem. No episódio do Estadão Notícias desta terça-feira, 30, conversamos com o médico infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz, para entender um pouco mais sobre essa nova variante. E para analisar os impactos econômicos e o futuro incerto com o possível retrocesso nas restrições convidamos a economista Juliana Inhasz, coordenadora do curso de graduação de Economia do Insper. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 29, 2021 • 31min

Em busca de um presidente: o debate antecipado sobre 22

É comum que os anos pré-eleitorais sejam mais mornos e circunscritos às movimentações de bastidores. O que definitivamente não se observa neste 2021. Vários candidatos já estão colocados e, muitos deles, em verdadeiro ritmo de campanha - especialmente nas redes sociais. Isso mexe não só com as estratégias de partidos e de suas lideranças, como no interesse da população brasileira sobre o tema.Pesquisa recente do Instituto Paraná Pesquisas mostra que 46% dos dois mil eleitores entrevistados em 164 municípios dos 26 estados da nação, e no Distrito Federal, entre 15 e 19 de novembro, têm algum “interesse” ou “muito interesse” no pleito do próximo ano. Um levantamento da Ipsos e do Global Institute for Women’s Leadership mostrou que 42% dos brasileiros querem que os políticos priorizem os interesses do País ao invés de suas próprias carreiras. No entanto, 4% citaram como prioritária a necessidade de que líderes saibam dialogar e atuar conjuntamente com quem pensa diferente. Ou seja, a guerra ideológica é um fator que leva as pessoas a se interessar mais pela política. De um lado, os apoiadores fiéis a um candidato, do outro, aqueles que querem colocar uma terceira alternativa à polarização que se criou no Brasil. No entanto, outros motivos devem atrair o eleitor às urnas no ano que vem. Hoje, os temas que mais engajam as pessoas nas redes sociais são o auxílio emergencial, a reforma tributária, o desemprego e a inflação.  Afinal, o que tem despertado o interesse do brasileiro na política e na eleição nos últimos anos? O que tem atraído a atenção, em especial, para o pleito de 2022? Como está a corrida eleitoral?  No episódio do Estadão Notícias desta segunda-feira, 29, convidamos para um debate sobre o tema, o cientista político da Unesp de Araraquara, Bruno Silva, e o editor da Coluna do Estadão, Alberto Bombig O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 27, 2021 • 24min

Tecnologia #195: #Start Eldorado: operadoras terão desafios para por 5G no ar

Passada a concorrência dos lotes de frequências e regiões nas quais as operadoras colocarão o 5G no Brasil, as vencedoras do leilão se movimentam para cumprir os prazos que prevê as redes no ar em frequências exclusivas em todas as 26 capitais mais o DF até julho do ano que vem. Outras cidades virão na sequência; o país todo deve estar coberto até 2029. Há contrapartidas a cumprir e altíssimos investimentos a se fazer em toda a infraestrutura, fora os gastos com a outorga das frequências. Dez operadoras dividirão as diversas faixas e locais de implementação do 5G no Brasil. Vamos saber mais sobre o cenário e as perspectivas recebendo Marcos Ferrari, presidente-executivo do Conexis Brasil Digital, entidade que reúne e representa as operadoras brasileiras. O Start Eldorado vai ao ar às 21h na Eldorado FM 107,3 - SP e canais digitais, com a apresentação de Daniel Gonzales, toda quarta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 26, 2021 • 29min

Já é possível ter carnaval em 2022?

Faltam 3 meses para o carnaval no Brasil e uma pergunta ainda paira no ar: a festa vai acontecer? O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, garantiu que os blocos poderão sair às ruas e que os desfiles das Escolas de Samba irão ocorrer. Mas a decisão está longe de ser consenso. No Estado de São Paulo, ao menos 70 cidades do interior, que são tradicionais em promover o carnaval, já cancelaram a festa em 2022 motivadas pela pandemia de covid-19. As prefeituras alegam o risco de um aumento nas infecções pelo vírus, por causa do fluxo de pessoas e aglomerações. Na capital, a decisão sobre a realização do carnaval só deve ser tomada em dezembro. A prefeitura já recebeu mais de 860 solicitações de desfiles de blocos de rua em, pelo menos, oito dias de festividades. Em cidades do nordeste brasileiro, a sensação ainda é de insegurança sobre o tema. Os municípios de Salvador, Recife e Olinda ainda tratam como incerta a saída de trios elétricos e de blocos pelas ruas devido à pandemia de Covid-19. A preocupação de muitos municípios brasileiros se justifica se olharmos para o que está acontecendo no mundo. Nos Estados Unidos, mais de 90 mil novos casos estão sendo registrados diariamente. Na Europa, o crescimento das internações por covid-19, tem levado países a ampliar o cerco contra não imunizados. No episódio do Estadão Notícias desta sexta-feira, 26, convidamos o médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Gonzalo Vecina. Quem também participa do programa é o repórter do Estadão, José Maria Tomazella, que atualiza as decisões dos municipios em relação ao carnaval. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 25, 2021 • 29min

