
Market Makers #312 | O DIAGNÓSTICO PREOCUPANTE DA ECONOMIA BRASILEIRA
Jan 20, 2026
Mansueto Almeida, economista-chefe no BTG Pactual e ex-secretário do Tesouro, e Samuel Pessôa, pesquisador macroeconômico e comentarista de política econômica, discutem os desafios da economia brasileira. Eles analisam os altos juros e a fragilidade fiscal, conectando a Selic à crescente dívida pública. Aumentos de juros são atribuídos ao excesso de demanda e baixa produtividade. O futuro fiscal é debatido, com foco no ajuste necessário para 2027 e a importância da transparência nas vinculações orçamentárias, além de reflexões sobre o impacto da IA e mudanças globais.
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Juros Altos Ligados À Fragilidade Fiscal
- O Brasil enfrenta juros reais muito altos tanto de curto quanto de longo prazo, impulsionados por fraquezas fiscais.
- A dívida pública bruta cresceu de ~50% para projeção de 83,6% do PIB em 2026, elevando o déficit nominal e o custo do serviço da dívida.
Juros Refletem Excesso De Demanda
- Samuel Pessôa atribui os juros altos principalmente a excesso de demanda sobre oferta e fraca produtividade.
- Entre 2006 e 2013 o Brasil operou em capacidade plena, com salários subindo acima da produtividade e inflação de serviços acelerando.
Salário Mínimo Cresce Mais Que Produtividade
- Valorização do salário mínimo real cresce muito acima da produtividade e pressiona despesas vinculadas.
- Esse desalinhamento entre salário mínimo e produtividade é uma fonte estrutural de pressão inflacionária e juros altos.