A investida da Câmara contra o STF na PEC da Bengala

Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deu o primeiro passo para mudanças na chamada “PEC da Bengala”. O novo texto diminui de 75 para 70 anos a idade máxima que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pode permanecer no cargo. A medida foi vista pela oposição como uma tentativa de aumentar o número de indicações a qual o presidente Jair Bolsonaro tem direito. Os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber já estão com 73 anos, e com isso teriam que deixar a Corte. Mais do que isso, a mudança na PEC é vista pela oposição como uma vingança dos bolsonaristas pelo fato do STF ter proibido o pagamento das emendas de relator a deputados e senadores. O chamado “orçamento secreto”, que foi revelado pelo Estadão, era usado pelo governo para ter apoio em votações importantes no Congresso Nacional. Em paralelo, a novela envolvendo o ex-ministro da Justiça, André Mendonça, parece que terá um fim. Indicado em julho por Bolsonaro para uma vaga no Supremo, o jurista e pastor evangélico aguardava a marcação de sua sabatina pelo presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre, que após pressão, decidiu pautar o tema na semana que vem. No episódio do Estadão Notícias desta quinta-feira, 25, convidamos o professor de Direito da FGV, Oscar Vilhena, para falar sobre essa mudança na “PEC da Bengala”. Quem também participa do programa é o repórter do Broadcast, Daniel Weterman, que nos conta mais sobre a sabatina de André Mendonça. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 24, 2021 • 32min

A simpatia de Lula pelas ditaduras de esquerda

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou polêmica, em entrevista ao jornal espanhol El País, ao comparar o regime ditatorial de Daniel Ortega, na Nicarágua, aos anos de governo de Angela Merkel, na Alemanha. Para o petista, não há diferença entre as duas nações, se comparar os anos de gestão à frente de seus países. Daniel Ortega conquistou o seu quarto mandato consecutivo, após uma eleição de fachada, em que concorreu com candidatos que eram a favor do seu governo. Dias antes do pleito, o governo promoveu a prisão de opositores sob a acusação de diversos crimes, entre eles, lavagem de dinheiro. Na mesma entrevista, Lula relativizou a decisão do governo cubano que, neste mês, proibiu a realização de atos da oposição, e colocou militares nas ruas para garantir que permanecessem vazias. Os protestos eram contrários à ditadura do país, e foram motivados pelos cortes de luz, perseguição a dissidentes e a falta de alimentos e remédios. A ironia está no fato de que o PT criticou duramente, e com razão, a entrega de uma das honrarias mais altas do Brasil, por parte de Bolsonaro, ao emir de Dubai, Mohamed Bin Rashi al-Maktoum, acusado de diversos crimes, mas, ao mesmo tempo, permanece apoiando regimes totalitários pelo mundo. No episódio do Estadão Notícias desta quarta-feira, 24, convidamos o historiador Alberto Aggio, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e autor de “Um Lugar no Mundo: Estudos de História Política Latino-Americana” para analisar o tema. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nov 23, 2021 • 29min

Vexame e racha nas prévias: o que será do PSDB em 22?

As aguardadas prévias do PSDB para a escolha do candidato do partido para as eleições presidenciais, em 2022, foram paralisadas, sem uma definição, depois que o aplicativo de celular desenvolvido para que os filiados pudessem votar apresentou falhas, o que impossibilitou a conclusão do pleito. Segundo o Estadão/Broadcast apurou, apenas 8% dos mais de 44 mil tucanos que se registraram conseguiram votar. Tucanos históricos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Aloysio Nunes, por exemplo, não conseguiram votar. Agora, as campanhas dos candidatos do PSDB entram em um embate para decidir o que fazer em relação à continuidade da votação. O governador de São Paulo, João Doria, e o ex-senador Arthur Virgílio defenderam que elas sejam adiadas em uma semana. Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defende que a votação seja concluída em até 48 horas. Esse “fiasco” nas prévias do PSDB causou surpresa e até preocupação em possíveis aliados de outras siglas para as eleições de 2022. Mais do que falha técnica no aplicativo de votação, o problema revelou desorganização e divisão dentro do partido. No episódio do Estadão Notícias desta terça-feira, 23, convidamos o cientista político da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, para analisar a questão. Além disso, o repórter do Estadão, Felipe Frazão, traz as últimas informações de como ficarão as prévias do PSDB. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes e Ana Paula Niederauer. Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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